<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986</id><updated>2012-01-30T19:31:00.938-03:00</updated><category term='Noir'/><category term='Aventura'/><category term='Debate'/><category term='Atrizes'/><category term='Memória'/><category term='Cinema Nacional'/><category term='Trailers'/><category term='Clássicos'/><category term='Policial'/><category term='Catástrofe'/><category term='Diretores'/><category term='Festivais'/><category term='Comédia'/><category term='Biografias'/><category term='Livros'/><category term='Épicos'/><category term='Drama'/><category term='Prêmios'/><category term='Curiosidades'/><category term='Cinema Asiático'/><category term='Suspense'/><category term='Notícias'/><category term='Bilheterias'/><category term='Documentário'/><category term='Cenas'/><category term='Guerra'/><category term='Thriller'/><category term='Resenhas'/><category term='Religioso'/><category term='Poster'/><category term='Western'/><category term='Em Cartaz'/><category term='Ação'/><category term='Ficção-Científica'/><category term='Animações'/><category term='Novas Produções'/><category term='Atores'/><category term='Terror'/><category term='Curtas'/><category term='Romance'/><category term='Musicais'/><category term='Fantasia'/><category term='Mensagem'/><category term='Estreias'/><category term='Trilhas Sonoras'/><category term='Listas'/><category term='Cinema Europeu'/><category term='Em breve nos cinemas'/><category term='Cinema Latino'/><category term='Músicas'/><title type='text'>Cinema com Pimenta</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>497</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8957830294247245967</id><published>2012-01-30T16:27:00.002-03:00</published><updated>2012-01-30T17:18:41.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>A política do SAG</title><content type='html'>&lt;a href="http://livingincinema.com/wp-content/uploads/2012/01/SAG-2012-570x380.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 448px; height: 300px;" src="http://livingincinema.com/wp-content/uploads/2012/01/SAG-2012-570x380.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A premiação do Sindicato de Atores de Holllywood, realizada ontem, teve um sentido político. A predileção de seus integrantes pela produção “Histórias Cruzadas” (The Help), entregando-lhe três prêmios, quais sejam, atriz (Viola Davis), atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e elenco, tem o nítido de significado de prestigiar um filme antirracismo. Ainda mais quando nos lembramos que a grande concorrente de Viola, a já mítica Meryl Streep, tem como papel uma das maiores representantes do conservadorismo nas últimas décadas, Margaret Tatcher, uma figura demodé nestes tempos de caos financeiro gerado pelo neoliberalismo e movimentos fermentados pela internet como Occupy Wall Street. Não sei se o filme é merecedor ou não, mas a verdade é que o Oscar deverá seguir a tendência. E Meryl amargará a 15ª derrota (ela só venceu duas vezes, mesmo sendo recordista de indicações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na categoria de melhor ator venceu o francês Jean Dujardin, de “O Artista”. E os Weinstein caminham firmes e fortes para emplacar mais um dos seus longas afilhados na festa da Academia (ele já levou também o prêmio do Sindicato dos Diretores para Michel Hazanavicius). Entretanto, os prêmios dos sindicatos este ano talvez não um indicador tão preciso, já que o vencedor do prêmio de ator coadjuvante, Christopher Plummer, irá concorrer no Oscar com outro veterano, Max Von Sydow, que nem chegou a ser indicado ao SAG, assim como Rooney Mara, de “Os Homens Que Amavam As Mulheres” foi lembrada no Oscar e esquecida no sindicato. As apostas deste ano estão mais difíceis. Está complicado conseguir um ano de cinema grátis...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8957830294247245967?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8957830294247245967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8957830294247245967&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8957830294247245967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8957830294247245967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/politica-do-sag.html' title='A política do SAG'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8845940623413444945</id><published>2012-01-29T14:41:00.012-03:00</published><updated>2012-01-29T18:45:26.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Os Descendentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wiLiuY-a0Bs/TyWHHFXoMLI/AAAAAAAAAZ0/x_-ex9idky0/s1600/Geroge-Clooney-The-Descendants-Poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 321px; height: 475px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wiLiuY-a0Bs/TyWHHFXoMLI/AAAAAAAAAZ0/x_-ex9idky0/s400/Geroge-Clooney-The-Descendants-Poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703113058904715442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crônica de lágrimas e sorrisos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já disse que um cineasta sempre está fazendo o mesmo filme (não lembro bem ao certo quem é o autor da máxima, para ser sincero). Há uma certa verdade nessa frase e, no caso de Alexander Payne, diretor deste “Os Descendentes”, ela parece cair como uma luva. Afinal, ao longo de sua carreira, ele mostra ter uma especial predileção por protagonistas que precisam acertar contas com o passado, normalmente marcado por desentendimentos familiares e que a partir de algum fato relevante -  uma espécie de “hégira” em suas existências - passam a ter uma perspectiva diferente sobre a vida. Foi assim com o personagem de Jack Nicholson em “As Confissões de Schmidt” (About Schmidt, 2002), onde ele interpreta um sexagenário recém-aposentado e que acaba de perder a esposa de maneira repentina, partindo então para uma viagem ao Nebraska para ajudar no casamento da filha. Procurando colar os retalhos do passado, passa então por uma jornada de autodescoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase o mesmo que sucede com Matt King, o personagem vivido pelo astro “cool” George Clooney neste novo trabalho do diretor. No roteiro escrito pelo próprio Payne ao lado de Nat Faxon e Jim Rash (adaptado do livro de Kaui Hart Hemmings), ele também enfrenta situação semelhante ao ver sua esposa entrar em coma após um acidente no mar e posteriormente ser informado pelos médicos que seu estado é irreversível. Pai ausente durante anos, terá de se reinventar para se aproximar das filhas, a ainda criança Scottie (Amara Miller) e a adolescente Alexandra (Shailene Woodley), buscando unir a família para enfrentar este momento difícil. É quando ele descobre algo importante sobre a esposa que lhe trará enorme ressentimento. Além disso, Matt é o representante legal do espólio da realeza havaiana, da qual é um dos descendentes (daí o título da produção), sendo herdeiro, juntamente com uma grande quantidade de primos, de uma vasta porção de terras. Assim, mesmo que só através destas sinopses, vê-se que os dois longas-metragens possuem muito em comum. A diferença entre os dois reside no acabamento. Enquanto o longa de 2002 se mostra bastante oscilante em sua qualidade ao longo de seus 124 minutos, “Os Descendentes” é um filme coeso, mais sólido, que flui perfeitamente sem altos e baixos. O drama, que certamente possuiria um tom pesado e mãos erradas, assume com Payne um tom mais leve, sendo possível até mesmo classificá-lo como uma “dramédia”. Apesar dos momentos difíceis enfrentados por seus personagens, várias são a situações que nos fazem rir. Por sinal, assim como a vida, que não nos reserva situações exclusivas de drama ou comédia para cada uma de suas fases. O cineasta conduz a trama com tanta sutileza que em certos momentos chegamos àquela ótima sensação de esquecer que estamos vendo um filme, tanto por ele fazer questão de ser um diretor “ausente” da narrativa, sem firulas técnicas, quanto pelo envolvimento que o longa consegue obter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hrCkyLmSLa8/TyWIimM2IYI/AAAAAAAAAaA/VaoOiWVQn8A/s1600/1324934601_osdescendentes2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 441px; height: 332px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hrCkyLmSLa8/TyWIimM2IYI/AAAAAAAAAaA/VaoOiWVQn8A/s400/1324934601_osdescendentes2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703114631085957506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos fatores que contribuem sobremaneira para o apontado clima ameno da narrativa é o fato dela ser ambientada no Havaí, um estado norte-americano estranhamente pouco visto no cinema. Mesmo que logo no início a narração em off do protagonista nos alerte que os habitantes do arquipélago não vivam em eternas férias, como muita gente supõe, tendo os problemas do dia a dia como todo mundo (aliás, como o filme bem demonstra), não se pode negar que as imagens e o clima praiano da região, assim como os costumes de seus moradores, que usam camisas havaianas até em ambientes de trabalho, ajudam a tirar o peso das situações vistas na tela. Até mesmo a trilha sonora possui vibrações havaianas, como que para estabelecer o contraste entre o ambiente paradisíaco e o caos vivido por Matt e sua família. Opções felizes que ajudam bastante o filme a não cair no melodrama barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.cineclick.com.br/uploads/imagens/300x400/225073.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://static.cineclick.com.br/uploads/imagens/300x400/225073.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro fator que presta uma sensível ajuda para tornar “The Descendants” uma obra acima da média é o elenco afiado e afinado. A jovem Shailene Woodley se mostra como uma atriz extremamente promissora, tamanha a desenvoltura com que age na frente das câmeras. Só pela cena em que ela mergulha na piscina para chorar após saber do pai que sua mãe irá morrer ela já mereceria uma indicação ao Oscar, algo que infelizmente não aconteceu. E impressiona a química estabelecida entre ela e Clooney, os quais nos fazem esquecer de que não são pai e filha fora das telas. Este último, por seu turno, nos entrega aquela que pode ser considerada a melhor atuação de sua carreira, superando em muito o seu bom, mas não excepcional, trabalho em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/01/amor-sem-escalas.html"&gt;“Amor Sem Escalas” &lt;/a&gt;(Up In The Air, 2009), muito embora os dois papeis possuam semelhanças, pois que em ambos os casos seus personagens precisam ajustar contas familiares após uma vida de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;workaholic&lt;/span&gt;. A sequência em que Matt corre de sandálias pela vizinhança, destinada a se tornar clássica, já valeria ao menos uma indicação ao prêmio da Academia, e não será exagero se ele vier a de fato levar o Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente, mencionei que a diferença básica entre os filmes protagonizados por Nicholson e Clooney era o seu acabamento. Em parte, é verdade, pois ambos têm uma trama semelhante em vários aspectos, o que talvez leve o espetador a momentos “déjà vu” durante a projeção. Contudo, seria injusto dizer que “Os Descendentes” é um filme superior apenas por ser mais bem dirigido. Muito embora os dois longas possuam um desfecho impecável (o que já parece ser um especialidade de Payne), o filme de 2011 consegue ser mais abrangente, abordando praticamente todos os temas que constituem o cotidiano de qualquer indivíduo. Estão lá analisadas não apenas a relação entre marido e mulher ou entre pais e filhos, mas também sua relação com a família na qual nasceu, seus problemas profissionais e patrimoniais e até mesmo sua interação com a comunidade na qual está inserido. Uma crônica do dia a dia, repleta dos encontros, despedidas, sorrisos e lágrimas que a vida tem a oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Lx3FJMxTgOs/TyWFOH80yZI/AAAAAAAAAZo/xux97-310RQ/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Lx3FJMxTgOs/TyWFOH80yZI/AAAAAAAAAZo/xux97-310RQ/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703110980833429906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8845940623413444945?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8845940623413444945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8845940623413444945&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8845940623413444945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8845940623413444945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/os-descendentes.html' title='Os Descendentes'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wiLiuY-a0Bs/TyWHHFXoMLI/AAAAAAAAAZ0/x_-ex9idky0/s72-c/Geroge-Clooney-The-Descendants-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-5836498731708594735</id><published>2012-01-24T20:40:00.001-03:00</published><updated>2012-01-25T19:20:01.077-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>Os Indicados ao Oscar 2012</title><content type='html'>&lt;a href="http://i0.ig.com/bancodeimagens/0k/wk/jn/0kwkjnkoytm979q4pq88avzus.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 512px; height: 320px;" src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/0k/wk/jn/0kwkjnkoytm979q4pq88avzus.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, essa está se mostrando uma das mais esquisitas edições do Oscar em todos os tempos. Parece que para cada prêmio a Academia resolveu aprontar uma surpresa, seja para o bem ou para o mal. Nem os prêmios dos Sindicatos conseguiram antecipar plenamente os concorrentes e, em algumas categorias, há sérias divergências. A mais notável delas é a ausência de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/as-aventuras-de-tintim-o-segredo-do.html"&gt;"As Aventuras de Tintim"&lt;/a&gt; entre os indicados para melhor animação. O filme de Steven Spielberg já vinha sendo tido como barbada diante de sua premiação não apenas no Globo de Ouro, mas também no Sindicato dos Produtores. Uma esquisitice total que me deixou espantado quando vi. Outra surpresa grande é a indicação de Rooney Mara como melhor atriz por "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres". Ela não está entre as indicadas para o SAG (Sindicato de Atores) e também me deixou surpreso a sua presença no Oscar. Surpresa boa mesmo foi a presença de "A Separação" entre os indicados a melhor roteiro original, uma boa forma de prestigiar o provável ganhador na categoria de melhor filme estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, adorei ver Martin Scorsese, Woody Allen e Terrence Malick indicados, no mesmo ano, ao prêmio de melhor diretor. Um sonho cinéfilo, não? Ah, já ia me esquecendo! Muito massa ver Carlinhos Brown e Sergio Mendes concorrendo ao prêmio de melhor canção por &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/04/rio.html"&gt;"Rio"&lt;/a&gt; (que deveria também ter figurado entre os indicados a melhor animação). E com muita chance de vencer, já que são apenas dois indicados. Segue abaixo a lista completa dessa edição que parece que vai ser a mais imprevisível em muito tempo. Os filmes que receberam o maior número de indicações foram "A Invenção de Hugo Cabret" (com 11, imagem acima) e "O Artista" (com 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/o-homem-que-mudou-o-jogo.html"&gt;"O Homem que Mudou o Jogo"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Os Descendentes"&lt;br /&gt;"Histórias Cruzadas"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;"Meia-Noite em Paris"&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"Tão Forte e Tão Perto"&lt;br /&gt;"Árvore da Vida"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor direção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen, "Meia-Noite em Paris"&lt;br /&gt;Michel Hazanavicius, "O Artista""&lt;br /&gt;Alexander Payne, "Os Descendentes"&lt;br /&gt;Martin Scorsese, "A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;Terrence Malick, "Árvore da Vida"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor ator&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Brad Pitt, "O Homem que Mudou o Jogo"&lt;br /&gt;George Clooney, "Os Descendentes"&lt;br /&gt;Jean Dujardin, "O Artista"&lt;br /&gt;Demián Bichir, "A Better Life"&lt;br /&gt;Gary Oldman, "O Espião que Sabia Demais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor atriz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meryl Streep, "A Dama de Ferro"&lt;br /&gt;Rooney Mara, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"&lt;br /&gt;Glenn Close, "Albert Nobbs"&lt;br /&gt;Viola Davis, "Histórias Cruzadas"&lt;br /&gt;Michelle Williams, "Sete Dias com Marilyn"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor ator coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Kenneth Branagh, "Sete Dias com Marilyn"&lt;br /&gt;Jonah Hill, "O Homem que Mudou o Jogo"&lt;br /&gt;Christopher Plummer, "Toda Forma de Amor"&lt;br /&gt;Nick Nolte, "Guerreiro"&lt;br /&gt;Max von Sydow, "Tão Longe e Tão Perto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor atriz coadjuvante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Janet McTeer, "Albert Nobbs"&lt;br /&gt;Jessica Chastain, "Histórias Cruzadas"&lt;br /&gt;Octavia Spencer, "Histórias Cruzadas"&lt;br /&gt;Melissa McCarthy, "Missão Madrinha de Casamento"&lt;br /&gt;Bérénice Bejo, "O Artista"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor animação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Rango"&lt;br /&gt;"Gato de Botas"&lt;br /&gt;"Kung Fu Panda 2"&lt;br /&gt;"Um Gato em Paris"&lt;br /&gt;"Chico &amp;amp; Rita"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor roteiro original&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Meia-Noite em Paris"&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"Missão Madrinha de Casamento"&lt;br /&gt;"A Separação"&lt;br /&gt;"Margin Call - O Dia Antes do Fim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor roteiro adaptado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Os Descendentes"&lt;br /&gt;"O Homem que Mudou o Jogo"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Tudo Pelo Poder"&lt;br /&gt;"O Espião que Sabia Demais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor filme estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Bullhead" (Bélgica)&lt;br /&gt;"Monsieur Lazhar" (Canadá)&lt;br /&gt;"A Separação" (Irã)&lt;br /&gt;"Footnote" (Israel)&lt;br /&gt;"In Darkness" (Polônia)&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor trilha sonora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne"&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"O Espião que Sabia Demais"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor canção original&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Man or Muppet", de "Os Muppets"&lt;br /&gt;"Real in Rio", de "Rio"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor edição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"Os Descendentes"&lt;br /&gt;"Os Homens que Não Amavam as Mulheres"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"O Homem que Mudou o Jogo"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor figurino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Anônimo"&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Jane Eyre"&lt;br /&gt;"W.E. - O Romance do Século"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor fotografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"Os Homens que Não Amavam as Mulheres"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Árvore da Vida"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor maquiagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Albert Nobbs"&lt;br /&gt;"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"&lt;br /&gt;"A Dama de Ferro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhores efeitos visuais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Harry Potter e Relíquias da Morte: Parte 2"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Gigantes de Aço"&lt;br /&gt;"Planeta dos Macacos: A Origem"&lt;br /&gt;"Transformers: O Lado Oculto da Lua"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor direção de arte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"O Artista"&lt;br /&gt;"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Meia-Noite em Paris"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor edição de som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Drive"&lt;br /&gt;"Os Homens que Não Amavam as Mulheres"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"Transformers: O Lado Oculto da Lua"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor mixagem de som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Os Homens que Não Amavam as Mulheres"&lt;br /&gt;"A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;"O Homem que Mudou o Jogo"&lt;br /&gt;"Transformers: O Lado Oculto da Lua"&lt;br /&gt;"Cavalo de Guerra"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor curta-metragem de animação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Dimanche/Sunday"&lt;br /&gt;"The Fantastic Flying Book of Mr. Morris Lessmore"&lt;br /&gt;"La Luna"&lt;br /&gt;"A Morning Stroll"&lt;br /&gt;"Wild Life"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor curta-metragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Pentecost"&lt;br /&gt;"Raju"&lt;br /&gt;"The Shore"&lt;br /&gt;"Time Freak"&lt;br /&gt;"Tuba Atlantic"&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor curta documentário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"&lt;br /&gt;"God is the Bigger Elvis"&lt;br /&gt;"Incident in New Baghdad"&lt;br /&gt;"Saving Face"&lt;br /&gt;"The Tsunami and the Cherry Blossom"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-5836498731708594735?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/5836498731708594735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=5836498731708594735&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5836498731708594735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5836498731708594735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/os-indicados-ao-oscar-2012.html' title='Os Indicados ao Oscar 2012'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4966634161665268841</id><published>2012-01-22T16:00:00.013-03:00</published><updated>2012-01-22T17:12:22.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3CvhA_J_lU8/Txxd2NCrqAI/AAAAAAAAAZc/TeRw8vbjTx0/s1600/As%2BAventuras%2Bde%2BTintim%2BO%2BSegredo%2Bdo%2BLicorn.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 325px; height: 479px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3CvhA_J_lU8/Txxd2NCrqAI/AAAAAAAAAZc/TeRw8vbjTx0/s400/As%2BAventuras%2Bde%2BTintim%2BO%2BSegredo%2Bdo%2BLicorn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700534414139435010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aquele velho (e ótimo!) gosto de aventura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante boa parte de minha vida (até os tempos da faculdade, mais ou menos), fui um consumidor voraz de quadrinhos. No entanto, devo confessar que, até devido a limitações financeiras, acabei muito adstrito às HQs de origem estadunidense, as quais sempre tiveram preços mais acessíveis que as edições de quadrinhos europeus como “Astérix” ou “Tintim”. Com relação ao herói gaulês acabei por ter mais acesso ainda garoto devido a um vizinho e amigo que me emprestava suas edições. Já o jovem jornalista criado em 1929 por Hergé (pseudônimo de Georges Prosper Remi) só se tornou mais familiar mais tarde, quando passei a ganhar meu suado dinheirinho de estagiário. Mas essa foi uma fase em que já estava me desprendendo da Nona Arte para aumentar meu interesse e conhecimento em livros e na Sétima Arte. Ou seja, a verdade é que não me aprofundei muito na obra de Hergé, mesmo que ainda tenha visto eventualmente algumas animações do seu herói na TV Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso para informar que talvez eu não seja o melhor conhecedor do personagem para avaliar se a sua adaptação para as telonas realizada por Steven Spielberg, em exibição nos cinemas, é ou não é fiel à obra gráfica do autor belga, até mesmo porque não passei por aquele encantamento infantil frequentemente tão importante para que um personagem more em nossos corações para o resto da vida. Portanto, minhas impressões vão se pautar quase exclusivamente pelo resultado na projeção. O que posso afirmar é que, enquanto cinema, “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” é um exemplar de primeira linha, trazendo-nos um frescor do Spielberg “aventureiro” que ele não havia conseguido recuperar com o seu “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008), o qual resultou apenas mediano, longe da empolgação da trilogia original do Dr. Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom mencionar que Spielberg também não foi um fã infantil de Tintim. Ele descobriu o personagem a partir de comentários realizados por críticos à época do lançamento de “Os Caçadores da Arca Perdida” (Raiders of the Lost Ark), em 1981, afirmando que a ação de Indiana Jones tinha semelhanças com o tom aventureiro da HQ belga. O que era verdade, não somente no aspecto da ação, como também no teor colonialista presente em ambas as obras, as quais externam nas entrelinhas aquela visão arrogante tanto de europeus quanto de norte-americanos de que fazem parte do que se denomina “civilização”, o que lhes outorgaria o direito espoliar os “selvagens” de outros continentes (o que inclusive valeu a Hergé acusações de racismo em suas HQs, principalmente levando em consideração suas simpatias fascistas). Bem, de qualquer forma desde então o genial cineasta norte-americano nutria o desejo de realizar uma adaptação para o cinema, mas algo prático acabava impedindo suas intenções. O público ianque, em geral mergulhado no próprio umbigo, não conhece o personagem e isso quase inevitavelmente levaria a um fracasso nas bilheterias. Contudo, nesse meio tempo o mundo e o mercado cinematográfico sofreram significativas alterações. Hoje, o mercado norte-americano está perdendo a importância vital que havia para o sucesso ou fracasso de um filme e o meio internacional está adquirindo uma relevância cada vez maior. Boa parte das produções hollywoodianas hoje se pagam ou dão lucro com o que é arrecadado fora dos EUA e foi esse fator que certamente levou Spielberg, associado com outro mago do cinema atual, Peter Jackson, a acreditar na possibilidade de realizar o filme e ao menos não gerar prejuízos com a empreitada. E as perspectivas se confirmaram: enquanto nos EUA o longa só arrecadou US$ 60 milhões até agora, no mercado internacional a bilheteria já ultrapassou os US$ 350 milhões (foi um grande sucesso na Europa), já praticamente garantindo a continuação (quando Spielberg e Jackson deverão inverter os papeis como produtor e diretor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nosgeeks.com.br/wp-content/uploads/2011/07/adventures-of-tintin-movie-image-04-600x337-550x308.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 462px; height: 258px;" src="http://nosgeeks.com.br/wp-content/uploads/2011/07/adventures-of-tintin-movie-image-04-600x337-550x308.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o longa-metragem do aventureiro jornalista e do seu fiel escudeiro, o cachorrinho Milu, é mesmo divertidíssima e um espetáculo para os olhos. Desde a sua sequência inicial de créditos (que lembra bastante a de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/05/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Prenda-me Se For Capaz”&lt;/a&gt;, uma pérola despretensiosa do diretor), o filme impressiona tanto pelo visual como pelo ritmo de ação incessante. Filmado através da técnica de captura de performance que se tornou famosa desde a trilogia “O Senhor dos Anéis”, havia um temor de que as animações resultassem “sem vida”, com aquele vazio nos olhos ocorrido em trabalhos como “O Expresso Polar” (“The Polar Express”, de Robert Zemeckis). Todavia, felizmente não foi o que aconteceu. A técnica evoluiu muito e o resultado é realmente fantástico. Depois de 10 minutos de projeção chegamos a esquecer totalmente que se trata de uma animação, tamanho o realismo visto. A mais, a ideia de se realizar o longa-metragem de forma animada se mostrou feliz para dar vida a uma trama rocambolesca sem perder o espírito lúdico da HQ (o roteiro é do trio Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish, o mesmo de “Scott Pillgrim”). Nela, uma mistura das estórias de “O Caranguejo das Tenazes de Ouro” e “O Segredo do Licorne”, Tintim (Jamie Bell) passa a ser perseguido após comprar, em uma feira de antiguidades, uma réplica de um antigo navio que naufragou com um imenso tesouro a bordo. Pego pelo rico colecionador Sakharine (Daniel Craig), é então levado a um navio onde esbarra com o beberrão Capitão Haddock (Andy Serkis, ator que já se tornou especialista na captura de performance), um descendente do antigo capitão do navio afundado e que é o único que pode desvendar o mistério. Juntos, passarão por inúmeras peripécias, contando ainda com o cachorro Milu e a ajuda dos policias Dupont e Dupond (Nick Frost  e Simon Pegg).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gds-img-cache.novosnegociosrbs.com.br/mystique?o=c&amp;amp;w=460&amp;amp;h=307&amp;amp;s=http://www.guiadasemana.com.br/system/pictures/2011/12/35986/cropped/as-aventuras-de-tintim-06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 460px; height: 307px;" src="http://gds-img-cache.novosnegociosrbs.com.br/mystique?o=c&amp;amp;w=460&amp;amp;h=307&amp;amp;s=http://www.guiadasemana.com.br/system/pictures/2011/12/35986/cropped/as-aventuras-de-tintim-06.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É sensacional observarmos uma animação guiada pela mão de um dos grandes diretores do cinema contemporâneo. Os ângulos das tomadas; o ritmo intenso, mas sem deixar que isso prejudique o entendimento da trama; as influências de outros cineastas (há uma sequência em uma biblioteca típica de Alfred Hitchcok); os travellings, os cortes inusitados e superposições de imagens... Todas as características que fazem um grande diretor estão presentes nesta aventura, que aparece aqui muito mais moderna que nos quadrinhos. Spielberg parece um pinto no lixo voltando a um território que talvez nenhum outro cineasta tenha dominado tão bem. Ademais, conhecido por suas concessões ao politicamente correto (como a famosa exclusão digital das armas em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/05/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“E.T. - O Extraterrestre”&lt;/a&gt;), o diretor se mostrou ousado ao não suprimir o alcoolismo do Capitão Haddock – tipo muito divertido, por sinal, que sempre me fez lembrar do Mussum dos Trapalhões – e ao permitir que o protagonista use armas de fogo, principalmente se recordarmos que uma animação por si só já possui um forte apelo junto às crianças. Adicione-se a isso um outro destaque técnico. Esta foi a primeira experiência dele com o formato 3D. Eu não sou fã do 3D (como já externei em outras &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/05/chatice-do-3d.html"&gt;ocasiões&lt;/a&gt;), mas confesso que aqui ele realmente fez diferença, gerando uma imersão significativamente maior do que seria no formato tradicional. Ademais, John Williams se mostrou inspirado com a trilha sonora, marcante e sempre muito bem colocada ao longo dos 104 minutos de duração. Destarte, como em 90% das produções do gênero, há alguns aspectos do roteiro que ficam explicados às pressas e a sua conclusão em aberto, que serve de gancho para o futuro segundo episódio, é algo que sempre me incomoda. A quase ausência de personagens femininas(não há uma relevante em toda a narrativa) também foi algo que me incomodou, característica que deixa o longa com uma talvez excessiva cara de “filme de menino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos afirmam que, entre os dois quase simultâneos lançamentos de Steven Spielberg, este “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” se mostra bastante superior a “Cavalo de Guerra” (War Horse). Não posso confirmar, pois o filme do equino simplesmente ainda não foi exibido na minha cidade, mas asseguro que a adaptação dos quadrinhos de Hergé se saiu de maneira muito satisfatória, altamente propensa a resgatar a aquele gostinho antigo das aventuras que Spielberg nos entregou há algumas décadas. Se eu fosse um garoto de 10 anos provavelmente teria saído maravilhado da sessão e admito que, ao fim da projeção, voltei um pouco a ser menino, já ávido pela próxima aventura do garoto-jornalista, seu cachorro Milu e o Capitão Haddock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ccS6oZ6ZQzs/TxxdpUlAyaI/AAAAAAAAAZQ/OTctPG6qu5A/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ccS6oZ6ZQzs/TxxdpUlAyaI/AAAAAAAAAZQ/OTctPG6qu5A/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700534192824175010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4966634161665268841?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4966634161665268841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4966634161665268841&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4966634161665268841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4966634161665268841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/as-aventuras-de-tintim-o-segredo-do.html' title='As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3CvhA_J_lU8/Txxd2NCrqAI/AAAAAAAAAZc/TeRw8vbjTx0/s72-c/As%2BAventuras%2Bde%2BTintim%2BO%2BSegredo%2Bdo%2BLicorn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3822214277027329638</id><published>2012-01-19T15:19:00.003-03:00</published><updated>2012-01-19T15:41:22.185-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Western'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trilhas Sonoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><title type='text'>Trilha Sonora #21</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/Stgi9vlzSyI/AAAAAAAAAKQ/_haeENLrgVs/s640/johnnyguitartitle.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 471px; height: 354px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/Stgi9vlzSyI/AAAAAAAAAKQ/_haeENLrgVs/s640/johnnyguitartitle.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos comentários que teci sobre a bela obra de Nicholas Ray "Johnny Guitar" (leia &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), mencionei que a película contava com uma ótima canção-título, composta por Victor Young e Peggy Lee. Pois bem,  clicando no link abaixo você poderá ouvi-la acessando o &lt;a href="http://suzeweck.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; da amiga &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/17834421713340809338"&gt;Suzane Weck,&lt;/a&gt; a qual deixou este escrivinhador muito honrado ao linkar o meu texto como complemento à sua postagem e, mais ainda, ao atender um pedido desprentensioso para que nos oferecesse uma interpretação da canção. O resultado foi nada menos que excelente! Clique abaixo e não deixe de conferir "Johnny Guitar" na belíssima voz de Suzane Weck!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://suzeweck.blogspot.com/2012/01/johnny-guitar.html?showComment=1326995538826#c2365578726271757654"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;"Johnny Guitar", por Suzane Weck&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3822214277027329638?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3822214277027329638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3822214277027329638&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3822214277027329638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3822214277027329638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/trilha-sonora-21.html' title='Trilha Sonora #21'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vZGsHiJ_KwU/Stgi9vlzSyI/AAAAAAAAAKQ/_haeENLrgVs/s72-c/johnnyguitartitle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6071476341228378370</id><published>2012-01-17T15:17:00.009-03:00</published><updated>2012-01-18T15:06:59.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em breve nos cinemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>O Homem Que Mudou o Jogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f6E3sLGI77Y/TxW8rlHUBmI/AAAAAAAAAZE/8T623Sap-II/s1600/Moneyball%2B02.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 316px; height: 461px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-f6E3sLGI77Y/TxW8rlHUBmI/AAAAAAAAAZE/8T623Sap-II/s400/Moneyball%2B02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698668360390411874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Sobre um “perdedor”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fkdEDyrooKc/TxW8DmXETaI/AAAAAAAAAY4/l5_eucXcxsM/s1600/moneyball.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos são um país muito peculiar no que diz respeito a esportes. Se o nosso futebol (que eles chamam de “soccer”) é a mais popular modalidade desportiva em 90% do planeta, lá a disputa de popularidade fica entre o futebol americano (football, para eles), o basquete e o beisebol. Excluindo-se o basquete, que também é um jogo bastante popular no Brasil, os demais muitas vezes funcionam como verdadeiros enigmas para nossas mentes acostumadas com o esporte bretão. Esta peculiaridade norte-americana faz com que filmes hollywoodianos que tenham como foco estes jogos “estranhos” terminem por ter uma sintomática rejeição do público brasileiro, o qual acaba “voando” quando o roteiro de tais longas adentram na linguagem específica de cada um deles. Um exemplo recente foi o de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/03/um-sonho-possivel.html"&gt;“Um Sonho Possível”&lt;/a&gt; (The Blind Side), filme que só teve mais apelo em nossas bilheterias devido à premiação da popular Sandra Bullock com o Oscar de melhor atriz. Entretanto, isso não significa que tais filmes sejam ruins. Vários deles são de boa qualidade, necessitando apenas de boa vontade para superar os eventuais obstáculos que surjam para a devida apreciação da trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme que deve seguir o mesmo caminho de “Um Sonho Possível” por aqui é este “O Homem Que Mudou o Jogo”, dirigido por Bennett Miller e protagonizado pelo astro Brad Pitt (que também foi seu produtor). A indicação de Pitt ao Oscar de melhor ator por este trabalho é iminente e muitos consideram provável que chegou a sua vez de ser premiado (talvez agora eles estejam em dúvida, já que o ator perdeu o Globo de Ouro) E há ainda uma vantagem deste sobre o filme protagonizado por Bullock: é um longa superior em qualidade, apresentando um protagonista bem mais tridimensional e que, no fundo, termina se revelando o que mais os ianques detestam ser, ou seja, um “perdedor”, termo que lá possui uma acepção bastante pejorativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteirizado por Steve Zaillian e Aaron Sorkin (este foi o vencedor do Oscar em 2011 por&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/12/rede-social.html"&gt; “A Rede Social”&lt;/a&gt;), baseados no livro "Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game", de Michael Lewis, a trama nos mostra a história real de Billy Beane, o gerente do Oakland Athletics, time de beisebol que está mal das pernas. Além de ir mal na última temporada, o time acabou de perder seu melhor jogador, situação que deixa a diretoria do Oakland, principalmente Beane, contra a parede. É necessário fazer algo urgente para que não se tenha mais um ano de fracassos e as alternativas não são boas diante do escasso orçamento. Em visita a um clube rival para negociação de jogadores, Beane encontra um jovem economista (Jonah Hill, com ótima presença), recém-saído de Yale, que possui ideias inovadoras para a formação de um boa equipe. Através de dados estatísticos, ele defende que não é necessário formar um time com os atletas mais caros para ser campeão. É possível vencer contando apenas com jogadores tidos como medianos, os quais podem ter ótimo rendimento e foram deixados de lado devido a contusões ou idade já considerada avançada. É com este time “barato” que Beane tentará tirar o Oakland das últimas posições e levá-lo à disputa do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://epilogosepigrafes.files.wordpress.com/2011/12/moneyball.jpg?w=590"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 482px; height: 321px;" src="http://epilogosepigrafes.files.wordpress.com/2011/12/moneyball.jpg?w=590" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os que acompanham esportes, qualquer deles, será um prato cheio observar como funcionam os seus bastidores. Estão lá as brigas internas, disputas de poder entre os dirigentes e entre estes e os técnicos, além de uma clara exposição de como é árduo o caminho para tentar mudar um sistema já arraigado. Beane tem de enfrentar a descrença dos colegas, da mídia (principalmente diante dos primeiros maus resultados) e a falta de profissionalismo de uma parte dos jogadores. Afinal, alguns deles estão escanteados pelo mercado  porque não mantêm o foco na profissão ou são mesmo ruins tecnicamente. Destarte, o que torna “Moneyball” um filme além do meramente mediano é justamente ir além destas questões tão somente esportivas. O foco atribuído pelo diretor Bennet é o homem Billy Beane. Antes de ser gerente esportivo, ele é um ex-jogador frustrado por não ter obtido o sucesso esperado na carreira. Seu sentimento de derrota é ainda maior porque ele deixou de lado uma bolsa na universidade de Stanford para seguir como jogador profissional de imediato. Assim, sua investida no Oakland parece a última chance de obter algum sucesso na vida. Ademais, o longa é feliz em fugir de uma fácil armadilha e não atribuir a Billy um comportamento irretocável. Ansioso por vitórias, ele não hesita em demitir alguns atletas esforçados, mas que não vêm obtendo bom rendimento, mostrando uma faceta cruel do meio desportivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gds-img-cache.novosnegociosrbs.com.br/mystique?o=c&amp;amp;w=460&amp;amp;h=307&amp;amp;s=http://www.guiadasemana.com.br/system/pictures/2011/12/36364/cropped/o-homem-que-mudou-o-jogo-02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 438px; height: 297px;" src="http://gds-img-cache.novosnegociosrbs.com.br/mystique?o=c&amp;amp;w=460&amp;amp;h=307&amp;amp;s=http://www.guiadasemana.com.br/system/pictures/2011/12/36364/cropped/o-homem-que-mudou-o-jogo-02.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alicerçando a força do personagem está a realmente ótima atuação de Brad Pitt, inegavelmente em um dos melhores momentos de sua carreira, fazendo jus ao menos a uma indicação ao Oscar. Contido e sem arroubos, seu Billy soa inteiramente humano, assim como Jonah Hill, simplesmente roubando a cena em algumas passagens. Não é à toa que ele também está cotadíssimo para uma indicação ao prêmio da Academia, já contando também com uma indicação para o Sindicato de Atores de Hollywood (assim como Pitt). Já Phillip Seymour Hoffman não tem muito a fazer como o técnico que desafia as determinações de Billy no comando do time. Outro aspecto que possui força é a trilha sonora (de Mychael Danna), mas é mesmo importante frisar como o diretor Miller jamais deixa o ritmo cair, sabendo envolver os espectador em uma trama que a princípio poderia parecer hermética e chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que apele em certas passagens para situações clichê (como lançar a ideia de que Billy faz o que faz para não parecer um derrotado diante da filha), “Moneyball” se sustenta como um drama que vai além de um mero passatempo. A despeito de um teor que à primeira vista se mostra fortemente estadunidense, suas questões vão se mostrando, ao longo da projeção, como universais, possibilitando que qualquer espectador possa se identificar com as situações abordadas. “O Homem Que Mudou O Jogo” não irá mudar sua vida (com perdão do trocadilho), mas surge como uma obra lúcida sobre as superficialidades de uma sociedade que insiste em querer dividir seus integrantes entre “vencedores” e “perdedores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H1-c8gAZsjE/TxW7wF8aYgI/AAAAAAAAAYg/LplI0xoL1VQ/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-H1-c8gAZsjE/TxW7wF8aYgI/AAAAAAAAAYg/LplI0xoL1VQ/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698667338410910210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6071476341228378370?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6071476341228378370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6071476341228378370&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6071476341228378370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6071476341228378370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/o-homem-que-mudou-o-jogo.html' title='O Homem Que Mudou o Jogo'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f6E3sLGI77Y/TxW8rlHUBmI/AAAAAAAAAZE/8T623Sap-II/s72-c/Moneyball%2B02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7747153909740258908</id><published>2012-01-16T16:17:00.008-03:00</published><updated>2012-01-25T20:15:15.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>Globo de Ouro: O mais chapa branca de todos os prêmios</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cineplayers.com/img/noticias/6182-Globo-de-Ouro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 480px; height: 312px;" src="http://www.cineplayers.com/img/noticias/6182-Globo-de-Ouro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe prêmio mais chapa branca que o Globo de Ouro. Os integrantes da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood parecem sempre querer agradar a todos, esforçando-se ao máximo para não deixar ninguém sair de mãos abanando da premiação. Isso ficou nítido ontem, na entrega de sua 69ª edição. Seguem os comentários em pílulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Eles deram o prêmio de melhor filme em drama para “Os Descendentes” e o de melhor filme em comédia/musical para “O Artista”. Por outro lado, deram a Martin Scorsese, por “A Invenção de Hugo Cabret”, o prêmio de melhor diretor e a Woody Allen, por “Meia-Noite em Paris”, o de melhor roteiro (Allen não foi receber, como de hábito). Ou seja, quiseram deixar todo mundo contente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Dar a Scorsese o prêmio de diretor me pareceu uma saída bastante salomônica: ninguém iria contestar;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assets3.exame.abril.com.br/assets/pictures/48254/size_590_martin-scorsese-no-globo-de-ouro-2012.jpg?1326704481"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 503px; height: 376px;" src="http://assets3.exame.abril.com.br/assets/pictures/48254/size_590_martin-scorsese-no-globo-de-ouro-2012.jpg?1326704481" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Também ninguém iria contestar o prêmio de roteiro para “Meia-Noite em Paris”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Inventaram que Michelle Williams tinha trabalhado em uma comédia para poder premiá-la. O próprio Seth Rogen, que anunciou o prêmio, registrou que o filme não era exatamente isso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Isso se deve ao fato de que o prêmio de melhor atriz em drama não poderia deixar de ir para Meryl Streep;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assets3.exame.abril.com.br/assets/pictures/48253/size_590_meryl-streep-no-globo-de-ouro-2012.jpg?1326703874"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 502px; height: 383px;" src="http://assets3.exame.abril.com.br/assets/pictures/48253/size_590_meryl-streep-no-globo-de-ouro-2012.jpg?1326703874" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Falando em Seth Rogen, uma de suas piadas foi melhor do que todas as que Rick Gervais proferiu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Os melhores momentos da noite ficaram por conta dos atores negros. Octavia Spencer foi muito aplaudida pelo Globo de melhor atriz coadjuvante. Mas o mais emocionante mesmo foi ver Sidney Poitieir, uma lenda viva, entregando o prêmio pela carreira a Morgan Freeman. Sensacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) George Clooney é realmente um queridinho da Associação. Basta um filme tê-lo no elenco para concorrer a alguma coisa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Falando nisso, eu achava que o Brad Pitt ia levar o prêmio de melhor ator em drama;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/1201639.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 482px; height: 326px;" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/1201639.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10) Jean Dujardin, vencedor como melhor ator em comédia por “O Artista”, tem um jeitão meio esquisito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Os Weinstein promovem até bombas como o filme de Madonna;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) O único prêmio relativo à televisão que me lembro é o de Kate Winslet como melhor atriz em filme ou minissérie para TV. Não me perguntem os outros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só terminando: ninguém iria contestar também um prêmio dado a um ator querido como Christopher Plummer (melhor ator coadjuvante). É ou não é um prêmio chapa branca? Segue abaixo a lista dos premiados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme - drama: "Os Descendentes"&lt;br /&gt;Melhor filme - comédia ou musical: "The Artist"&lt;br /&gt;Melhor diretor: Martin Scorsese, "A Invenção de Hugo Cabret"&lt;br /&gt;Melhor ator - drama: George Clooney, "Os Descendentes"&lt;br /&gt;Melhor atriz - drama: Meryl Streep, "A Dama de Ferro"&lt;br /&gt;Melhor ator - comédia ou musical: Jean Dujardin, "The Artist"&lt;br /&gt;Melhor atriz - comédia ou musical: Michelle Williams, "Sete Dias com Marilyn"&lt;br /&gt;Melhor ator coadjuvante: Christopher Plummer, "Toda Forma de Amor"&lt;br /&gt;Melhor atriz coadjuvante: Octavia Spencer, "Histórias Cruzadas"&lt;br /&gt;Melhor roteiro: "Meia-Noite em Paris"&lt;br /&gt;Melhor animação: "As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne"&lt;br /&gt;Melhor canção original: "Masterpiece", de "W.E.- O Romance do Século"&lt;br /&gt;Melhor trilha sonora: "The Artist"&lt;br /&gt;Melhor filme em língua estrangeira: "A Separação" (Irã)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7747153909740258908?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7747153909740258908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7747153909740258908&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7747153909740258908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7747153909740258908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/globo-de-ouro-o-mais-chapa-branca-de.html' title='Globo de Ouro: O mais chapa branca de todos os prêmios'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-2475850145218699562</id><published>2012-01-15T12:08:00.004-03:00</published><updated>2012-01-16T17:50:28.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diretores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><title type='text'>A lista de Tarantino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2media.nowpublic.net/images//11/2c/112ccd3a647d0b4c5a77cd95500c615a.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 505px; height: 347px;" src="http://2media.nowpublic.net/images//11/2c/112ccd3a647d0b4c5a77cd95500c615a.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quentin Tarantino divulgou, por meio de seu site &lt;a href="http://www.tarantino.info/2012/01/14/exclusive-quentin-tarantinos-favorite-films-of-2011-more/"&gt;"Tarantino Archives"&lt;/a&gt;, a sua lista com os melhores e piores de 2011. Pela seleção, já dá para dizer que seu voto no Oscar será para "Meia-Noite em Paris" como melhor filme. Não deixa de ser curioso ver as preferências e antipatias de um dos grandes diretores do cinema contemporâneo. Segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Melhores de 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html"&gt;Meia-Noite em Paris&lt;/a&gt; (Midnight In Paris)&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/planeta-dos-macacos-origem.html"&gt;Planeta dos Macacos: A Origem &lt;/a&gt;(Rise Of The Planet Of The Apes)&lt;br /&gt;3. O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)&lt;br /&gt;4. A Pele Que Habito (La Piel Que Habito)&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/x-men-primeira-classe.html"&gt;X-Men: Primeira Classe &lt;/a&gt;(X-Men: First Class)&lt;br /&gt;6. Jovens Adultos (Young Adult)&lt;br /&gt;7. Ataque ao Prédio (Attack The Block)&lt;br /&gt;8. Red State&lt;br /&gt;9. Warrior&lt;br /&gt;10.The Artist / Nosso Irmão Sem Noção(Our Idiot Brother) - Empatados&lt;br /&gt;11. Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros filmes citados por Tarantino, sem ordem de preferência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50%&lt;br /&gt;Beginners&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)&lt;br /&gt;A Dama de Ferro (The Iron Lady)&lt;br /&gt;Carnage&lt;br /&gt;Besouro Verde (Green Hornet)&lt;br /&gt;Lanterna Verde (Green Lantern)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/capitao-america-o-primeiro-vingador.html"&gt;Capitão América&lt;/a&gt; (Captain America)&lt;br /&gt;Os Descendentes (The Descendants)&lt;br /&gt;Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn)&lt;br /&gt;Velozes e Furiosos 5 (Fast Five)&lt;br /&gt;A Árvore da Vida (The Tree Of Life)&lt;br /&gt;Se Beber, Não Case - Parte II (The Hangover Part II)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/missao-impossivel-protocolo-fantasma.html"&gt;Missão: Impossível 4&lt;/a&gt; (Mission Impossible 4)&lt;br /&gt;Um Novo Despertar (The Beaver)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/contagio.html"&gt;Contágio &lt;/a&gt;(Contagion)&lt;br /&gt;The Sitter&lt;br /&gt;Cavalo de Guerra(War Horse)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prêmio Valeu a Tentativa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drive&lt;br /&gt;Hanna&lt;br /&gt;Drive Angry&lt;br /&gt;Gigantes de Aço (Real Steel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Diretor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Almodovar&lt;br /&gt;Bennett Miller&lt;br /&gt;Woody Allen&lt;br /&gt;Jason Reitman&lt;br /&gt;Michel Hazanavicius&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro Original&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia-Noite em Paris&lt;br /&gt;Jovens Adultos&lt;br /&gt;Red State&lt;br /&gt;Ataque ao Prédio&lt;br /&gt;Nosso Irmão Sem Noção&lt;br /&gt;Beginners&lt;br /&gt;&lt;br style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro Adaptado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;A Pele Que Habito&lt;br /&gt;Carnage&lt;br /&gt;Planeta dos Macacos: A Origem&lt;br /&gt;Hugo Cabret&lt;br /&gt;X-Men: Primeira Classe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piores Filmes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucker Punch&lt;br /&gt;Potiche (Esposa Troféu)&lt;br /&gt;Miral&lt;br /&gt;Sobrenatural (Insidious)&lt;br /&gt;Rampart&lt;br /&gt;Sob o Domínio do Mal (Straw Dogs)&lt;br /&gt;Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3)&lt;br /&gt;Meek’s Cutoff&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-2475850145218699562?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/2475850145218699562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=2475850145218699562&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2475850145218699562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2475850145218699562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/lista-de-tarantino.html' title='A lista de Tarantino'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4896347370965991354</id><published>2012-01-12T19:29:00.003-03:00</published><updated>2012-01-12T20:54:49.435-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Quero Ver Novamente #15</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ayVywJS2Cvk/Tw9yo0xWICI/AAAAAAAAAYU/7Vs-Xksfbyo/s1600/MPW-39811.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 437px; height: 630px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ayVywJS2Cvk/Tw9yo0xWICI/AAAAAAAAAYU/7Vs-Xksfbyo/s400/MPW-39811.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696898099332915234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Perfume de Mulher" (Scent of A Woman, 1992) não é um filme perfeito. Pra começar, trata-se de um remake de um longa italiano de 1974 protagonizado por Vitorio Gassman.  Ele tem lá seus momentos piegas, principalmente em seu desfecho, quando o personagem de Frank Slade (Al Pacino) faz um discurso em defesa do estudante Charlie Simms (Chris O'Donnell, sumidaço!). Mas não se pode negar que Slade, um militar reformado e cego, é um dos grandes momentos da carreira de Al Pacino. Não foi por acaso que o personagem lhe rendeu o merecido e aguardado Oscar. É impossível não assistir à cena abaixo, quando ele dança "Por Una Cabeza" (música de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera) com uma mulher que acaba de conhecer em um restaurante e não sentir vontade de sair por aí tentando imitar seus passos. Uma cena que merece mesmo o adjetivo de antológica. Sempre um prazer rever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/13487199?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" mozallowfullscreen="" allowfullscreen="" width="400" frameborder="0" height="219"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/13487199"&gt;Scent Of A Woman&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/jeseon"&gt;Ando&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4896347370965991354?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4896347370965991354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4896347370965991354&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4896347370965991354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4896347370965991354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/quero-ver-novamente-15.html' title='Quero Ver Novamente #15'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ayVywJS2Cvk/Tw9yo0xWICI/AAAAAAAAAYU/7Vs-Xksfbyo/s72-c/MPW-39811.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1255082063849554178</id><published>2012-01-08T16:51:00.009-03:00</published><updated>2012-01-08T17:54:59.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Restaurando a Película</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RmtbYtKMkS4/TwoCZbv7BII/AAAAAAAAAYI/S07qte6g3z0/s1600/NESTE%2BMUNDO%2BE%2BNO%2BOUTRO%2B-%2BSTAIRWAY%2BTO%2BHEAVEN%2B-%2BA%2BMATTER%2BOF%2BLIFE%2BAND%2BDEATH%2B-%2B1946%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BMICHAEL%2BPOWELL%2B%2526%2BEMERIC%2BPRESSBURGER%2B-%2BDAVID%2BNIVEN%252C%2BKIM%2BHUNTER.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 315px; height: 479px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RmtbYtKMkS4/TwoCZbv7BII/AAAAAAAAAYI/S07qte6g3z0/s400/NESTE%2BMUNDO%2BE%2BNO%2BOUTRO%2B-%2BSTAIRWAY%2BTO%2BHEAVEN%2B-%2BA%2BMATTER%2BOF%2BLIFE%2BAND%2BDEATH%2B-%2B1946%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BMICHAEL%2BPOWELL%2B%2526%2BEMERIC%2BPRESSBURGER%2B-%2BDAVID%2BNIVEN%252C%2BKIM%2BHUNTER.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695367314732156034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-py17NMbNMpY/Twn0PC3KUoI/AAAAAAAAAX8/rXTxXbPW6Kg/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Neste Mundo e No Outro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(A Matter Of Life And Death, 1946)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Wim Wenders ao Led Zeppelin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que “Neste Mundo e No Outro” (A Matter Of Life And Death), filme da famosa dupla de cineastas Michael Powell e Emeric Pressburger, seja uma das mais excêntricas produções de todos os tempos. Tivesse sido realizado na década de 60, diria que era um fruto de viagens lisérgicas de seus mentores, pois que algumas de suas concepções visuais, como uma longa escadaria para o céu, parecem tão abstratas e, ao mesmo tempo, lúdicas e inteligentes que acabam guardando mais relação com uma animação como “Yellow Submarine”, dos Beatles, do que com a grande maioria das películas dos anos 40, ainda mais ao lembrarmos do seu poderoso Technicolor. Não acredito que seja por acaso que o Led Zeppelin tomou emprestado o título norte-americano do longa (1), “Stairway To Heaven”, para batizar uma de suas mais famosas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há um parentesco próximo entre a produção britânica e uma outra estadunidense, o clássico absoluto&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/12/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt; “A Felicidade Não Se Compra”&lt;/a&gt; (It's A Wonderful Life). Ambos tratam da nossa efemeridade terrena e de como devemos aproveitar da melhor forma o tempo em que estamos aqui, passeando por concepções do além-vida que atribuem a este interferência direta nas ações e realidades humanas. As semelhanças se tornam ainda mais assombrosas quando observamos que tanto o filme da dupla Powell/Pressburger quanto o do mestre Frank Capra foram lançados comercialmente no mesmo ano, 1946, sendo, portanto, possível afirmar que não houve influência de um sobre o outro. Por outro lado, se na estória do George Bailey de James Stewart o foco da narrativa se concentra na tradução de um otimismo que se fazia importante naquele momento de pós-guerra, em “Neste Mundo e No Outro” existe um subtexto político que acaba turvando o seu lado mais humano. Tal vertente se deve em boa parte ao fato de que o longa foi engendrado como uma espécie de peça de propaganda política em defesa das boas relações entre EUA e Inglaterra, as quais andaram meio estremecidas após o fim do conflito mundial. A verdade é que esse teor sociopolítico acaba por diminuir o apelo emotivo que a narrativa poderia apresentar e chega a tornar aborrecido o seu terço final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.moviemail-online.co.uk/images/large/Matter-of-life.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 466px; height: 358px;" src="http://www.moviemail-online.co.uk/images/large/Matter-of-life.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na trama, Peter Carter (David Niven) é um oficial da Força Aérea Britânica que tem o seu avião avariado e, antes de sua queda, estabelece contato via rádio com a controladora de voo June (Kim Hunter). Mesmo que tenham conversado pouco tempo, os dois acabam estabelecendo uma imediata e forte conexão. Peter, estranhamente, mesmo tendo saltado da aeronave sem paraquedas, acaba sobrevivendo e encontrando June. Os dois se apaixonam, mas, no Paraíso, descobre-se que a sua sobrevivência se deveu a um erro burocrático do Condutor 71 (Marius Goring), sendo este então incumbido de retificar a falha e levar Peter para o lugar onde deveria estar. Entretanto, diante de sua paixão, este se recusa terminantemente e apela para um tribunal celestial para que possa ter uma segunda chance e permanecer na Terra. É relevante frisar que, para o entendimento correto do enredo, faz-se necessário observar a frase que surge na tela logo após os créditos iniciais: “esta é a estória de dois mundos, um que conhecemos e outro que existe apenas na mente de um jovem aviador cuja vida e imaginação têm sido violentamente moldadas pela guerra.” Ou seja, ocorre a sugestão de que a trama celestial na tela é a representação que a imaginação de Peter faz do momento de vida ou morte pelo qual está passando, já que terá de se submeter a uma neurocirurgia para continuar vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As linhas divisórias entre fantasia e realidade, todavia, jamais ficam definidas e nós mesmos, ao longo da narrativa, sentimos dúvidas se o que está se passando é verídico ou imaginário. Um grande mérito do roteiro, em sua maior parte extremamente inventivo e bem escrito, embora o romance quase instantâneo dos casal protagonista pareça pouco verossímil, principalmente diante dos tempos cínicos de hoje. Não se pode negar, no entanto, que o filme funciona muito bem como uma comédia romântica atípica e também como uma fábula a respeito da impotência humana diante do acaso e da morte. A direção de Powell, ademais, é fabulosa, inovadora em diversos aspectos, tanto que, nos primeiros minutos, nem lembramos que estamos assistindo a um filme da década de 40, tamanhos o apuro da fotografia e direção de arte. Algumas de suas ideias, como o uso do Technicolor nas cenas do mundo terreno e do preto e branco para caracterizar o plano etéreo, seriam uma grande influência até para cineastas como Wim Wenders, na sua fotografia para “Asas do Desejo” (Der Himmel Über Berlin, 1987). O uso de imagens “congeladas” também dá um ar de frescor à película, surgindo aqui, curiosamente, como mais um ponto em comum com o supracitado longa-metragem de Frank Capra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nu6IbTqtJEQ/Sgahiu58CxI/AAAAAAAAAVM/cPFfRiAkxpA/s400/stairway.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 421px; height: 344px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nu6IbTqtJEQ/Sgahiu58CxI/AAAAAAAAAVM/cPFfRiAkxpA/s400/stairway.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas é mesmo quando parte para o lado de “filme de tribunal” que a dupla de cineastas anglo-húngara perdeu a mão, querendo realizar uma espécie de ensaio sobre as velhas rusgas entre a colônia americana e a metrópole inglesa, algo que pode ter soado relevante para o seu o tempo, mas que hoje, como já frisado mais acima, possui um certo sabor anacrônico, tornando as sequências do julgamento um tanto cansativas. Alguns podem fazer a defesa de que temas como a xenofobia, ainda perfeitamente atuais, possuem seu espaço no texto. É verdade, mas a inclusão destes temas de forma tão verborrágica não foi uma ideia feliz dos diretores-roteiristas, pois que o recurso acaba tirando muito da força dramática do desfecho. Além disso, procurar criticar xenofobia apelando para estereótipos, como o do Condutor 71, mostrado como um francês afetado, é no mínimo um grande equívoco. Outro problema é o elenco. David Niven sempre foi um canastrão e Kim Hunter também nunca foi lá muito convincente como estrela de uma produção, o que acaba enfraquecendo o apelo do casal junto ao público (neste aspecto, termina perdendo feio para James Stewart e Donna Reed, brilhantes em “It,s A Wonderful Life”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, apesar destes percalços, “Neste Mundo e No Outro” demonstra boa parte do talento de Powell &amp;amp; Pressburger (os quais estão entre os cineastas preferidos de Martin Scorsese, por exemplo), autores inovadores que ajudaram muito o cinema britânico a alcançar um lugar de destaque na produção mundial, já que até então este não possuía o apelo popular de Hollywood e nem tinha reconhecido o apuro artístico do cinema europeu continental (mormente o francês e o alemão). O longa foi bem-sucedido nas bilheterias e pavimentou caminho para sucessos ainda maiores que viriam em seguida, como “Os Sapatinhos Vermelhos” (The Red Shoes, 1948) e “Narciso Negro” (Black Narcissus, 1947). Mesmo não constituindo uma obra-prima como estes, “A Matter Of Life And Death” é uma película que merece ser conhecida pelos cinéfilos de hoje, tanto por ser uma fantasia peculiar, como por seus aspectos imagéticos inventivos e atemporais. O Led Zeppelin que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-py17NMbNMpY/Twn0PC3KUoI/AAAAAAAAAX8/rXTxXbPW6Kg/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-py17NMbNMpY/Twn0PC3KUoI/AAAAAAAAAX8/rXTxXbPW6Kg/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695351743090152066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) O filme ganhou esse título nos EUA por pressão dos executivos norte-americanos. Eles achavam que a palavra “death” do título original faria o filme naufragar nas bilheterias por lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1255082063849554178?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1255082063849554178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1255082063849554178&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1255082063849554178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1255082063849554178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/restaurando-pelicula.html' title='Restaurando a Película'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RmtbYtKMkS4/TwoCZbv7BII/AAAAAAAAAYI/S07qte6g3z0/s72-c/NESTE%2BMUNDO%2BE%2BNO%2BOUTRO%2B-%2BSTAIRWAY%2BTO%2BHEAVEN%2B-%2BA%2BMATTER%2BOF%2BLIFE%2BAND%2BDEATH%2B-%2B1946%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BMICHAEL%2BPOWELL%2B%2526%2BEMERIC%2BPRESSBURGER%2B-%2BDAVID%2BNIVEN%252C%2BKIM%2BHUNTER.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7069901007431958625</id><published>2012-01-05T20:55:00.002-03:00</published><updated>2012-01-05T22:27:54.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><title type='text'>Termômetros do Oscar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thehollywoodnews.com/wp-content/uploads/pga-awards.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 509px; height: 321px;" src="http://www.thehollywoodnews.com/wp-content/uploads/pga-awards.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta semana, tivemos a divulgação dos indicados de dois prêmios que são importantíssimos termômetros para o Oscar. O Sindicato do Produtores de Hollywood (Producers Guild Of America) divulgou sua lista e, quase inevitavelmente, serão estes os indicados ao Oscar de melhor filme, documentário e animação. Embora seja possível, dificilmente haverá alguma alteração. Veja a lista abaixo. Os  vencedores serão anunciados dia 21 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Artist&lt;br /&gt;Missão Madrinha de Casamento (hein????)&lt;br /&gt;Os Descendentes&lt;br /&gt;Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres&lt;br /&gt;Histórias Cruzadas&lt;br /&gt;Hugo&lt;br /&gt;Tudo pelo Poder&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html"&gt;Meia-Noite em Paris&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Moneyball - O Homem que Mudou o Jogo&lt;br /&gt;Cavalo de Guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor longa animado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Aventuras de Tintim&lt;br /&gt;Carros 2&lt;br /&gt;Kung Fu Panda 2&lt;br /&gt;Gato de Botas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/03/rango.html"&gt;Rango&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor documentário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beats, Rhymes &amp;amp; Life: The Travels of A Tribe Called Quest&lt;br /&gt;Bill Cunningham New York&lt;br /&gt;Project Nim&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/11/senna.html"&gt;Senna&lt;/a&gt; (Que legal o "Senna" aqui!)&lt;br /&gt;The Union&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Writers-Guild-Awards.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 477px; height: 268px;" src="http://www.seriemaniacos.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Writers-Guild-Awards.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também tivemos a lista de indicados para os prêmios de melhor roteiro (original e adaptado) pelo Sindicato dos Roteiristas (Writers Guild). Neste caso, talvez o termômetro não seja tão bom, pois há diferenças nos critérios do Sindicato e da Academia de Hollywood. Mas não deixa de ser um indicador importante. Observe que na categoria de roteiro original, há uma predominância de comédia (tomara que dê Woody Allen!). Veja a lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro Original&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50% (de Will Reiser)&lt;br /&gt;Missão Madrinha de Casamento (de Annie Mumolo e Kristen Wiig)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html"&gt;Meia Noite em Paris&lt;/a&gt; (de Woody Allen)&lt;br /&gt;Ganhar ou Ganhar: A Vida é um Jogo (de Tom McCarthy e Joe Tiboni)&lt;br /&gt;Jovens Adultos (de Diablo Cody)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro Adaptado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Descendentes (de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash)&lt;br /&gt;Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (de Steven Zaillian)&lt;br /&gt;Histórias Cruzadas (de Tate Taylor)&lt;br /&gt;A Invenção de Hugo Cabret (de John Logan)&lt;br /&gt;O Homem que Mudou o Jogo (de Steven Zaillian e Aaron Sorkin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jqQV8LrJBcA/TD4lUuLwCrI/AAAAAAAAB3Q/qWha_8AHhO0/s640/bebe_irritado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 467px; height: 356px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jqQV8LrJBcA/TD4lUuLwCrI/AAAAAAAAB3Q/qWha_8AHhO0/s640/bebe_irritado.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por último, gostaria de deixar registrada uma revolta da minha parte. Quem acompanha o blog há tempos, sabe do meu inconformismo com os exibidores de Natal, sempre propensos a deixar o lixo comercial tomar conta das salas. Pois bem, esta semana eles se superaram. "Cavalo de Guerra", um dos possíveis indicados ao Oscar, não terá sua estreia em Natal neste fim de semana. Às vezes, até dá para entender que um filme como "A Árvore da Vida" não tenha sido exibido por cá, mas o que dizer de um filme Steven Spielberg, o diretor mais famoso do mundo? Enquanto isso, "Alvin e Os Esquilos 3" está lá com suas salas reservadíssimas. Literalmente, essa foi dose pra cavalo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7069901007431958625?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7069901007431958625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7069901007431958625&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7069901007431958625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7069901007431958625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/termometros-do-oscar.html' title='Termômetros do Oscar'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jqQV8LrJBcA/TD4lUuLwCrI/AAAAAAAAB3Q/qWha_8AHhO0/s72-c/bebe_irritado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1548678297812327339</id><published>2012-01-02T17:27:00.006-03:00</published><updated>2012-01-03T11:10:51.976-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Western'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://myfirst.classicfilmfreak.netdna-cdn.com/wp-content/uploads2/2011/08/johnny-guitar-movie-poster-19541.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 326px; height: 489px;" src="http://myfirst.classicfilmfreak.netdna-cdn.com/wp-content/uploads2/2011/08/johnny-guitar-movie-poster-19541.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Johnny Guitar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Idem, 1954)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:georgia;" &gt;O Oeste das mulheres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não se engane com o título deste longa-metragem de 1954 dirigido por Nicholas Ray, hoje um dos mais cultuados cineastas da Hollywood dos anos 50. O filme não tem como personagem central o pistoleiro-violonista interpretado por Sterling Hayden que chega a um lugarejo esquecido por Deus em que nem mesmo existe ainda uma estação de trem. O centro da narrativa encontra-se em Vienna (a estrela Joan Crawford), ex-namorada de Johnny e agora dona de um misto de saloon e cassino quase entregue às moscas, tendo a esperança de ver os negócios melhorarem com a possível chegada da ferrovia. Para se manter estabelecida na localidade, contudo, ela tem de enfrentar a oposição de Emma Small (Mercedes McCambridge), uma fazendeira manda-chuva cheia de ódio e ressentimento porque o homem que ama, Dancin' Kid (Scott Brady), não retribui seu sentimento e é, em verdade, apaixonado por Vienna. Enquanto esta é admirada e desejada pelos homens da cidade, Emma sente-se a rejeitada e nutre desejos de vingança. Vienna então contrata o antigo amor, Johnny “Guitar” Logan, para ajudá-la a enfrentar os obstáculos que surgirão para continuar com seu empreendimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vê-se, já de antemão, que esta é uma obra bastante passional, em que as ações dos personagens são norteadas por amores e ciúmes, uma espécie de western-romance-tragédia singular e talvez nunca repetido na história da Sétima Arte. Não por acaso, era um dos filmes preferidos de François Truffaut e Ray foi um dos cineastas mais amados pelos nomes da Nouvelle Vague. E não impunemente. Afinal, uma das medidas do talento e da genialidade de um artista é a capacidade que tem a sua obra de manter-se atual mesmo depois de décadas de sua confecção. No caso, “Johnny Guitar” não somente se manteve atual como também esteve mesmo à frente do seu tempo, apresentando um modelo de comportamento feminino que só iria se tornar mais comum umas três décadas depois. Tanto Vienna quanto Emma são mulheres fortes e independentes ao redor das quais giram os tipos masculinos da narrativa, os quais parecem estar ali apenas para servi-las. A diferença entre as duas está no bom coração da primeira. Ou seja, o filme não envelheceu absolutamente nada. Pelo contrário, é até mais verossímil hoje do que quando do seu lançamento. Por outro lado,  além desse seu lado “feminista”, digamos assim, há um subtexto político anti-Macarthismo presente na trama, mormente por meio do personagem de Turkey (Ben Cooper) que é obrigado à delação diante de uma verdadeira caça às bruxas promovida por Emma e asseclas. Situação similar foi vivida realmente pelo ator Hayden diante do malfadado comitê de atividades anti-americanas que aterrorizava artistas e intelectuais à época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: georgia;" href="http://altscreen.com/wp-content/uploads/2011/08/johnny-guitar1-e1314116912227.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 492px; height: 369px;" src="http://altscreen.com/wp-content/uploads/2011/08/johnny-guitar1-e1314116912227.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outro aspecto marcante da película são os seus diálogos (aliás, uma constante nas obras de Ray), que atingem os personagens e os espetadores de maneira bem mais certeira que os tiros dos rifles e revólveres. Várias são as frases antológicas do longa, como a de que “um homem precisa apenas de um bom cigarro e um copo de café” ou “depois do incêndio costumam restar somente as cinzas” (proferida por Vienna ao se reportar ao seu antigo amor por Johnny). Escrito por Philip Yordan baseado no romance de Roy Chanslor - e com a participação não creditada de Ben Maddow, que fazia parte da lista negra do FBI (reforçando a perspectiva de crítica à perseguição dos comunistas) - o roteiro realmente é ímpar e capaz de levar os espectadores a passar horas apenas apreciando o brilhante jogo de palavras (como hoje muitos costumam fazer com os filmes de Quentin Tarantino). É claro que para o texto fluir de maneira eficiente é necessário um elenco competente e é isso que se vê na tela. Nem parece que ocorreram tantos atritos nos bastidores da filmagens, uma vez que Crawford e McCambridge também não se davam bem na vida real e tal circunstância fez com que elas se evitassem ao máximo nas gravações. Pensando bem, talvez seja até por essa antipatia mútua que tenha resultado uma rivalidade tão verossímil na projeção, com as duas atrizes entregando ótimas interpretações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: georgia;" href="http://4.bp.blogspot.com/-1e-p71V9K1s/TZE565cjuDI/AAAAAAAAAp4/ZS1HYPjUk3w/s1600/00JG.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 496px; height: 372px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1e-p71V9K1s/TZE565cjuDI/AAAAAAAAAp4/ZS1HYPjUk3w/s1600/00JG.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outra vertente em que Ray subverte o gênero é na utilização das cores. Normalmente, o Western privilegia as paisagens como foco da fotografia, destacando a imensidão da natureza frente à insignificância dos homens como forma de acentuar ainda mais a coragem e persistência destes (John Ford foi um mestre nesse quesito). Aqui, entretanto, Ray, usando da tecnologia denominada Trucolor (que dava mais destaque ao colorido na captação das imagens), privilegiou as cores dos figurinos, geralmente fortes e contrastantes, os quais, em boa medida, traduzem os sentimentos dos personagens. Memorável a cena em que Emma e seu grupo, todos trajando preto, invadem o saloon como abutres procurando uma presa e encontram Vienna com um vestido inteiramente branco em contraste com a parede rochosa e vermelha ao fundo. Uma cena de acabamento barroco belíssima e memorável. Além disso, Ray privilegia aqui os cenários interiores, com longas sequências se passando em ambientes fechados – logo nos primeiros momentos, inclusive, temos uma bastante extensa (mas jamais cansativa) em que somos apresentados a todos os personagens e tomamos pé das situações, em um verdadeiro show de concisão e clareza de roteiro e edição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Realizado com orçamento limitado pelos estúdios Republic (que iriam à falência 4 anos depois), “Johnny Guitar” revela-se um dos faroestes mais atípicos já filmados, tanto na forma como no conteúdo, estando bastante à frente do seu tempo, como já salientado, o que inevitavelmente já o coloca entre os melhores representantes do gênero. Seu resultado é tão belo quanto sua canção tema, composta por Victor Young e Peggy Lee (esta também intérprete), música que põe a cereja no bolo desta obra impecável do fantástico Nicholas Ray, um diretor que hoje costuma ser muito lembrado por seu trabalho em“Juventude Transviada” (Rebel Without a Cause, 1955). Eu, particularmente, considero este western não tão famoso até superior ao drama protagonizado pelo mítico James Dean, longa que hoje me parece um pouco datado. “Johnny Guitar”, inversamente, com suas mulheres fortes e homens apaixonados, parece ter sido feito ontem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cotação e nota: Obra-prima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1548678297812327339?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1548678297812327339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1548678297812327339&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1548678297812327339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1548678297812327339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2012/01/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1e-p71V9K1s/TZE565cjuDI/AAAAAAAAAp4/ZS1HYPjUk3w/s72-c/00JG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8705808612085806860</id><published>2011-12-29T11:31:00.009-03:00</published><updated>2011-12-29T12:15:34.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Missão Impossível - Protocolo Fantasma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.projetocinema.com.br/wp-content/uploads/2011/10/poster-03Out2011.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 313px; height: 459px;" src="http://www.projetocinema.com.br/wp-content/uploads/2011/10/poster-03Out2011.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Vale o ingresso e a pipoca&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Esta produção marca a migração do diretor Brad Bird, de animações como “Os Incríveis” e &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/06/filmes-para-ver-antes-de-morrer_24.html"&gt;“Ratatouille”&lt;/a&gt;, para o mundo live-action e a verdade é que acabou sendo bem-sucedida, muito embora inegavelmente ainda tenha vários aspectos a melhorar. Talvez o mais importante deles seja o cuidado com o desenvolvimento do roteiro (escrito por André Nemec e Josh Appelbaum) um tanto esfarrapado, com um vilão mal trabalhado e cheio de situações forçadas para gerar sequências de ação. E aqui apontamos o ponto mais positivo do longa-metragem: estas sequências aventureiras são realmente de tirar o fôlego do espectador, compensando em muito o preço do ingresso para a sala escura.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Na trama, Ethan Hunt (Tom Cruise, também produtor e parecendo que saiu de um tanque de formol) acaba de concluir uma missão onde esteve enclausurado em um presídio russo para já engatar uma outra aventura: roubar códigos de ativação de armas nucleares escondidos a sete chaves no Kremlin para evitar que os mesmos caiam nas mão de um terrorista que pretende causar uma hecatombe nuclear. Todavia, a empreitada acaba mal para os agentes da IMF (Impossible Missions Force), a qual acaba sendo vista pelo governo americano como responsável por uma enorme explosão em Moscou (uma das cenas mais marcantes do longa, diga-se de passagem). É então que é colocado em prática o tal “protocolo fantasma” do título, desativando a força especial e desautorizando todas as suas ações, fazendo com que Ethan e seus companheiros Benji (Simon Pegg, divertidíssimo), Jane (Paula Patton) e Brandt (Jeremy Renner) tenham de agir por conta própria e com poucos recursos para tentar salvar o mundo da guerra nuclear definitiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Talvez a maior inovação que Bird inseriu na franquia seja o leve tom cômico que estava ausente nos outros episódios. E isso sem exageros, sabendo brincar com as próprias nuances e características da série (como a mensagem que explode depois de alguns segundos), mas sem cair no ridículo. Além disso, pegou do terceiro título a humanização dos personagens, os quais têm uma vida que vai além da espionagem. Há uma ligação muito importante entre Ethan e Brandt que diz respeito à esposa do primeiro (interpretada no terceiro filme por Michelle Monaghan) e mais não digo para não revelar demais para quem ainda não assistiu. É bom salientar ainda, nessa linha, que Bird e os roteiristas evitaram o romance fácil que poderia surgir entre Ethan e Jane, fugindo assim de um dos grandes clichês dos filmes de ação. Não se pode negar, ademais, que a química estabelecida entre os quatro integrantes do grupo foi a melhor dentre todos os episódios e acredito até que ela será repetida em futuras edições, muito embora a performance dos atores seja oscilante, principalmente Paula Patton, bastante canastrona em diversos momentos, a despeito de sua beleza. Nesse aspecto, vale dizer que Cruise faz o Ethan de sempre (mas agora com menos sorrisos colgate) e é impressionante notar como ele se mantém jovem e atlético mesmo à beira dos 50 anos, dispensando dublês na maioria das cenas de ação. Jeremy Renner tem boa presença e atuação correta, mas quem rouba mesmo a cena é o britânico Simon Pegg com o seu Benji, sempre chamando a atenção com as melhores tiradas e frases quase sempre que aparece. Por outro lado, o vilão Hendricks (Michael Nyqvist) é mesmo o grande ponto fraco da trama, com uma caracterização pífia e motivações nada convincentes (um tique negativo da maioria dos filmes de James Bond, por sinal). Ademais, como já salientado mais acima, algumas situações se mostram cheias de furos e percebemos que elas estão ali apenas para gerar sequências agitadas.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/in/3514067-637-516/FT500A/2011121910884.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 375px;" src="http://oglobo.globo.com/in/3514067-637-516/FT500A/2011121910884.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Mas estas últimas são mesmo o grande ponto alto do longa. Variando por cenários que vão de Moscou a Dubai, passando de Bombaim a Budapeste, as cenas de ação são extremamente bem dirigidas e impactantes, com edição limpa que permite que entendamos tudo que se vê na tela (Michael Bay, quando você irá aprender essa lição?), valendo destaque para as que se passam em Dubai, principalmente a escalada do edifício Burj Khalifa (o mais alto do mundo) e a tempestade de areia nas ruas da cidade (o que não deve ajudar muito no turismo dela, é bom dizer). Fico imaginando como seria vê-las em uma sala IMAX,já que a tecnologia de filmagem foi apropriada para a exibição nas telas gigantes. Com certeza, resultarão ainda mais espetaculares. Some-se a isso uma trilha sonora competente (de Michael Giacchino) que soube aproveitar muito bem o clássico tema da franquia, além de colocar músicas com nuances apropriadas para cada localidade onde o grupo se encontra.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Embora não se possa considerar este o melhor filme da série (considero o primeiro, de Brian De Palma, ainda superior) e escorregue em alguns clichês do gênero (mesmo evitando outros), "Missão Impossível - Protocolo Fantasma" não deixa muito a desejar e tem tudo para alavancar a combalida carreira do astro Cruise, bastante errática desde que teve alguns “surtos” diante das câmeras de TV. Está indo muito bem de bilheteria, tanto nos EUA quanto internacionalmente, e deverá gerar um já quase inevitável 5º episódio. Também se mostrou muito proveitoso como estreia de Brad Bird na direção de atores, deixando o conforto em que se encontrava com suas ótimas animações. Mesmo que ainda precise evoluir (e é perfeitamente natural) ele já mostrou a que veio, entregando um longa que tem tudo pare agradar o público-pipoca dos fins de semana (eu mesmo consumi um bocado de pipoca durante a sessão). Dentro da atual crise de criatividade de Hollywood, com suas cada vez mais exaustivas continuações e remakes, levar o espectador a roer as unhas e jamais se cansar diante de 2h13min de projeção já é um feito e tanto.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Cotação:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M7agXvepEJM/Tvx64hp5fyI/AAAAAAAAAXw/Vl6FBuzZuwI/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-M7agXvepEJM/Tvx64hp5fyI/AAAAAAAAAXw/Vl6FBuzZuwI/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691559140614831906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Nota: 8,0&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Obs: Este é o último post de 2011. Mais uma vez aproveito para desejar um feliz ano novo para todos! Que seja um ano de muitas realizações! Até 2012!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8705808612085806860?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8705808612085806860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8705808612085806860&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8705808612085806860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8705808612085806860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/missao-impossivel-protocolo-fantasma.html' title='Missão Impossível - Protocolo Fantasma'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-M7agXvepEJM/Tvx64hp5fyI/AAAAAAAAAXw/Vl6FBuzZuwI/s72-c/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7555436252705607131</id><published>2011-12-27T14:41:00.006-03:00</published><updated>2011-12-29T10:14:37.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Os 7 melhores filmes de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, chegamos à última semana de 2011 e o Cinema Com Pimenta apresenta a sua lista (como sempre de 7 itens) com os melhores filmes exibidos no circuito comercial brasileiro no ano. Costumamos sempre dizer que o ano foi fraco, mas acredito que tais afirmações acabam sendo revisadas no futuro. Em outras décadas, tidas como "douradas", a impressão era a mesma. O tempo é o melhor juiz para a arte. Bem, vamos à lista:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.criticasdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2011/08/super-8-filme.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 504px; height: 304px;" src="http://www.criticasdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2011/08/super-8-filme.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/super-8.html"&gt;7) Super 8 (idem, J.J. Abrams);&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/28620/Colin-Firth-em-O-Discurso-do-Rei--size-598.jpg?1296813833"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 497px; height: 279px;" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/28620/Colin-Firth-em-O-Discurso-do-Rei--size-598.jpg?1296813833" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;6) O Discurso do Rei (The King's Speech, Tom Hopper);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/hereafter//Hereafter_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 512px; height: 271px;" src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/hereafter//Hereafter_01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/01/alem-da-vida.html"&gt;5) Além da Vida (Hereafter, Clint Eastwood);&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ci.i.uol.com.br/filmes/g/inverno_da_alma_2010_g.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 512px; height: 366px;" src="http://ci.i.uol.com.br/filmes/g/inverno_da_alma_2010_g.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/03/inverno-da-alma.html"&gt;4)   Inverno da Alma (Winter's Bone, Debra Granik);&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2YQAP_HTP7c/TgCwr2zOUuI/AAAAAAAAAiE/NdCgyW5mGk0/s1600/meia+noite+em+p.bmp"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 506px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2YQAP_HTP7c/TgCwr2zOUuI/AAAAAAAAAiE/NdCgyW5mGk0/s1600/meia+noite+em+p.bmp" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html"&gt;3) Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, Woody Allen);&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2011/02/black_swan_online_film_critics.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 504px; height: 274px;" src="http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2011/02/black_swan_online_film_critics.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/02/cisne-negro.html"&gt;2) Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofsky);&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.achabrasilia.com/wp-content/uploads/2011/10/o-palhaco.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 507px; height: 305px;" src="http://www.achabrasilia.com/wp-content/uploads/2011/10/o-palhaco.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/o-palhaco.html"&gt;1) O Palhaço (idem, Selton Mello).&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é isso. Listas são inúteis, mas não há como deixar de fazê-las. Um feliz 2012 para todos vocês! Grande abraço e até a próxima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7555436252705607131?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7555436252705607131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7555436252705607131&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7555436252705607131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7555436252705607131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/os-7-melhores-filmes-de-2011.html' title='Os 7 melhores filmes de 2011'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2YQAP_HTP7c/TgCwr2zOUuI/AAAAAAAAAiE/NdCgyW5mGk0/s72-c/meia+noite+em+p.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6892695679627568282</id><published>2011-12-21T12:38:00.004-03:00</published><updated>2011-12-22T09:12:08.539-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagem'/><title type='text'>Curtindo o Curta #2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://meltedreelonline.com/wp-content/uploads/2009/11/mickeysxmascarol.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 296px; height: 483px;" src="http://meltedreelonline.com/wp-content/uploads/2009/11/mickeysxmascarol.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conto de Charles Dickens "A Christmas Carol" já foi adaptado para a tela várias vezes, como em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/11/os-fantasmas-de-scrooge.html"&gt;"Os Fantasmas de Scrooge"&lt;/a&gt; (2009), animação em 3D dirigida por Robert Zemeckis. No entanto, a mais antiga lembrança que tenho desta bela estória natalina se deve ao curta de animação "Um Conto de Natal do Mickey" (&lt;span class="st"&gt;Mickey's Christmas Carol)&lt;/span&gt;, realizado pelos estúdios Disney em 1983 e sempre reprisado pela Rede Globo na época em que lembramos o nascimento de Cristo (ao menos no meu tempo de criança era uma atração certa na programação de fim de ano). Nele, Ebenezer Scrooge, o velho ranzinza e mesquinho que não compreende sentimentos como amor e solidariedade, está na pele do Tio Patinhas, enquanto o seu empregado oprimido e mal tratado é vivido por Mickey. Scrooge receberá a visita de três espíritos na noite de Natal que  o procurarão mudar a sua visão de mundo.  Abaixo, segue o curta (que foi inclusive indicado ao Oscar como melhor curta de animação) dividido em 3 videos (são 25 minutos ao todo). Esta é a forma do "Cinema Com Pimenta" desejar um feliz Natal para todos, repleto de paz e harmonia, mesmo para aqueles que eventualmente não acreditem em Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/YwSy-6ywgiI" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Io_kz2LjOBg" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/4huSZksJvxA" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6892695679627568282?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6892695679627568282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6892695679627568282&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6892695679627568282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6892695679627568282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/curtindo-o-curta-2.html' title='Curtindo o Curta #2'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YwSy-6ywgiI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-580031023549070064</id><published>2011-12-15T22:50:00.000-03:00</published><updated>2011-12-15T23:28:10.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_r-Aoh3xXZ9w/TBp6U-hc-NI/AAAAAAAACKM/oDo8OsgbZxM/s1600/A+Estrada+da+Vida+%28p%C3%B4ster%29.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 440px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_r-Aoh3xXZ9w/TBp6U-hc-NI/AAAAAAAACKM/oDo8OsgbZxM/s1600/A+Estrada+da+Vida+%28p%C3%B4ster%29.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;A Estrada da Vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(La Strada, 1954)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;A flor entre as rochas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;É difícil falar de um filme como “A Estrada da Vida” (La Strada, 1954), uma das mais queridas obras de um do mais amados diretores do cinema, o genial Federico Fellini. A missão é espinhosa justamente porque muito já foi dito e escrito sobre esta película. O risco de cair no lugar-comum é enorme e creio que acabarei sendo levado a isso, mas não vou me furtar mais uma vez a tentar transmitir a grande admiração que tenho por este filme simples, direto, mas ao mesmo tempo extremamente emocionante. Afinal, é difícil não se sensibilizar com a estória de solidão de Gelsomina (Giulietta Masina, esposa de Fellini) e Zampanò (um soberbo Anthony Quinn), dois artistas mambembes que levam uma vida errante, marcada pela incompreensão mútua em uma relação onde ambos se colocam nos extremos entre a doçura e a brutalidade. O filme também dá início à transição de Fellini do neo-realismo, movimento no qual despontou como roteirista, para um estilo próprio e único que faria a sua reputação mundial.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Zampanò é um tipo de saltimbanco que sobrevive desempenhando um número banal onde quebra uma corrente com a força do seu tórax (ele foi inspirado em um açougueiro brutamontes de Rimini, cidade natal do cineasta). Precisando de uma ajudante, ele compra Gelsomina de uma família miserável, cuja mãe não tem mais de onde tirar o sustento para as filhas mais novas. Porém, Gelsomina ainda é uma criança em espírito e se submete à tal humilhação, mesmo depois que Zampano demonstra todo a sua brutalidade, tratando-a muitas vezes como uma verdadeira escrava ou um objeto. E os dois seguem pelas estradas da Itália, na sua paisagem miserável do pós-guerra, até se juntarem a um circo onde o equilibrista “Il Matto” (Richard Basehart, também ótimo), desperta a atenção de Gelsomina e faz nascer um mal disfarçado ciúme em Zampanò, incapaz de admitir ou mesmo compreender os seus sentimentos para com ela. “Il Matto”, dotado de grande conhecimento da vida por trás de sua faceta de gozador, ao mesmo tempo em que encanta Gelsomina, estimulado-a a ter uma vida livre, debocha o tempo inteiro do comportamento rude e bruto de Zampanò, o que acaba levando este a atitudes que culminarão em uma tragédia que afetará a vida de todos.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;a href="http://isodojo.files.wordpress.com/2011/01/lastrada3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 492px; height: 370px;" src="http://isodojo.files.wordpress.com/2011/01/lastrada3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;É certo que há em “La Strada” muito de road-movie, tanto no aspecto formal quanto substancial. Inteiramente filmado em locações (como era típico dos filmes neo-realistas), o cenário maior do filme, como já mencionado, é a Itália pobre que ainda busca se reerguer do pesadelo da guerra. Ou seja, o longa também pode ser visto como o retrato de um país que ressurge das cinzas, onde os indivíduos tentam sobreviver da forma que conseguem. Todos os personagens do filme parecem, antes de tudo, ser artistas da sobrevivência. Essa visão ganha ainda mais força ao lembrarmos como surgiu a ideia para a realização do longa-metragem, atribuída a Tullio Pinelli (co-escritor do roteiro ao lado de Ennio Flaiano e do próprio Fellini), o qual teria visto uma casal de mambembes empurrando uma espécie de carroça ao longo de uma viagem e pensou em um enredo baseado nessa cena. Mas é óbvio que Fellini não se resumiria tão somente a pintar um painel da Itália do seu tempo. Ele aproveita a oportunidade para questionar o que levam solitários a serem solitários ou se tal circunstância vai muito além do aspecto volitivo. A frágil e terna Gelsomina é uma solitária justamente devido à sua enorme doçura, incapaz de reagir com a dureza que a vida exige em alguns momentos. Sente-se uma inútil, acreditando que Zampanò não gosta dela porque não sabe cozinhar ou fazer algo que o agrade. Este último, por sua vez, reage com tanta brutalidade diante das dificuldades que se tornou incapaz de demonstrar afeto por alguém, acabando por espantar todos à sua volta. Ou seja, A solidão para Gelsomina é uma circunstância imposta pelo mundo e em que vive, enquanto para Zampanò acaba sendo muito mais consequência de sua atitudes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;a href="http://rb231.files.wordpress.com/2011/02/la-strada-federico-fellini.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 480px; height: 351px;" src="http://rb231.files.wordpress.com/2011/02/la-strada-federico-fellini.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Personagens tão ricos e complexos exigiriam intérpretes à altura e o que vemos na tela é impressionante. Giulietta Masina torna simplesmente inesquecível sua personagem, mostrando-nos toda a carência da mesma, assim como sua forma particular de entender o mundo. Inspirando-se em Chaplin, ela empresta de Carlitos a sua ternura e trejeitos (mas não a sua esperteza) e é certo que Masina tomou emprestado do cinema mudo a primorosa expressão facial e corporal, dispensando palavras para traduzir os sentimentos da personagem. Sua presença cênica é tão forte e sua incorporação tão profunda que acabou por afetar sua carreira daí em diante (algo como o Jack Torrance de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/09/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“O Iluminado” &lt;/a&gt;para a carreira de Jack Nicholson, que parece ter ficado meio sequelado depois dele, levando seus tiques para outros personagens). Da mesma forma, Anthony Quinn nos brinda com um de seus papeis mais destacados. É muito raro interpretar um tipo como Zampanò sem cair na caricatura, mas ele consegue e, apesar de sua brutalidade, conseguimos sentir pena do mesmo na famosa e triste sequência final. Já Richard Basehart nos entrega uma equilibrista saborosamente maluco, provocador e, por que não, também cheio de sabedoria. A cena em que ele explica a Gelsomina que até uma mera pedrinha tem a sua importância é simplesmente emocionante e memorável, uma peça de arte em estado puro. E, claro, além de interpretações tão marcantes ainda temos a trilha inesquecível do mestre Nino Rotta, tocada ao longo do filme por Gelsomina com seu trompete, uma das mais inspiradas da longa parceria do compositor com o diretor.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, foi com “A Estrada da Vida” que Fellini adquiriu respeito internacional e, principalmente, começou a operar sua magia, transformando a dura realidade em algo poético, mas sem jamais desdenhar do sofrimento dos seus personagens. Aliás, Federico foi um dos cineastas que mais respeitaram o ser humano, tendo consciência de que o mais rude dos homens também possui uma enorme capacidade de amar. Esta, inclusive, talvez seja a perfeita tradução da narrativa em “La Strada”, a de que o amor pode nascer mesmo nos ambientes mais áridos e dentro dos corações mais duros, como uma flor que nasce entre as rochas.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Cotação e nota: Obra-prima.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-580031023549070064?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/580031023549070064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=580031023549070064&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/580031023549070064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/580031023549070064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/filmes-para-ver-antes-de-morrer_15.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_r-Aoh3xXZ9w/TBp6U-hc-NI/AAAAAAAACKM/oDo8OsgbZxM/s72-c/A+Estrada+da+Vida+%28p%C3%B4ster%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7957236864018927332</id><published>2011-12-11T16:49:00.004-03:00</published><updated>2011-12-11T17:14:04.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Dica de Livro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdn.00113.upx.net.br/imagem/capas_lg/637/22936637.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 427px;" src="http://cdn.00113.upx.net.br/imagem/capas_lg/637/22936637.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você deseja presentear um cinéfilo neste Natal, uma ótima pedida é o livro "Tudo Sobre Cinema", que tem como organizador o crítico e historiador de cinema Philip Kemp. Embora trate em específico de uma quantidade menor de filmes que o famoso "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer", traz como diferencial uma análise sobre os diversos movimentos e estilos que nasceram ao longo de mais de 100 anos de história do cinema, com textos sobre a Nouvelle Vague, o Expressionismo Alemão, a Nova Hollywood, cinema soviético, entre outros.  Além disso, os filmes analisados contam com quadros detalhados onde são resumidas as cenas mais marcantes, além de uma ampla gama de imagens que vão deixar qualquer aficcionado babando (tem foto até dos irmãos Lumiére). Agradável e didático, contando com a qualidade gráfica sempre impecável da Editora Sextante, "Tudo Sobre Cinema" já pode ser colocado como obrigatório na estante dos amantes da Sétima Arte. Ah, e vale também para o cinéfilo que deseja se auto-presentear. No meu caso, já fui presenteado pela minha noiva. :=) Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7957236864018927332?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7957236864018927332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7957236864018927332&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7957236864018927332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7957236864018927332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/dica-de-livro.html' title='Dica de Livro'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6709139972081008479</id><published>2011-12-09T17:35:00.002-03:00</published><updated>2011-12-09T17:59:23.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>Kirk Douglas: 95 anos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.opovo.com.br/beleza/files/2011/03/kirk-douglas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://blog.opovo.com.br/beleza/files/2011/03/kirk-douglas.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso aí! Hoje,  um dos maiores astros do cinema em todos os tempos, Kirk Douglas, está completando 95 anos de uma vida repleta de grandes sucessos cinematográficos, prolífica (participou de 95 produções ao todo) e também, como todos nós, repleta de desafios, tendo superado um derrame cerebral e até escrito um livro sobre essa sua vivência. O pai de Michael Douglas sempre foi incansável, construindo uma das mais sólidas carreiras já vistas. Protagonizou obras como "Glória Feita de Sangue"  (filme que levou Stanley Kubrick a ser reconhecido como um grande diretor), "Spartacus" (quando brigou com o mesmo Kubrick, mas é um filmaço!), "A Montanha dos Sete Abutres" (de Billy Wilder)  e "Assim Estava Escrito" (de Vincent Minelli). Ainda precisaria de mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, vovô Kirk, firme e forte no caminho dos 100 anos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6709139972081008479?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6709139972081008479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6709139972081008479&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6709139972081008479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6709139972081008479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/kirk-douglas-95-anos.html' title='Kirk Douglas: 95 anos!'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-2833663314813300881</id><published>2011-12-06T15:50:00.009-03:00</published><updated>2011-12-08T23:41:25.804-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img2.wantitall.co.za/images/ShowImage.aspx?ImageId=EL-ANGEL-EXTERMINADOR%7C51Kx0xPkdDL.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 309px; height: 443px;" src="http://img2.wantitall.co.za/images/ShowImage.aspx?ImageId=EL-ANGEL-EXTERMINADOR%7C51Kx0xPkdDL.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Anjo Exterminado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(El Ángel Exterminador, 1962)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luís Buñuel e a invenção do Big Brother&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos atribuem ao livro “1984”, de George Orwell, a grande inspiração para a criação do famigerado programa televisivo “Big Brother”, amado por muitos e odiado por outros tantos, e é verdade que o nome da atração foi retirada da citada obra ficcional. Entretanto, o seu formato, colocando os participantes confinados em uma casa, obrigados a conviver com outras pessoas, por vezes bastante distintas em personalidade (muito embora todas tenham em comum o fato de gostar de se expor), remete com maior propriedade a “O Anjo Exterminador” (El Ángel Exterminador, 1962), filme que constitui uma das obras máximas do cineasta espanhol Luís Buñuel, certamente o maior nome do Surrealismo cinematográfico e um dos mais ferozes críticos da classe burguesa. Afinal, neste longa-metragem extremamente original, último fruto de sua fase mexicana (iniciada após a sua saída da Espanha, com a guerra civil nos anos 30), vemos um grupo de burgueses confinados em um casarão logo após um jantar de gala, realizado a convite do proprietário. O mais curioso é que não se sabe o porquê desta imobilidade. Não há sequer uma porta trancada no imóvel e o grupo simplesmente se resigna a passar horas, dias e semanas restritos àquele ambiente, situação que os leva à animalização do comportamento, caindo todas as máscaras condicionadas pela moral burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, talvez o porquê da situação sui generis nem seja exatamente importante. O próprio Buñuel chegou a afirmar, em uma entrevista, que o filme seria uma espécie de estudo sobre a natureza da vontade, procurando analisar o que leva uma pessoa a realizar atividades prosaicas como andar, rir ou mexer um braço. No entanto, a síntese oferecida pelo diretor esconde sua intenção de dissecar os costumes e artificialidades burguesas. Em verdade, Buñuel desfere um tiro certeiro na apatia e futilidade de uma classe ociosa e distante da realidade. Não por acaso, no desenrolar do roteiro (escrito pelo próprio diretor), os empregados da mansão sentem um desejo irrefreável e inexplicado de deixá-la imediatamente, como se soubessem que algo de muito ruim estivesse para acontecer ali. O único dentre estes que permanece é o mordomo, justamente aquele mais adaptado e inserido no modo de vida da outra classe, um tipo de “bruto domesticado”. Da mesma maneira, os únicos presentes ao jantar que são poupados do “martírio” se resumem a um idoso que vê com olhos críticos o evento e um casal de apaixonados que, apesar de tudo, se colocam acima dos demais por terem a capacidade de nutrir amor. Ou seja, Buñuel reserva sua tortura psicológica apenas àqueles contaminados pela moral burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pequenoscinerastas.files.wordpress.com/2010/08/el-angel2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 445px; height: 303px;" src="http://pequenoscinerastas.files.wordpress.com/2010/08/el-angel2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O longa se inicia com uma espécie de apresentação dos personagens, recurso semelhante aos usados em filmes de tragédias ou aeroportos, onde são mostrados os integrantes da fauna social que vivenciará a narrativa. É nessa primeira parte que percebemos a superficialidade daquelas pessoas, como na fala marcante da personagem que diz que ficou mais consternada ao ver um príncipe morto do que diante de uma tragédia onde viu várias pessoas esmagadas por um trem, alegando para tanto que “os pobres sentem menos dor”. A anfitriã, por seu turno, possui um urso de estimação, algo totalmente non sense, mas que certamente denota uma pontada nas excentricidades que costumam povoar o comportamento de classes mais abastadas, pois que carentes de objetivos maiores na vida. Outra personagem marcante é a de Valquíria (papel da famosa atriz mexicana Silvia Pinal, que já havia trabalhado com Buñuel em “Viridiana”), que todos afirmam ainda ser virgem, mas desconfiam da veracidade dessa condição. Descobrimos, também, que o adultério é uma constante no comportamento do grupo, assim como a inveja e a desfaçatez, vícios humanos que ficam cada vez mais expostos à medida que o tempo passa. Com a angústia crescente no ambiente, atitudes tipicamente humanas afloram, como procurar um culpado para a situação, o que acaba sobrando para o anfitrião, justa e ironicamente um dos mais lúcidos e bem intencionados do grupo. E eis que a situação dos “aprisionados” começa a despertar a atenção dos moradores da cidade, o que nos remete mais uma vez ao citado programa televisivo. Uma multidão se aglomera pelas redondezas e começa a tentar acompanhar e saber os passos dos convidados, mas em nenhum momento a polícia chega a invadir o local para “salvá-los”, aguardando passivamente que eles resolvam sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Zevh7EcrNfA/TURb5xIXbRI/AAAAAAAAAOI/hYvYU1Mdkxc/s1600/angel-8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 411px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Zevh7EcrNfA/TURb5xIXbRI/AAAAAAAAAOI/hYvYU1Mdkxc/s1600/angel-8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todas essas circunstâncias narrativas são mostradas com o tradicional poderio imagético de Buñuel, neste aspecto, até por ser herdeiro da tradição surrealista, um dos cineastas mais criativos em todos os tempos. A cena em que os convidados quebram as paredes em busca das tubulações de água para matar a sede é de uma mistura de drama e comédia que só poderia ter partido de uma mente genial. Ademais, Buñuel mais uma vez pontua a narrativa com imagens surreais que representam os pesadelos dos confinados, quase todos já no limite entre lucidez e insanidade, algo que nos remete ao &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/10/ensaio-sobre-cegueira.html"&gt;“Ensaio Sobre A Cegueira”&lt;/a&gt; de Saramgo/Meirelles, ou, mais ainda, a Franz Kafka com suas ideias de situações limítrofes e inexplicáveis. Embora não seja este o filme em que Buñuel mais acentua sua veia anticlerical – este posto cabe ao mencionado “Viridiana”, seu filme imediatamente anterior (1961) – ele reserva para o desfecho as suas ferroadas na Igreja, mas este ponto fica para você realizar sua própria apreciação quando tiver a oportunidade de ver o longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta repetiria um mote semelhante em “O Discreto Charme da Burguesia” (Le Charme Discret de La Bourgeoisie, 1972), filme posterior de sua fase francesa, mas este “O Anjo Exterminador” é, de certa forma, mais acessível aos não iniciados na sua filmografia e, certamente, mais original. Luís Buñuel se revela, mais do que nunca, um profundo conhecedor das limitações humanas, além de se mostrar algo profético ao conceber a situação de seres humanos confinados em um ambiente por vontade própria (ou falta dela). Se estivesse vivo para acompanhar o sucesso dos reallity shows, é provável que ele desse boas risadas e ficasse envaidecido ao constatar que ele possuía inteira razão nas conclusões que tirou a partir de seu exercício criativo. Hoje, o Big Brother é a tradução moderna e rasteira desta obra singular do mestre espanhol, mas, claro, sem a arte desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pKpPAATRyMw/Tt5k3_UrNJI/AAAAAAAAAXk/bOy6d_IXXeA/s1600/Cinco%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pKpPAATRyMw/Tt5k3_UrNJI/AAAAAAAAAXk/bOy6d_IXXeA/s400/Cinco%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683090692841878674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 10,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-2833663314813300881?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/2833663314813300881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=2833663314813300881&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2833663314813300881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2833663314813300881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Zevh7EcrNfA/TURb5xIXbRI/AAAAAAAAAOI/hYvYU1Mdkxc/s72-c/angel-8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7158263059017603803</id><published>2011-12-01T16:31:00.002-03:00</published><updated>2011-12-01T16:35:19.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curtas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Curtindo o Curta #1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Pd53kSkfoOY/TEKYmdBE76I/AAAAAAAAADA/34hrQpLtYuo/s640/Le_voyage_dans_la_lune%2520-%252070x95.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 448px; height: 600px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Pd53kSkfoOY/TEKYmdBE76I/AAAAAAAAADA/34hrQpLtYuo/s640/Le_voyage_dans_la_lune%2520-%252070x95.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias, descobri um programa da Rede Brasil chamado “Curta TV”, dedicado à abordagem e exibição deste formato de cinema tão pouco visto hoje. O mais triste é que ele fica relegado ao esquecimento não apenas pelo grande público, mas até mesmo no meio cinéfilo, mostrando como o curta-metragem anda muito desprestigiado. Faço uma pergunta a você que acompanha este espaço: quantos curtas você viu este ano? Acredito que a resposta deverá resultar em um número que não passa dos dedos das mãos. Todavia, a verdade é que o curta-metragem representa, antes de tudo, o nascimento da Sétima Arte. Afinal, quando os irmãos Lumiére inventaram essa poderosa magia, eles obviamente não começaram produzindo filmes de 120 minutos. Foi pensando exatamente neste espaço escasso dado aos curtas, os quais, ademais, acabam sendo a escola de qualquer cineasta (seja um medíocre ou um gênio como Chaplin), que resolvi criar uma nova série aqui no “Cinema Com Pimenta”, a “Curtindo o Curta”, dedicada a exibir (claro que por meio destas ferramentas fantásticas que são o sites comoYoutube ou Dailymotion) relevantes curtas-metragens, sejam contemporâneos ou clássicos, como uma forma modesta de tentar suprir esta lacuna na bagagem cinéfila de muitos amantes do cinema (entre os quais eu me incluo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme que escolhi para iniciar essa nova sessão do blog foi “Viagem à Lua” (Le Voyage Dans La Lune), uma obra de 1902 dirigida por um dos desbravadores da arte cinematográfica, Georges Méliès, um ex-ator e ilusionista que ousou fazer algo inteiramente distinto do que era realizado até então. A começar pela sua duração. Pode parecer curioso hoje, mas “Viagem À Lua”, com seus 14 minutos, foi um verdadeiro longa-metragem no seu tempo, pois que até então os filmes geralmente se limitavam a 2 ou 3 minutos de projeção. Entretanto, ainda mais inovadora foi a sua premissa. Ao adaptar o romance homônimo de Julio Verne para a tela, Méliès abriu as fronteiras da imaginação no alvorecer da arte cinematográfica, deixando de lado o cotidiano filmado que era a regra até então (ou seja, mini-documentários), para explorar um universo inteiramente ficcional, voltado única e exclusivamente ao entretenimento. Não é nem um pouco absurdo afirmar que Méliès foi o pai do gênero ficção-científica, estabelecendo as bases que seriam seguidas por praticamente todos os cineastas dali em diante, até mesmo por gênios como Stanley Kubrick, cuja obra máxima, “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (2001 – A Space Odissey), não deixa de ser uma variante filosófica do filme de Méliès.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, também escrito pelo próprio diretor, começa com um cientista tentando convencer seus colegas, em uma espécie de congresso, de que é possível viajar ao satélite da Terra por meio de uma nave com estrutura semelhante a de um míssil. Um grupo, então, empreende a aventura, aterrissando de maneira pitoresca no “olho” da Lua, que é caraterizada de modo antropomórfico (por sinal, uma das cenas mais conhecidas do cinema até hoje). Lá eles descobrem que a Lua é habitada pelos selenitas, sendo aprisionados por estes até o momento em que descobrem que os estranhos habitantes viram fumaça quando golpeados com guarda-chuvas. Conseguindo escapar, os aventureiros voltam à Terra e caem no mar, sendo resgatados e recebidos com festa em Paris. Diante de narrativa tão fantasiosa, Méliès, utilizando de seus prévios conhecimentos de ilusionismo, acabou por engendrar o que hoje denominamos de efeitos especiais ou visuais, além de usar técnicas de superposição, fusão e edição de imagens que seriam fundamentais no desenvolvimento da Sétima Arte. Além disso, trata-se da primeira adaptação de uma obra literária para a película, o início de uma parceria entre cinema e literatura que renderia muitos grandes frutos ao longo de décadas. No mais, Méliès parece realizar uma grande zombaria com o cientificismo reinante na época, caricaturando a fé na ciência que por vezes se assemelha à fé religiosa, ocorrendo apenas uma substituição, ao mesmo tempo em que demonstra que a humanidade nunca terá pleno conhecimento sobre os mistérios da natureza e do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremendo sucesso em sua época, ironicamente Méliès acabou indo à falência algum tempo depois, principalmente porque o filme foi distribuído nos EUA à revelia do seu autor, o qual não recebeu um centavo das bilheterias ianques. De qualquer forma, sua obra resultou precursora e muitos aspectos, o que acaba por transformá-la em obrigatória para qualquer pessoa que procure se aprofundar um pouco mais na arte da imagem em movimento. Bem, vamos deixar de falação e passarmos ao filme. A versão mais completa que encontrei na rede, e que segue abaixo, nos fornece 12 minutos de projeção, o que é praticamente o filme inteiro. Bom filme nesta primeira sessão do “Curtindo o Curta”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.dailymotion.com/embed/video/xkm4h5" frameborder="0" height="270" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xkm4h5_le-voyage-dans-la-lune-uni-music-1902-restored-a-trip-to-the-moon_shortfilms" target="_blank"&gt;Le Voyage dans la Lune (Uni Music) - 1902...&lt;/a&gt; &lt;i&gt;por &lt;a href="http://www.dailymotion.com/Krasny-Kofe" target="_blank"&gt;Krasny-Kofe&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7158263059017603803?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7158263059017603803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7158263059017603803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7158263059017603803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7158263059017603803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/12/curtindo-o-curta-1.html' title='Curtindo o Curta #1'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Pd53kSkfoOY/TEKYmdBE76I/AAAAAAAAADA/34hrQpLtYuo/s72-c/Le_voyage_dans_la_lune%2520-%252070x95.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6594839015442262588</id><published>2011-11-30T17:40:00.006-03:00</published><updated>2011-11-30T18:26:55.804-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novas Produções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><title type='text'>Começou</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/05/23/the-artist.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 513px; height: 321px;" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/05/23/the-artist.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E começou a temporada de prêmios pré-Oscar. O primeiro deles foi o da respeitável Associação de Críticos de Nova York, a qual concedeu o título de melhor filme do ano a "The Artist" (foto acima), um longa-metragem mudo e em p&amp;amp;b produzido pelos irmãos Weinstein e que trata da transição do cinema mudo para o falado em Hollywood e as repercussões da novidade tecnológica na vida dos atores. Ele também acabou levando o prêmio de melhor diretor para  Michel Hazanavicious.  O prêmio de melhor ator foi para Brad Pitt por "A Árvore da Vida" e "Moneyball", valendo destacar que os críticos de Nova York levam em conta o ano do artista e não apenas um trabalho específico. Pela mesma razão premiaram &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Jessica Chastain como atriz coadjuvante&lt;/strong&gt; por "A Árvore da Vida", "The Help" e "Take Shelter". O melhor ator coadjuvante foi Albert Brooks, por "Drive". Já Meryl Streep parece ter mais uma indicação ao Oscar garantida com a interpretação de Margaret Thatcher em "The Iron Lady", já levando seu primeiro prêmio por esse trabalho. Aaron Sorkin (de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/12/rede-social.html"&gt;"A Rede Social"&lt;/a&gt;) levou mais uma vez na categoria melhor roteiro por "Moneyball", enquanto "A Árvore da Vida" confirmou seu favoritismo como a melhor fotografia. No mais, Werner Herzog volta à cena com a premiação pelo documentário "Caverna dos Sonhos Esquecidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já temos um bom termômetro para a festa da Academia que acontecerá no dia 26 de fevereiro, mas nada de sair fazendo apostas tão cedo. É bom lembrar que no ano passado "A Rede Social" ganhou como melhor filme entre os críticos de Nova York e não levou a estatueta no Oscar. Muita água ainda vai rolar até lá...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6594839015442262588?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6594839015442262588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6594839015442262588&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6594839015442262588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6594839015442262588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/comecou.html' title='Começou'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3067248162957158659</id><published>2011-11-26T14:06:00.006-03:00</published><updated>2011-11-26T14:28:49.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poster'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Eu Quero Esse Pôster #17</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--D24HCHHIpM/TtEdxOomoaI/AAAAAAAAAXY/C-4-QypfToM/s1600/olly-moss-movie-poster-remakes-1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 441px; height: 545px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--D24HCHHIpM/TtEdxOomoaI/AAAAAAAAAXY/C-4-QypfToM/s400/olly-moss-movie-poster-remakes-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679353336670101922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava vagando pela net em busca de um pôster  interessante quando encontrei este bastante peculiar de "Indiana Jones e A Última Cruzada", último episódio da trilogia original de um dos meus personagens favoritos das telas. Nunca tinha visto antes! Trata-se de um trabalho do designer Olly Moss, um dos "tampas de Crush" na área atualmente. Abaixo, seguem mais dois exemplos da capacidade desse artista, com seu material para "Sindicato de Ladrões" e "Robocop". Genial!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2010/08/olly5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 490px; height: 654px;" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2010/08/olly5.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2010/08/olly9.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 494px; height: 657px;" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2010/08/olly9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3067248162957158659?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3067248162957158659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3067248162957158659&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3067248162957158659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3067248162957158659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/eu-quero-esse-poster-17.html' title='Eu Quero Esse Pôster #17'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--D24HCHHIpM/TtEdxOomoaI/AAAAAAAAAXY/C-4-QypfToM/s72-c/olly-moss-movie-poster-remakes-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7738347658593303166</id><published>2011-11-22T22:57:00.003-03:00</published><updated>2011-11-22T23:50:54.962-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://clzimages.com/movie/large/0f/0f_d_53826_0_SomethingTheLordMade.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 306px; height: 435px;" src="http://clzimages.com/movie/large/0f/0f_d_53826_0_SomethingTheLordMade.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quase Deuses&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Something The Lord Made, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quase lá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nego que tenho um certo preconceito com filmes feitos para a televisão. Aliás, não só filmes. As atualmente tão enaltecidas séries de TV também não contam com a minha simpatia. Por razões comerciais, geradas pelo público médio que acompanha as produções televisivas, jamais veremos um produção feita para TV atingir o nível artístico de um filme de Fellini ou Antonioni, de um Bergman ou Kubrick. Sei que “jamais” talvez seja um  termo muito forte e claro que muitos vão citar o “Decálogo” de Kieslowski como exemplo de que isso é possível, mas esta é uma rara exceção e as exceções confirmam a regra. E isso por um simples motivo: mesmo uma empresa como a HBO, famosa por supostamente ter produtos diferenciados, mais “refinados” ou “adultos”, tem de estar adstrita ao gosto do seu espectador, mormente o norte-americano, o que pode até terminar resultando em um entretenimento inteligente, mas nunca em uma autêntica obra de arte. Dito isto, resolvi assistir neste domingo a um filme que minha noiva me deu de presente há algum tempo, longa-metragem que ela havia gostado muito e que sempre me cobrava: “você ainda não viu aquele?” *. Trata-se de “Quase Deuses” (Something The Lord Made, 2004), filme produzido pela citada HBO e dirigido por Joseph Sargent. A verdade é que o longa representa o que talvez se possa fazer de melhor dentro da perspectiva comercial do meio televisivo, ou seja, uma obra correta, que prende a atenção do espectador, toca em assuntos sobremaneira relevantes, mas que não consegue alcançar patamares artísticos mais elevados, permanecendo na área do entretenimento inteligente ou mesmo comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama, como normalmente sucede em produções para a televisão (e como isso me faz lembrar o Supercine, nossa...), trata da história real dos médicos Alfred Blalock (interpretado aqui por Alan Rickman) e Vivien Theodore Thomas (Mos Def), responsáveis por importantíssimos avanços na área de cirurgia cardíaca, precursores na técnica que leva à cura de bebês de aparência cianótica, os chamados “bebês azuis”. Blalock era um pesquisador ousado, realizando suas experiências com cachorros, embora também, como geralmente sucede com cientistas, um tanto arrogante e por vezes prepotente. Para cuidar do canil das cobaias, ele contrata o recém desempregado Vivien Thomas, um carpinteiro vítima da crise econômica mundial dos anos 30 que, além de ficar sem trabalho, perdera todas as economias que havia feito para cursar a faculdade de medicina, uma vez que o banco depositário faliu (qualquer semelhança com fatos recentes ou atuais do capitalismo globalizado mão é mera coincidência). Destarte, Blalock vai percebendo que Vivien tem uma enorme facilidade em aprender os conceitos médicos e, além disso, usa o instrumental cirúrgico com grande desenvoltura. A parceria entre os dois gera grandes frutos, mas há um detalhe muito relevante a ser apontado, além da ausência de formação acadêmica de Vivien: ele é negro, isso em uma época em que os afro-americanos sequer podiam sentar perto de um branco dentro de um ônibus. Ou seja, além das limitações impostas pela ausência de formação, ele ainda sofre extremo preconceito, principalmente quando ele e Blalock passam a trabalhar no conceituado hospital universitário Johns Hopkins, onde acaba vítima de ridículas discriminações, como receber o mesmo salário de uma faxineiro devido à cor da sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rickmanistareview.com/something/stlmuntouchables.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 466px; height: 291px;" src="http://www.rickmanistareview.com/something/stlmuntouchables.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, mesmo que seja um longa multifacetado em que vários temas são apresentados, acredito que o foco central de “Quase Deuses” é mesmo a questão racial. Afinal, muito mais do que sua condição social, é a circunstância racial que acaba se colocando como maior obstáculo ao pleno desenvolvimento das faculdades de Thomas. Entretanto, o filme também se mostra ótimo ao delinear a amizade entre os dois, frequentemente colocada à prova diante dos obstáculos e, em igual medida, em razão dos ataques de vaidade e arrogância de Blalock, que em alguns momentos custa a admitir o quanto Thomas lhe é importante não apenas do ponto de vista profissional, como também emocional. Para tanto, a atuação dos atores é essencial e, se Alan Rickman se mostra competente na caracterização de Alfred (muito embora escorregue em alguns momentos com suas tradicionais caretas), Mos Def entrega uma grande atuação como Vivien, emprestando a força e carisma necessários ao personagem. Em outro sentido, o longa deve entusiasmar estudantes da áreas médicas ao detalhar os procedimentos cirúrgicos e as ideias que levaram ao sucesso das experiências, mostrando-se também como um libelo em defesa do progresso da ciência, mesmo que em diversas situações esta possa se apresentar fria e indiferente, mormente no que diz respeito à utilização de cobaias nos estudos (os apaixonados por cachorros poderão sentir especiais calafrios em algumas sequências).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images4.fanpop.com/image/photos/20500000/Alan-in-Some-Like-It-Hot-alan-rickman-20507907-506-316.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 453px; height: 291px;" src="http://images4.fanpop.com/image/photos/20500000/Alan-in-Some-Like-It-Hot-alan-rickman-20507907-506-316.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessante como Sargent exibe uma direção segura, sem acelerar ou alongar a narrativa, que se estende através de enxutos 109 minutos sempre despertando o interesse do espectador, muito embora algumas cenas específicas, onde há um uso acentuado de termos técnicos, possam se tornar entediantes para o público leigo. A reconstituição de época também é muito bem feita, principalmente se pensarmos nos detalhes que uma produção assim exige, uma vez que apresentar instrumentos médicos antigos requer um enorme trabalho de pesquisa. Contudo, há algumas derrapadas típicas de um produto que procura, antes de tudo, agradar, como a utilização equivocada de uma trilha sonora que parece sempre querer dizer ao espectador quais os momentos emocionantes, como se este não tivesse inteligência suficiente para tanto. Ademais, sua conclusão é repleta de momentos catárticos, realizados de forma a enaltecer a mensagem de superação e dignidade que é o cerne do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, é importantíssimo destacar: funciona. À parte as limitações geradas por suas pretensões comerciais, “Quase Deuses” tem passagens realmente comoventes e a história da dupla de médicos, principalmente do prático Vivien Thomas, é indubitavelmente inspiradora. Há uma passagem, inclusive, em que o pai de Thomas, relembrando que seu avô era escravo e que o rapaz agora tinha a oportunidade de estudar em uma universidade, profere uma frase sábia ao afirmar que “as coisas mudam, devagar, mas mudam”. Hoje, ao vermos que um negro é presidente do Estados Unidos, percebe-se o quanto há de verdade em dita afirmação. Pois é, as coisas mudam, e quem sabe um dia a televisão deixa de lado os aspectos mercadológicos para se concentrar apenas no valor artístico que suas obras possam ter? Aqui, ela quase chegou lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q360X1q_c_Y/TsxdWhAgHeI/AAAAAAAAAXM/5iqC8-OHgKI/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-q360X1q_c_Y/TsxdWhAgHeI/AAAAAAAAAXM/5iqC8-OHgKI/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678015871606332898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Te amo, minha Linda :=)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7738347658593303166?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7738347658593303166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7738347658593303166&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7738347658593303166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7738347658593303166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/para-ver-em-um-dia-de-chuva_22.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-q360X1q_c_Y/TsxdWhAgHeI/AAAAAAAAAXM/5iqC8-OHgKI/s72-c/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6345833030337280469</id><published>2011-11-19T09:51:00.010-03:00</published><updated>2011-11-21T11:34:57.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religioso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://login.wordpressors.com/Upload/blogsearcher.wordpressors.com/The%20Song%20of%20Bernadette%20%281945%29%20poster4.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 299px; height: 472px;" src="http://login.wordpressors.com/Upload/blogsearcher.wordpressors.com/The%20Song%20of%20Bernadette%20%281945%29%20poster4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Canção de Bernadette&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(The Song Of Bernadette, 1943)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que creem e os que não creem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante complicado abordar uma temática religiosa em uma obra cinematográfica. A religião é terreno fértil para polêmicas e radicalismos, não apenas por parte daqueles que creem, como também por aqueles que não acreditam (digo até por experiência própria, pois que já vi ateus bastante radicais e mesmo intolerantes). Exemplo já clássico e recente desta afirmativa é o longa-metragem&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/search/label/Religioso"&gt; “ A Paixão de Cristo”&lt;/a&gt; (The Passion Of The Christ, 2004), a super-violenta visão de Mel Gibson acerca do martírio de Jesus Cristo, filme este que foi acusado de antisemitismo e muito criticado pelo excesso de sangue na tela. De qualquer forma, para Gibson, um católico fervoroso adepto de uma da vertentes mais radicais da Igreja, não foi difícil estabelecer um tom para a narrativa, já que ele realizou uma obra extremamente pessoal onde quis e teve o direito de extravasar toda a sua religiosidade, por mais que ela soe distorcida aos olhos da maioria. Já Martin Scorsese sofreu o pão que o diabo amassou devido à sua visão pouco ortodoxa da vida de Jesus em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/search/label/Religioso"&gt;“A Última Tentação de Cristo”&lt;/a&gt; (The Last Temptation Of Christ, 1988), obra que apresenta uma visão consideravelmente humana de um Salvador que se mostra o tempo inteiro suscetível aos desejos e falhas típicos dos homens. Contudo, para um cineasta que não deseje realizar um manifesto religioso ou questionar abertamente alguns dogmas, mas tão somente narrar um fato com significados místicos e sem cair em qualquer forma de proselitismo, encontrar o tom e forma corretos é um caminho deveras difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal feito foi alcançado em boa parte com “A Canção de Bernadette” (The Song Of Bernadette) pelo diretor Henry King, cineasta de filmes como “Almas em Chamas” (Twelve O'Clock High, 1949) e o cultuado&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/trilha-sonora-17.html"&gt; “Suplício de Uma Saudade”&lt;/a&gt; (Love Is A Many Splendored Thing, 1955), neste último dirigindo a mesma Jennifer Jones que alçou ao estrelato com esse trabalho de 1943. King não possui a mesma estatura de outros nomes da Hollywood clássica, como John Huston, Howard Hawks ou o genial John Ford, mas era um bom diretor que, neste caso, acertou em cheio na adaptação da história da aparição da Virgem Maria em Lourdes, cidade da França que até hoje é destino de peregrinação de católicos do mundo inteiro devido aos eventos lá ocorridos. Para tanto, ele utilizou de um tom refinado, sem cair em uma indesejável solenidade que acabaria por afastar emocionalmente o espectador e, ademais, na maior parte do filme, sem apelar para excessos melodramáticos, tentação fácil diante de um mote tão propício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://xfinitytv.comcast.net/api/entity/thumbnail/Movie-100061/640/320"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 466px; height: 233px;" src="http://xfinitytv.comcast.net/api/entity/thumbnail/Movie-100061/640/320" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Talvez King tenha atingido esse resultado por focar a abordagem não nos fatos inusitados que levaram à crença nos milagres de Lourdes, mas nos personagens que vivenciaram a história. E, nesta aspecto, fez-se essencial encontrar em Jennifer Jones a atriz ideal para desempenhar o papel da jovem e frágil Bernadette Soubirous, uma menina de origem bastante humilde e com vários problemas de saúde que limitam, inclusive, o seu desenvolvimento escolar. Por outro lado, é uma pessoa de alma pura, pobre em espírito na melhor acepção da expressão e que, provavelmente devido a isso, é supostamente escolhida para servir como o canal de comunicação entre a Virgem e os moradores de Lourdes. Pertinente ressaltar que Bernadette em nenhum momento se considera santa ou pretende sê-lo. Pelo contrário, ambiciona apenas ter uma vida comum e simples como as moças de sua idade. Só que, obviamente, se nem Cristo agradou a todos não será ela que irá agradar, e a jovem passar a ser alvo não apenas das naturais dúvidas a respeito da veracidade de suas visões, como também da inveja e maledicência alheias, pois que muitos a julgam como uma aproveitadora que quer aparecer às custas da credulidade da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor da protagonista, outros personagens são muito bem construídos, como o promotor Vital Dutour (Vincent Price), um dos líderes aristocratas da região que a princípio se sentem incomodados com a afluência de fiéis à gruta de Massabielle (local das aparições), mas que depois tentam auferir vantagens financeiras dos acontecimentos. Dutour, no entanto, parece ir além nas suas tentativas de desmascarar Bernadette, revelando uma faceta ateia ou agnóstica que não consegue admitir como milagres os fatos fora da normalidade que se verificam na pequena cidade. Ele é contraposto pelo deão da aldeia, o padre Peyramale (Charles Bickford), o qual, depois de sentir a veracidade nas palavras e ações de Bernadette, torna-se seu protetor e defensor. É em um dos diálogos entre o padre e os incrédulos que surge uma frase que se tornaria famosa: “para os que creem, nenhuma explicação é necessária; para os que não creem, nenhuma explicação servirá” - certamente retirada do livro de Franz Werfel no qual se baseou o roteiro de George Seaton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images1.fanpop.com/images/image_uploads/The-Song-of-Bernadette-vincent-price-833310_580_400.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 473px; height: 326px;" src="http://images1.fanpop.com/images/image_uploads/The-Song-of-Bernadette-vincent-price-833310_580_400.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falando em bons personagens, não se pode deixar de lembrar algumas curiosidades que rodeiam a produção. O papel de Bernadette rendeu o Oscar a Jennifer Jones, realizando aqui sua primeira protagonista no cinema. Antes ela havia feito apenas algumas participações em filmes de menor orçamento ainda com seu nome verdadeiro, Phylis Isley (o nome com o qual se tornou famosa foi criado por David O. Selznick, produtor com que se casaria alguns anos mais tarde). Ela disputou a personagem com centenas de outras concorrentes, mas Henry King adorou o viés contido, doce e humilde que atribuiu a Bernadette. Todavia, se Jennifer aparece incontestável como protagonista, o mesmo não se deu com a seleção da atriz para encarnar a Virgem Maria. A escolha recaiu em Linda Darnell, atriz de péssima reputação (apesar de ironicamente costumar interpretar mulheres ingênuas nas telas) e que quase fazia o autor Werfel pedir a exclusão de seu nome nos créditos da película. Mas a verdade é que sua participação se limita quase que a pontas, pois que a Senhora (tratamento usado por Bernadette para a aparição) tem pouco tempo de cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de uma fotografia excelente, que rendeu ainda o prêmio da Academia a Arthur Miller, além de uma bela trilha sonora do mestre Alfred Newman (que renderia a primeira versão em disco de uma trilha de filme a ser comercializada), “The Song Of Bernadette” apenas titubeia na sua conclusão, onde King acaba cedendo a alguns arroubos melodramáticos, além de parecer querer a chancela da Igreja ao incluir, sem mais nem menos, uma imagem da Basílica de São Pedro na última cena. Entretanto, são pequenos defeitos em uma obra ao mesmo tempo sóbria e comovente, certamente capaz até de sensibilizar mesmo os mais céticos. Afinal, para além da crença, Bernadette Soubirous foi um ser humano notável, um exemplo de humildade e plena convicção naquilo que acreditava. É de pessoas de coração puro como o dela que o mundo está carecendo, e nisso qualquer um há de concordar, seja ou não cristão, seja um fundamentalista como Mel Gibson ou um questionador como Scorsese, acreditando ou não em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-soGsqshT4zg/TsenHCCNPWI/AAAAAAAAAXA/-DkK3C3BSWU/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-soGsqshT4zg/TsenHCCNPWI/AAAAAAAAAXA/-DkK3C3BSWU/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676689594570849634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6345833030337280469?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6345833030337280469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6345833030337280469&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6345833030337280469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6345833030337280469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/para-ver-em-um-dia-de-chuva.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-soGsqshT4zg/TsenHCCNPWI/AAAAAAAAAXA/-DkK3C3BSWU/s72-c/Quatro%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8756070333318795791</id><published>2011-11-14T18:44:00.005-03:00</published><updated>2011-11-15T12:02:58.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thriller'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-SETAWwMVCZ4/Tkfjaue4NQI/AAAAAAAAJ4E/gpyvTCjPuVA/s1600/poster%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 313px; height: 441px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-SETAWwMVCZ4/Tkfjaue4NQI/AAAAAAAAJ4E/gpyvTCjPuVA/s1600/poster%2B1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Mensageiro do Diabo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(The Night Of The Hunter, 1955)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Bem, o Mal e o Bicho-pap&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Mensageiro do Diabo” (The Night Of The Hunter), o único filme dirigido pelo respeitado ator Charles Laughton, é uma daquelas obras que fazem parte de um rol especial: as que não foram reconhecidas no seu tempo, ganhando respeitabilidade e sendo descobertas anos depois de seus lançamentos. Isso acontece com uma certa frequência no mundo artístico – não apenas no cinema – bastando lembrar de casos como o do gênio da pintura Vincent Van Gogh ou da obra literária de Franz Kafka. E é uma pena que, tal como estes famosos exemplos, Laughton não tenha vivido o suficiente para ver sua obra alcançar os elogios que sempre mereceu. Contrariamente, viu sua carreira como diretor ser interrompida devido ao fracasso financeiro da produção, não conseguindo mais levar adiante nenhum projeto. Levado à depressão, transformou-se em coadjuvante de luxo dali em diante, em papeis que não lhe exigiam grande esforço. Uma tremenda injustiça histórica com este longa-metragem impressionante, uma espécie de fábula que transmuda para a tela os mais assustadores pesadelos infantis e que nos apresenta um dos mais inesquecíveis vilões da história da Sétima Arte, interpretado por um Robert Mitchum no melhor momento de sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturado como uma alegórica batalha entre o Bem e o Mal, o roteiro se baseia em um romance de Davis Grubb adaptado para as telas por James Agee, responsável pelo script de “Uma Aventura Na África” (The African Queen, 1951) e então no auge da fama e respeito em Hollywood. A trama se concentra na figura do falso pastor Harry Powell (Mitchum), um psicótico que já havia matado diversas viúvas que julgava pervertidas, em uma missão que considerava que lhe havia sido atribuída por Deus. Uma vez preso por outro delito de menor importância, conhece durante os dias na prisão o condenado à morte Ben Harper (Peter Graves), o qual acaba revelando ao primeiro que havia deixado escondida com sua família uma grande quantia em dinheiro fruto de um assalto a banco. Quando libertado, Powelll sai em busca do dinheiro e, para alcançá-lo, aproveita-se da fragilidade emocional da viúva de Harper, Willa (Shelley Winters), casando-se com ela e buscando ganhar a confiança dos dois filhos, o primogênito John (Ben Chapin) e a garotinha Pearl (Sally Jane). O menino, contudo, percebe as intenções nefastas do padrasto, recusando-se a colaborar e tornando os irmãos alvos da ira do falso pregador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/08/nightofthehunter_1955.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 449px; height: 340px;" src="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/08/nightofthehunter_1955.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes trunfos engendrados pelo roteiro e a direção de Laughton é justamente a sensação de total desproteção enfrentada pelo personagem de John, um verdadeiro terror infantil ainda mais acentuado para o espectador porque muitos dos fatos são vistos segundo a perspectiva das crianças.  John é o único que percebe o lado malévolo de Harry Powell, sofrendo a angústia de ser desacreditado pelos adultos à sua volta, a começar pela sua mãe, e não poder contar nem com a própria irmã, já que ela, menor e mais inocente, é facilmente enganada pelo “reverendo” psicopata. Nesta linha, Powell se coloca como a verdadeira encarnação da “velha-debaixo-da-cama”, do “bicho-papão” ou qualquer outro ser imaginário e nefasto que tanto perturbam a imaginação infantil. Algumas sequências, inclusive, possuem um forte tom onírico que reforçam o caráter de fábula da narrativa, tal como a belíssima e estranha sequência dos garotos fugindo pelo rio Ohio ou a aparição de Powell montado em um cavalo visto à distância por John, o que leva este a se perguntar: “ele nunca dorme?”. Como contraponto à força do Mal representada pelo personagem de Mitchum, surge a Sra. Rachel (a lendária Lilian Gish, famosa pelas atuações nos filmes de D. W. Griffith), uma mulher que acolhe crianças órfãs em sua espaçosa propriedade. É ela que protege os irmãos e irá enfrentar diretamente Harry Powell em uma sequência memorável em que impede a entrada do psicopata enquanto este ronda a residência tal como uma raposa espreita um galinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cenas marcantes em “O Mensageiro do Diabo” são mesmo uma constante, dado o brilhantismo da fotografia do veterano Stanley Cortez (que já havia trabalhado, por exemplo, com Orson Welles em “Soberba”) e seus enquadramentos inusitados que remontam ao Expressionismo alemão, por sinal uma das influências assumidas de Laughton, resultando em uma experiência imagética inesquecível. Laughton, inclusive, estabeleceu uma iconografia inimitável na concepção de Powell com suas roupas pretas e brancas, além do uso de tatuagens com as palavras “Amor” e “Ódio” nos dedos das mãos. A queda de braço realizada pelo personagem em uma cena em que explica o embate atemporal entre o Bem e o Mal, cena esta em que as duas mãos com as referidas palavras se abraçam, é simplesmente memorável e brilhante. Uma maneira simples, direta e inteligentíssima de resumir toda a temática do longa. Vale destacar, também, o ritmo de suspense com leves pitadas de humor, onde Laughton parece revelar influências de Hitchcock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.theoneonefour.com/wp-content/uploads/2010/02/vlcsnap-2078027.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 498px; height: 374px;" src="http://www.theoneonefour.com/wp-content/uploads/2010/02/vlcsnap-2078027.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto altíssimo é o elenco. Todos os atores entregam grandes performances, incluindo o elenco infantil. Curioso que havia um mito de que Laughton não gostava de trabalhar com crianças e que teria sido Mitchum o responsável por orientá-las nas filmagens. Essa teoria caiu por terra depois que foram descobertos negativos escondidos na velha casa de Laughton nos quais há imagens do mesmo orientando o elenco e que, ao contrário do que se falava, ele dedicava especial atenção aos pequenos. Talvez o maior trabalho para Laughton tenha se dado com Shelley Winters, pois que a mesma teve dificuldades em incorporar o necessário sotaque sulista de Willa Harper e também de encontrar o tom certo para a sua fragilidade. Lilian Gish, como era de se esperar, está perfeita como a citada Sra. Rachel, personagem muito carismática e que, como dito mais acima, representa a grande antagonista de Harry Powell. Um belo retorno após alguns anos de afastamento das câmeras. Entretanto, é mesmo Robert Mitchum, um dos atores mais injustiçados de Hollywood, quem domina as atenções. Em uma composição impecável, ele empresta um ar a só tempo misterioso, ameaçador e sedutor a Powell, criando um vilão perturbador e único. Ademais, jamais sabemos o quanto ele acredita ou não nas palavras religiosas que profere, nunca ficando exposto o quanto há de hipocrisia em seu comportamento. Laurence Olivier havia sido convidado para o papel, mas a escolha final por Mitchum não poderia ser mais acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com várias citações bíblicas que só enriquecem as metáforas e analogias propostas ao longo de sua projeção (é bom lembrar que Laughton era famoso por suas declamações das Escrituras), “The Night Of The Hunter” é uma experiência singular que com certeza se coloca entre aquelas que você tem de ver antes de morrer. Um filme que não parece com nada que você já viu, talvez até porque ele tenha ficado esquecido por vários anos e Charles Laughton não tenha tido oportunidade de continuar como cineasta. Uma pena. De qualquer forma, você cinéfilo tem a obrigação de reparar este erro histórico e fazer com que este longa-metragem recupere cada vez mais o status que lhe é próprio dentro da Sétima Arte, qual seja, o de autêntica obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação e nota: Obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8756070333318795791?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8756070333318795791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8756070333318795791&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8756070333318795791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8756070333318795791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SETAWwMVCZ4/Tkfjaue4NQI/AAAAAAAAJ4E/gpyvTCjPuVA/s72-c/poster%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-9147799684268520511</id><published>2011-11-11T18:39:00.005-03:00</published><updated>2011-11-11T23:15:51.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><title type='text'>A volta de Billy Crystal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://latimesblogs.latimes.com/.a/6a00d8341c630a53ef015436c71f3a970c-600wi"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 504px; height: 252px;" src="http://latimesblogs.latimes.com/.a/6a00d8341c630a53ef015436c71f3a970c-600wi" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. Depois de Brett Ratner ter sido convidado a se demitir - mais ou menos como os ministros envolvidos em casos de corrupção em Brasília - da função de produtor do Oscar 2012 depois de comentários homofóbicos, dando lugar a Brian Grazer (produtor de filmes como "Uma Mente Brilhante" e "O Código da Vinci"), a academia agora  convida Billy Crystal para retomar o posto que nunca deveria ter deixado: o de apresentador da festa anual de entrega do prêmio mais famoso do mundo. Com a saída de Ratner, Eddie Murphy também abandonou o barco e o mais coerente seria mesmo trocar o incerto pelo certo. Até a tuitada de Crystal comentando sua volta ao Oscar já demonstra que a escolha foi certeira: "vou fazer novamente o Oscar para que a moça da farmácia pare de perguntar &lt;em&gt;'qual é meu nome mesmo?'&lt;/em&gt; quando vou pegar remédios". Ainda acho que o Oscar seria bem melhor se apenas se preocupasse em entregar as estatuetas sem gracinhas ou embromações (como opinei &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/eddie-murphy-no-oscar-2012.html"&gt;em outra ocasião&lt;/a&gt;), mas, já que é para ter piadas, que pelo menos possam contar com o sempre acertado Billy. Ainda bem que Deus iluminou a cabeça desses executivos que já estavam até pensando em colocar os Muppets como apresentadores...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-9147799684268520511?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/9147799684268520511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=9147799684268520511&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/9147799684268520511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/9147799684268520511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/volta-de-billy-cristal.html' title='A volta de Billy Crystal'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4763467519684497340</id><published>2011-11-08T15:39:00.008-03:00</published><updated>2011-11-09T19:10:11.318-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thriller'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Contágio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7MBsYEmfQ68/TjNYpkwezVI/AAAAAAAAACQ/gqnAUhUnySk/s1600/Contagion%2BArtwork.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 307px; height: 440px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7MBsYEmfQ68/TjNYpkwezVI/AAAAAAAAACQ/gqnAUhUnySk/s1600/Contagion%2BArtwork.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Thriller hipocondríaco televisivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Traffic” (2000), Steven Soderbergh usou do recurso das narrativas paralelas que apresentam pontos de interseção para tentar dissecar o porquê da quase impossibilidade de erradicação do tráfico de drogas internacional. Contando com elenco estelar e competente, o qual incluiu Michael Douglas, Catherine Zeta-Jones, Benício Del Toro e Don Cheadle, “Traffic” impressionou não apenas por mostrar os meandros da máfia das drogas, como também por conseguir construir sólidos dramas através de personagens muito bem desenvolvidos mesmo dentro de um mosaico de narrativas. A experiência foi tão bem sucedida que rendeu a Sodebergh o Oscar de melhor diretor naquele ano e, diga-se de passagem, com bastante justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, foi procurando repetir o êxito do citado longa-metragem que Soderbergh concebeu este “Contágio” (Contagion), usando dos mesmos recursos de narrativas paralelas que se interligam e elenco de astros tarimbados para situações de forte apelo dramático – além de capazes de levar o público às salas apenas por sua presença na tela. Estão lá Matt Damon, Jude Law, Laurence Fishburne, além das oscarizadas Kate Winslet, Marion Cotillard e Gwyneth Paltrow, cuja morte da respectiva personagem revelada ainda no trailer chegou a causar uma certa polêmica. Afinal, como um material promocional poderia trazer um spoiler dessa magnitude? A verdade é que não se tratou de um spoiler, uma vez que a personagem de Gwyneth, Beth Emhoff, morre logo no início da trama, vítima de um vírus misterioso e altamente contagioso que poderá levar à morte milhões de pessoas ao redor do planeta. Já se percebe, desta forma, que Gwyneth não tem muito tempo em cena, sendo sua participação quase que reduzida a pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior problema de “Contágio” seja o fato de que não apenas a personagem da esposa de Chris Martin tenha um tempo reduzido na tela, mas que praticamente todos os papeis quase se limitam a isso. Tantos são os personagens e ações distintas que não há tempo na projeção nem profundidade no roteiro para que o espectador nutra interesse ou empatia por alguns ou mesmo apenas um deles. Isso acaba resultando, inclusive, em atuações apagadas de todos os envolvidos e acredito que não por culpa dos mesmos, mas, como dito, do roteiro (escrito por Scott Z. Burns, que já havia trabalhado com Soderbergh em “O Desinformante”) excessivamente fragmentado e dispersivo, induzindo o próprio público à dispersão. Tamanho é o emaranhado engendrado que algumas pontas da narrativa ficam simplesmente sem desfecho, como no caso da personagem de Cottilard, a qual some a certa altura da película e depois resta simplesmente esquecida. Sucede que apenas um personagem tem começo, meio e fim, o marido da citada Beth, Mitch Emhoff, mas mesmo este, interpretado por um Matt Damon no piloto automático, é caracterizado com incoerências graves. Ele é aparentemente imune ao novo e letal vírus, mas mesmo assim ninguém se preocupa em estudar seu DNA ou qualquer coisa que o valha. Entretanto, vale dizer que nele se concentra o único núcleo que traz algum interesse dramático, possuindo uma filha adolescente que não pode se relacionar com os rapazes de sua idade devido ao perigo de transmissão da doença. Um outro que ainda aparece com um certo destaque é Jude Law ao interpretar um blogueiro que desafia as autoridades - personagem este que lembra Julian Assange e o seu Wikileaks. Aliás, se ainda sentimos alguma empatia pelos tipos na tela é porque já conhecemos seus intérpretes de longa data, o que facilita bastante uma maior aproximação com o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.getthebigpicture.net/storage/jbaldwin/contagion-movie1.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1315376237373"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 473px; height: 317px;" src="http://www.getthebigpicture.net/storage/jbaldwin/contagion-movie1.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1315376237373" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, em um aspecto o filme se mostra bastante eficiente: o de gerar a paranoia na plateia. Com closes em mãos e rostos, além de um roteiro que faz questão de ser didático em esclarecer as formas de transmissão de doenças viróticas, “Contágio” se coloca como um verdadeiro thriller da hipocondria, fazendo cada um da sair da sala de cinema com medo até de passar as mãos no rosto ou apertar a mão de um conhecido (principalmente diante do desfecho que realça à enésima potência a nossa fragilidade). Neste ponto termina lembrando bastante “Epidemia” (Outbreak), longa de Wolfgang Petersen lançado em 1995 (que também contou com astros como Dustin Hoffman e Morgan Freeman) realizado na esteira do pânico gerado pelo Ebola, um outro vírus letal e ainda mais agressivo que o H1N1 que inspirou o trabalho de Soderbergh, não sendo por acaso que o vírus do enredo é denominado MEV-1. Ou seja, parece que essas epidemias cíclicas e inevitáveis acabam gerando sempre algum correspondente cinematográfico disposto a explorar a neurose mundial que sempre vem com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é também na análise das consequências de uma pandemia desenfreada que reside um dos trunfos do longa, sendo Soderbergh muito feliz em mostrar que certos vícios da sociedade, como o egoísmo e a corrupção, são ainda mais acentuados em situações limite como as apresentadas. E que, mesmo diante do caos, ainda há aqueles que conseguem manter a sanidade e doar seus esforços para a coletividade. Claro, está longe da profundidade de um &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/10/ensaio-sobre-cegueira.html"&gt;“Ensaio Sobre a Cegueira”&lt;/a&gt; (principalmente da obra literária de José Saramago), mas não se pode negar que há interesse nos conflitos e ideias presentes na narrativa, mesmo que às vezes um tanto rarefeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos afirmam hoje que Steven Soderbergh é um diretor superestimado e que esse seu novo trabalho seria mais um exemplo disso. Não chego a tanto. É inegável que Soderbergh é realmente um ótimo cineasta (seu passado que o diga). Porém, talvez devido ao seu caráter prolífico, acaba por denotar uma visível irregularidade e este “Contágio” faz parte de um dos pontos baixos do eletrocardiograma que se tornou sua carreira. Um produto com uma premissa que poderia render bem mais que o resultado mediano que se vê na tela, o qual, mesmo que não chegue a ser chato,  por vezes faz lembrar um filme produzido para a TV. E, sim, tal afirmação significa que não precisa pagar caro para vê-lo no cinema, a menos que você faça o gênero hipocondríaco que sinta prazer em ver suas neuras radiografadas na telona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZvXc5oYl4Zo/Trl38hzAhEI/AAAAAAAAAW0/WlGcveuOL9c/s1600/Tr%25C3%25AAs%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZvXc5oYl4Zo/Trl38hzAhEI/AAAAAAAAAW0/WlGcveuOL9c/s400/Tr%25C3%25AAs%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672697087398020162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 7,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4763467519684497340?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4763467519684497340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4763467519684497340&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4763467519684497340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4763467519684497340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/contagio.html' title='Contágio'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7MBsYEmfQ68/TjNYpkwezVI/AAAAAAAAACQ/gqnAUhUnySk/s72-c/Contagion%2BArtwork.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7673895177521732561</id><published>2011-11-01T23:46:00.004-03:00</published><updated>2011-11-02T00:14:57.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><title type='text'>Trilha Sonora #20</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://movies.popcrunch.com/wp-content/uploads/2009/03/watchmen-movie-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 379px; height: 585px;" src="http://movies.popcrunch.com/wp-content/uploads/2009/03/watchmen-movie-poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gostei muito da adaptação de&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/03/watchmen-o-filme.html"&gt; "Watchmen" &lt;/a&gt;para o cinema, pois a considero bastante inferior à HQ que lhe deu origem. Todavia, não posso negar o brilhantismo de sua sequência inicial de créditos, uma da melhores que já vi. Talvez porque Zack Snyder seja oriundo dos videoclipes, ele soube casar à perfeição as imagens com a famosa música de Bob Dylan "The Times They Are A-Changin' ". Acompanhe no video abaixo a canção e as imagens (o que acaba tornando este post uma mescla com a série "Quero Ver Novamente"). De arrepiar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/25240806?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" allowfullscreen="" frameborder="0" height="240" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/25240806"&gt;The Times They Are A-Changin Watchmen Intro 2009&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user3564211"&gt;Simon Morgenstern&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7673895177521732561?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7673895177521732561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7673895177521732561&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7673895177521732561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7673895177521732561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/11/trilha-sonora-20.html' title='Trilha Sonora #20'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8527323231724456413</id><published>2011-10-30T17:51:00.005-03:00</published><updated>2011-10-30T18:05:32.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>O Palhaço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.ondever.com.br/filmes/capas/o-palhaco-2256.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 304px; height: 438px;" src="http://img.ondever.com.br/filmes/capas/o-palhaco-2256.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Risos e intimismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias, em uma entrevista na TV, Selton Mello disse que há 30 anos nutre a dúvida de realmente ter feito a escolha certa ao seguir a carreira de ator, sentimento que até já o levou a momentos de depressão. Tendo conhecimento dessa circunstância podemos perceber que “O Palhaço”, o seu segundo filme na direção (o primeiro foi “Feliz Natal”, em 2008), possui linhas extremamente autorais. Afinal, Benjamim/Pangaré, o palhaço sem carteira de identidade e CPF que o ator e diretor interpreta no longa que teve sua estreia nacional na última sexta-feira, é um artista circense que se vê desmotivado com a vida que escolheu. Ou, pior ainda, que talvez não tenha escolhido, mas apenas herdado, dado que seu pai Valdemar (Paulo José), o dono do circo Esperança, também encarna o palhaço Puro Sangue, fazendo dupla com o filho no picadeiro. Destarte, tal sentimento de “destino imposto” é apenas mais um dos que fazem Benjamim oscilar. As limitações financeiras da vida mambembe, que chegam a transformar a compra de um mero ventilador em um “sonho de consumo”, também lhe fazem desejar seguir outro rumo, assim como a sensação de que o circo também prejudica muito a sua vida afetiva, impedindo-o de constituir laços sólidos com uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, vê-se que Selton soube levar o drama de Benjamim para além de uma questão unidimensional, assim como o são realmente as nossas escolhas e indecisões. O próprio fato de não possuir uma carteira de identidade serve como metáfora direta de que o referido palhaço ainda não sabe exatamente quem é e que quer ser. Da mesma maneira, o diretor teve a sabedoria de não transformar o enredo (com roteiro escrito pelo próprio Selton em parceria com Marcelo Vindicato) em um dramalhão acentuado, algo que poderia facilmente acontecer em mãos menos talentosas. Pelo contrário. A despeito do tom circunspecto que imprimiu a Pangaré, o longa, na maior parte do tempo, leva o espectador ao riso, sempre contrapondo o drama do protagonista a situações inusitadas e engraçadas, o que, por vezes, realça ainda mais o sentimento de solidão do mesmo. Dar ao riso efeitos intimistas é coisa para poucas obras e esta se destaca justamente por conseguir tal resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/09/21/cena-do-filme-o-palhaco-1316636022977_615x300.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 480px; height: 234px;" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/09/21/cena-do-filme-o-palhaco-1316636022977_615x300.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessante observar que boa parte da narrativa se desenvolve de forma bastante visual. As inquietações de Benjamim são principalmente percebidas através de imagens, como, para citar um exemplo, os constantes olhares deste para os ventiladores, denotando o seu enorme desejo de possuir o aparelho. Além disso, as próprias apresentações circenses da trupe do Esperança funcionam como um elemento narrativo importante, servindo para contar a estória ao mesmo tempo que se colocam como marcos na psique do protagonista e ainda como revelação de conflitos latentes entre os personagens, como a insatisfação de Benjamim a respeito do relacionamento de seu pai com uma mulher bem mais jovem e atraente (Giselle Motta), mas de caráter bastante duvidoso. Interessante que os conflitos praticamente não são verbalizados, mas acabam percebidos pelo público sem que seja empreendido muito esforço, mais uma vez demonstrando que acreditar na inteligência do espectador é sempre uma atitude extremamente bem-vinda em uma obra cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para contar uma narrativa de maneira tão visual e eficiente, a fotografia de Adrian Teijido dá uma enorme contribuição, sempre captando à perfeição as expressões dos personagens, com enquadramentos inteligentes e inusitados e sabendo utilizar muito bem os close-ups – algo raro no cinema brasileiro, que costuma exagerar nesse quesito por influência da televisão. A fotografia e a edição (do próprio Selton em parceria com Marília Moraes), ademais, nos dão por diversas vezes a sensação de estarmos realmente em um circo, uma impressão interessantíssima que me fez relembrar imediatamente as oportunidades em que de fato estive sob uma lona de picadeiro, fazendo-me rir como um garoto ao ver as palhaçadas de Pangaré e Puro Sangue. Aliada às ótimas montagem e fotografia está a trilha sonora, belíssima e sem cair em qualquer pieguice, culminando com a inserção de uma canção famosa na voz de Moacyr Franco, cantor hoje um tanto esquecido e que por sinal faz uma breve, embora bastante marcante e divertida, participação no longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.portalrcr.com.br/radios/105/config/objetos/imagem.php?foto=MzU0OTY0MzIyMzczOTE4NDA5ODAgMTY1MTExMjcwNDI1MjA4MzcwMzkgMTQ5MTU2MzU1MzAyMzY4MDIwNDQgODQyMTg3NDc4ODcwMDcwMzUwMTYgNjc4MjIzMDcyODQ5"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 499px; height: 334px;" src="http://www.portalrcr.com.br/radios/105/config/objetos/imagem.php?foto=MzU0OTY0MzIyMzczOTE4NDA5ODAgMTY1MTExMjcwNDI1MjA4MzcwMzkgMTQ5MTU2MzU1MzAyMzY4MDIwNDQgODQyMTg3NDc4ODcwMDcwMzUwMTYgNjc4MjIzMDcyODQ5" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E Moacyr não é o único artista esquecido a ser resgatado por Selton na produção. Revelando aqui as influências de Quentin Tarantino (cineasta que declaradamente é uma de suas maiores referências), Selton convidou figuras queridas e pouco lembradas como Ferrugem e Jorge Loredo (o Zé Bonitinho, lembram?) para também fazerem curtas e bem-humoradas pontas, ideia que deu ainda mais brilho ao competente elenco, mesmo que formado essencialmente por atores pouco conhecidos do grande público (uma das poucas exceções é a do seu irmão Danton). O show, entretanto, fica mesmo por conta da dupla Selton e Paulo José. Curioso que o diretor não pensava para si mesmo o papel de Benjamim/Pangaré, tendo primeiramente convidado Wagner Moura e Rodrigo Santoro para assumi-lo. Contudo, como ambos estavam já envolvidos em outros projetos que coincidiam com os prazos de “O Palhaço”, impossibilitando suas participações, sugeriram que o próprio diretor interpretasse o papel central. E este demonstra mais uma vez ser um dos melhores atores de sua geração, mesmo que esteja hoje querendo se dedicar mais à direção. Já Paulo José (amigo pessoal de Selton), além de sua ótima e contida atuação, nos entrega um verdadeiro exemplo de superação e amor à arte tendo em vista as dificuldades que hoje passa devido à doença de Parkinson que o acomete há anos e que o levou a implantar um eletrodo no cérebro para voltar a controlar os movimentos, muito embora ainda apresente hoje acentuada dificuldade na fala (não percebida na projeção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, diante do tema circense, sempre somos levados às lembranças da obra do gênio Federico Fellini e, inevitavelmente, suas influências também se fazem sentir - alguns momentos me remeteram imediatamente a &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/11/quero-ver-novamente-8.html"&gt;“A Estrada da Vida”&lt;/a&gt; (La Strada, 1954), inclusive a sua cena inicial, e a crise pela qual passa Benjamim relembra o Guido de “8 1/2”. Tal circunstância, entretanto, acaba sendo mais um elogio a esta obra de Selton, o qual se qualifica como um dos melhores diretores em atividade no Brasil já no seu segundo trabalho por trás das câmeras. Aliás, se pensarem este filme para uma possível campanha para o Oscar 2013 (já que para 2012 o nosso concorrente será &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/10/tropa-de-elite-2.html"&gt;“Tropa de Elite 2”&lt;/a&gt;) acredito que ele terá ótimas chances, pois mesmo o cinema mundial está carente de obras tão sensíveis e intimistas, filmes que fazem o público ser tocado ao mesmo tempo em que dá boas risadas na sala de exibição. Poucos autores atingiram este feito (Charles Chaplin, outro produtor-diretor-roteirista-ator, é o primeiro que me vem à mente) e Selton Mello conseguiu, qualificando-se, desta forma, como um autor de primeira linha e que parece ter um futuro brilhante pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PUI0BJtm5xk/Tq25CmYN4kI/AAAAAAAAAWc/yvUdqASJwEg/s1600/Cinco%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PUI0BJtm5xk/Tq25CmYN4kI/AAAAAAAAAWc/yvUdqASJwEg/s400/Cinco%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669390960242319938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 10,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8527323231724456413?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8527323231724456413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8527323231724456413&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8527323231724456413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8527323231724456413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/o-palhaco.html' title='O Palhaço'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PUI0BJtm5xk/Tq25CmYN4kI/AAAAAAAAAWc/yvUdqASJwEg/s72-c/Cinco%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1900892293193169883</id><published>2011-10-28T15:58:00.014-03:00</published><updated>2011-10-29T14:23:29.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>7 robôs marcantes do cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a estreia de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/gigantes-de-aco.html"&gt;“Gigantes de Aço”&lt;/a&gt;, longa onde robôs ocupam o lugar dos humanos nos ringues, o Cinema Com Pimenta publica uma lista (mais uma delas) destes seres artificiais responsáveis por momentos marcantes na Sétima Arte. Como sempre, a lista segue com 7 itens. Confira abaixo, sem ordem de preferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-cJC5T31F0XQ/Tqr8ob6pEQI/AAAAAAAAAVo/vx7OJlvjhXs/s1600/Hal%2B9000.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 419px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-cJC5T31F0XQ/Tqr8ob6pEQI/AAAAAAAAAVo/vx7OJlvjhXs/s400/Hal%2B9000.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668620852617875714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;HAL 9000&lt;/span&gt; – Sem dúvida, o personagem mais marcante de “2001 – Uma Odisseia No Espaço”. Kubrick foi um dos pioneiros na abordagem da inteligência artificial no cinema e HAL se consagrou como o ícone máximo do embate homem-máquina, mostrando que não apenas possuía inteligência, mas também sentimentos! (???). Paranoico que só ele, HAL ameaça a tripulação da nave Discovery após descobrir que será desativado. Inesquecível a sequência em que ele implora a Dave para não ser desligado, tentando se fazer de inocente e apelando para a compaixão do astronauta. Momento genial de um filme que é inteiramente genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YqkIIMWA6bA/Tqr9_KPM0bI/AAAAAAAAAWA/jlgo41vIDB4/s1600/R2-D2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 433px; height: 323px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YqkIIMWA6bA/Tqr9_KPM0bI/AAAAAAAAAWA/jlgo41vIDB4/s400/R2-D2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668622342520885682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R2-D2&lt;/span&gt; – O robozinho querido de todo fã da série “Guerra nas Estrelas”, em contraposição ao chatíssimo C3PO. Por sinal, o que seria de Luke Skywalker sem ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lM2FjD0YlQM/Tqr_3e79MjI/AAAAAAAAAWM/iJpTnrmhdx8/s1600/wall-e.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 438px; height: 391px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lM2FjD0YlQM/Tqr_3e79MjI/AAAAAAAAAWM/iJpTnrmhdx8/s400/wall-e.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668624409661616690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wall -E&lt;/span&gt; – Outro robô diminuto, mas inesquecível. Wall – E, habitante de um planeta Terra transformado em lixão, é mais humano que a maioria dos seres humanos. Um robô com alma de artista, protagonista do &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/wall-e.html"&gt;filme&lt;/a&gt; que leva seu nome. A Pixar atinge aqui um dos seus melhores momentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-W0wR9teFBvA/Td3oomIm4BI/AAAAAAAAC28/-Piqj5oYLnk/s1600/blade-runner-rachel-714793.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 583px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-W0wR9teFBvA/Td3oomIm4BI/AAAAAAAAC28/-Piqj5oYLnk/s1600/blade-runner-rachel-714793.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rachael&lt;/span&gt; – A replicante interpretada por Sean Young em “Blade Runner – O Caçador de Androides” encanta Deckard (personagem de Harrison Ford) e o público com sua sensibilidade e a angústia de descobrir que é um ser artificial e não uma humana. Filosofia pura naquele que talvez seja o melhor filme de Ridley Scott! Bom, “Alien – O Oitavo Passageiro” também fica no páreo, mas “Blade Runner” é obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vX778IUWfGE/TS8SOtn_6LI/AAAAAAAACJw/WV59hDhI1yM/s1600/A.I.+Intelig%25C3%25AAncia+Artificial.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 504px; height: 336px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vX778IUWfGE/TS8SOtn_6LI/AAAAAAAACJw/WV59hDhI1yM/s1600/A.I.+Intelig%25C3%25AAncia+Artificial.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;David &lt;/span&gt;– Protagonista de “A.I. - Inteligência Artificial”, um garoto robô (papel de Haley Joel Osment) que deseja ser um menino normal e pede à Fada Azul que realize o seu sonho. O filme seria perfeito se terminasse justamente com David pedindo à Fada que o transformasse em um menino de verdade. Mas Spielberg, com sua tendência ao sentimentalismo, tratou de nos oferecer aquele final com jeito de comercial de amaciante Fofo. Uma quase obra-prima com um deslize grande no fim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W6rCYmHVQPk/S7a3O93W_GI/AAAAAAAABmM/__pF_FllDu4/s1600/terminator1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 504px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6rCYmHVQPk/S7a3O93W_GI/AAAAAAAABmM/__pF_FllDu4/s1600/terminator1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;T-800&lt;/span&gt; – Arnold Schwarzenegger já havia despontado para os holofotes em “Conan, o Bárbaro”, mas foi como o androide caçador de John Connors em “O Exterminador do Futuro” que ele se transformou em um grande astro. O filme teve mais três continuações, com outros robôs com a missão de destruir o futuro líder da resistência dos humanos contra as máquinas, mas nenhum foi tão carismático quanto o personificado por Arnoldão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_JnYdydEJQ3g/TPSn6G6B9EI/AAAAAAAAJjg/rpmbRXOfV1c/pic4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 512px; height: 384px;" src="http://lh6.ggpht.com/_JnYdydEJQ3g/TPSn6G6B9EI/AAAAAAAAJjg/rpmbRXOfV1c/pic4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria&lt;/span&gt; – A precursora de todos os robôs do cinema é a imagem mais marcante e icônica de “Metrópolis”, o clássico da ficção-científica dirigido por Fritz Lang em 1927. Na verdade, a robô Maria é a contraparte malévola da personagem de mesmo nome que funciona como uma líder dos trabalhadores oprimidos pelo Mestre na cidade onde se passa a trama. Filme para ser visto e revisto e que eu estou precisando rever!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, imagino que você deva ter os seus preferidos. Fique à vontade para discordar ou concordar aí nos comentários. Afinal, listas só servem para isso mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1900892293193169883?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1900892293193169883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1900892293193169883&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1900892293193169883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1900892293193169883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/7-robos-marcantes-do-cinema.html' title='7 robôs marcantes do cinema'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cJC5T31F0XQ/Tqr8ob6pEQI/AAAAAAAAAVo/vx7OJlvjhXs/s72-c/Hal%2B9000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-372313664485907701</id><published>2011-10-23T17:54:00.005-03:00</published><updated>2011-10-25T22:54:21.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Gigantes de Aço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-QMJwFb-y76M/TqdneP7v6sI/AAAAAAAAAVA/pFlcmiq211c/s1600/real-steel-international-poster-01.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 326px; height: 482px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QMJwFb-y76M/TqdneP7v6sI/AAAAAAAAAVA/pFlcmiq211c/s400/real-steel-international-poster-01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667612425439931074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agradável &lt;span style="font-style: italic;"&gt;déjà vu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela sensação de já ter vivido ou visto alguma coisa antes, também conhecida como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;déjà vu&lt;/span&gt;? Os cientistas costumam explicá-la como um momento em que o cérebro ativa a região responsável pela memória logo após um fato ter sido visto ou vivenciado. No caso da arte, entretanto, principalmente do cinema norte-americano e sua atual crise de criatividade, não se trata exatamente de um fenômeno psíquico. Pelo contrário, o mais comum é realmente termos visto aquela estória narrada na tela em algum outro filme pretérito, normalmente uma produção que teve boa aceitação por parte do público no passado, mas que já não está tão fresca na mente das novas gerações, possibilitando que talvez elas aceitem a proposta como possuindo algo de original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;déjà vu&lt;/span&gt; percorre toda a duração de “Gigantes de Aço” (Real Steel), longa que vem ocupando o topo das bilheterias norte-americanas e que teve sua estreia no Brasil na última sexta-feira. Falando sério (não confunda com a música de Roberto Carlos): seu roteiro parece uma colagem de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/filmes-para-ver-antes-de-morrer_29.html"&gt;“Rocky, Um Lutador”&lt;/a&gt; (Rocky, 1976), “O Campeão” (The Champ, 1979) e ainda outro com Sylvester Stallone, “Falcão - O Campeão dos Campeões” (Over The Top, 1987). Deste último, até o caminhão do personagem central está presente na trama, a qual apresenta como fio de originalidade a ideia de um futuro próximo em que as lutas esportivas entre seres humanos, como o boxe e o MMA, foram substituídas por lutas entre robôs, aptas a deixar extravasar toda a violência desejada pelas plateias. É nesse contexto que Charlie Kenton (Hugh Jackman), um ex-boxeador que chegou a ser o número 2 do mundo, tenta hoje sobreviver – sempre ajudado por Bailey Tallet (Evangeline Lilly), seu interesse romântico e filha do dono da academia onde treinava -  comprando robôs de segunda mão para participar de lutas em ringues de apostas ilegais, sonhando em um dia chegar ao circuito profissional, o chamado WRB. Depois da perda de mais um robô e sem dinheiro para reconstruí-lo ou comprar um outro, Kenton recebe a notícia de que a mãe de seu filho Max (Dakota Goyo) faleceu, forçando-o a uma necessária aproximação com o garoto. Este, por sua vez, é fã das lutas de robôs, sabendo até mais do que o pai todos os detalhes do circuito profissional. Em certa oportunidade, os dois acabam encontrando em um lixão um antigo robô que servia apenas como sparring de outros lutadores e o menino, apesar da relutância do pai, cisma em transformá-lo em um campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.spotlightreport.net/wp/wp-content/uploads/2011/10/Real-Steel-2011-Movie-Image-2-600x310.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 475px; height: 245px;" src="http://www.spotlightreport.net/wp/wp-content/uploads/2011/10/Real-Steel-2011-Movie-Image-2-600x310.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A partir desta sinopse, já dá pra perceber os caminhos que o enredo irá trilhar. Estão lá o velho drama de reaproximação de pai e filho, os quais inevitavelmente acabarão se entendendo. Também vemos a antiga história de superação de um Davi enfrentando um Golias, no melhor estilo do citado “Rocky”. Ou seja, o roteiro (escrito por John Gatins, Michael Caton-Jones e Sheldon Turner e baseado em um conto de Richard Matheson) é salpicado de clichês já previamente estabelecidos, com várias citações a clássicos do subgênero que na realidade beiram o plágio descarado. Estas circunstâncias tinham tudo para transformar “Gigantes de Aço” em um desastre, mas não é o que acontece devido à direção de Shaw Levy (responsável pelos dois “Uma Noite No Museu”) que, mesmo diante da previsibilidade da narrativa, consegue imprimir a ela um ótimo ritmo, além de nos brindar com sequências muito bem realizadas e envolventes, tanto naquelas que mostram a relação de pai e filho - onde percebemos nitidamente o dedo sentimental de Steven Spielberg, produtor executivo do longa - quanto nas fantásticas cenas de luta, coreografadas com excelência (contaram com a orientação do lendário campeão Sugar Ray Leonard) e que nos brindam com incríveis efeitos especiais que nos fazem acreditar que estamos diante de robôs de verdade, neste ponto só comparáveis aos da série “Transformers”. Desta forma, apesar de seu caráter previsível, o filme nunca se torna chato ou entendiante, mesmo que em certos momentos inevitavelmente busque emoções fáceis como ao inserir uma trilha sonora piegas e redundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também para o seu sucesso colabora o elenco competente, mesmo que não excepcional. Hugh “Wolverine” Jackman pode não ser um ator excepcional, mas conta sempre com seu inegável carisma, além de possuir um físico perfeitamente adequado para encarnar um ex-lutador boxe. Já o garoto Dakota Goyo, apesar de aparentar um certa artificialidade em algumas cenas, compensa estas com outras onde demonstra que pode ter grande futuro, principalmente nas sequências finais da projeção. Por outro lado, a rapidez com que Charlie e Max resolvem seus conflitos acaba incomodando. Afinal, o garoto foi esquecido pelo pai ao longo de anos e a proximidade e cumplicidade que os dois adquirem em curto espaço de tempo terminam soando inverossímeis. Igualmente inverossímil é a capacidade de Max em consertar e rearranjar a engenharia dos robôs, algo complexo demais para um menino de 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, é bom ter em mente o público para o qual o longa é voltado. Trata-se de um entretenimento basicamente destinado a garotos que estão justamente na faixa etária entre 10 e 13 anos e que certamente deixarão as salas bastante satisfeitos com o que viram. Se estivesse nessa idade com certeza sairia do cinema vibrando com o filme e veria diversas reprises. Todavia, como já passei dessa fase e já vi os filmes que o inspiraram, saí apenas com a sensação de ter vivido um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;déjà vu, &lt;/span&gt;ainda que muito agradável e atualizado para um público do século XXI com pouca memória cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-TMgZmBk5BDM/TqR_amDlAII/AAAAAAAAAU0/N66iXpM3LyE/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TMgZmBk5BDM/TqR_amDlAII/AAAAAAAAAU0/N66iXpM3LyE/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666794326007808130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-372313664485907701?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/372313664485907701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=372313664485907701&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/372313664485907701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/372313664485907701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/gigantes-de-aco.html' title='Gigantes de Aço'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QMJwFb-y76M/TqdneP7v6sI/AAAAAAAAAVA/pFlcmiq211c/s72-c/real-steel-international-poster-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-2204439816417228651</id><published>2011-10-22T15:32:00.005-03:00</published><updated>2011-10-22T15:51:33.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trailers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Animações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novas Produções'/><title type='text'>Aguardando por Tintim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-JnA10aWY47Y/TdIxFwRg_uI/AAAAAAAAADM/Ay4jU1wO5sw/s1600/Tintin%2BMovie.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 515px; height: 376px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JnA10aWY47Y/TdIxFwRg_uI/AAAAAAAAADM/Ay4jU1wO5sw/s1600/Tintin%2BMovie.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já estou em grande expectativa pela estreia de "As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne". O ótimo personagem saído das HQs de Hergé terá sua adaptação, como muitos já devem estar sabendo, dirigida por Steven Spielberg e produzida por Peter Jackson. Já estão previstas mais duas sequências. No próximo filme, as posições serão invertidas, com Jackson assumindo a direção. Para o terceiro, existe a possibilidade de que James Cameron fique com a batuta. Os trailers do primeiro episódio, um dos quais você pode ver abaixo, são bem estimulantes, onde percebemos que Spielberg está no seu terreno mais caro ao abordar uma aventura à moda antiga (no melhor estilo Indiana Jones). Só uma coisa me incomoda: as animações realizadas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;motion capture&lt;/span&gt; aparentemente ainda não conseguiram resolver o problema da expressão dos olhos, que à vezes parecem de bonecos, algo que não acontece nos filmes em live action, como prova o mais recente&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/planeta-dos-macacos-origem.html"&gt; "Planeta dos Macacos"&lt;/a&gt;. Por que será?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/6AtsCD1JFEU" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-2204439816417228651?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/2204439816417228651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=2204439816417228651&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2204439816417228651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2204439816417228651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/aguardando-por-tintim.html' title='Aguardando por Tintim'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JnA10aWY47Y/TdIxFwRg_uI/AAAAAAAAADM/Ay4jU1wO5sw/s72-c/Tintin%2BMovie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3303377663106018920</id><published>2011-10-18T22:15:00.011-03:00</published><updated>2011-10-19T18:51:40.365-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.listal.com/image/324381/600full-the-elephant-man-poster.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 314px; height: 484px;" src="http://img.listal.com/image/324381/600full-the-elephant-man-poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Homem Elef&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(The Elephant Man, 1980)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s o Homem Elefante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a mais perfeita síntese de “O Homem Elefante”, longa-metragem de 1980 dirigido por um ainda pouco conhecido David Lynch, tenha sido dada pelo próprio diretor ao comentar o personagem-título do seu trabalho: “uma bela alma aprisionada em um corpo horrível”. Esta é a perfeita tradução de quem realmente foi John Merrick, um homem portador de uma doença rara, a neurofribomatose múltipla e, dentre os pacientes da enfermidade, ele possivelmente foi aquele em que a mesma se apresentou com maior gravidade. Sim, essa história foi real, ocorrida no século XIX, durante a Inglaterra da Era Vitoriana e, depois de percorrer as pouco mais de duas horas de sua adaptação para o cinema, você perceberá que muitos dos “dissabores” pelos quais já passou na vida são uma mera contrariedade diante do que enfrentou este homem. Devido à sua doença, Merrick (no filme, com interpretação de John Hurt) apresentava um corpo totalmente deformado, com uma pele que lembrava a de um elefante (daí o seu “apelido”) e extremidades do corpo exageradamente desenvolvidas. Sua cabeça era tão desproporcional em relação ao corpo que o impedia de dormir como uma pessoa normal, não podendo deitar-se sob pena de morrer sufocado. Tinha uma vida miserável, sendo exibido como atração principal em um circo de horrores, onde era frequentemente espancado por seu “dono” , até ser encontrado pelo médico Frederick Treves (Anthony Hopkins na adaptação), o qual, possuidor de bom caráter, o leva para viver em um respeitado hospital em Londres, onde passa a receber cuidados constantes, mas ainda continua a ser alvo da curiosidade e reijeição alheia e tem dificuldades em se inserir socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão cinematográfica para história tão comovente era um antigo sonho do cineasta Mel Brooks, o qual lutou durante anos para conseguir viabilizar o projeto. Seu espírito de entrega foi tão grande que não consta seu nome como produtor nos créditos do filme. Famoso diretor de comédias, ele temia que o público não levasse a sério o que veria caso seu nome se fizesse presente na projeção. Ademais, Brooks teve outro grande mérito ao convidar o então pouco conhecido David Lynch para assumir a direção. Ele era apenas o diretor do esquisito “Eraserhead” (1977) quando aceitou o desafio de conduzir um drama que poderia descambar para o melodramático e o sentimentalismo barato como enorme facilidade. Mas, Lynch, claro, demonstrando todo seu talento, jamais cairia nessa armadilha. Ao contrário, usou de um rigor formal extremo, contando a história da forma mais objetiva possível, sem procurar induzir o espectador às emoções, já que estas brotariam naturalmente, sem qualquer esforço. Até mesmo sua tendência ao abstrato, algo tão comum em sua filmografia, foi deixada de lado em prol de uma narrativa direta e detentora de um profundo respeito pelo biografado. A rigidez da direção implica, inclusive, na quase ausência de trilha-sonora, uma decisão muito feliz, já que a sua inserção indevida, o que se daria provavelmente com temas catárticos, levaria de maneira fatal ao pieguismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.anthonyhopkinsmovies.com/wp/wp-content/uploads/2010/03/elephantman.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 499px; height: 346px;" src="http://www.anthonyhopkinsmovies.com/wp/wp-content/uploads/2010/03/elephantman.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os únicos momentos em que Lynch deixa transparecer sua vertente mais abstrata são aqueles em que se vale da influência do expressionismo alemão para traduzir em imagens o que seriam pesadelos recorrentes de Merrick, sonhos onde sua mãe é atacada por uma manada de elefantes, podendo até ser identificada uma sugestão sexual nas sequências. Além disso, o princípio da narrativa é concebido como um suspense, uma vez que durante os primeiros 15 minutos, nos quais mostra-se a busca do Dr. Treves pelo misterioso homem que espanta aqueles que o veem, o personagem-título não é mostrado. Esse recurso, ao lado da fotografia em preto e branco, sugere ainda mais semelhanças com o citado movimento artístico. Um desavisado pode ate mesmo assistir ao longa sem acreditar que é uma produção estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os méritos de “O Homem Elefante” vão além dos puramente imagéticos. O roteiro, escrito por Christopher De Vore, Eric Bergren, além do próprio Lynch e baseado nos diários verídicos do Dr. Frederick Treves, é simplesmente magistral ao saber contrapor o exterior grotesco de John Merrick com seu interior inversamente proporcional. Merrick é um homem inteligente, culto, amável e cavalheiro, uma boa alma e ainda por cima dotada de grande sensibilidade artística. Em outras palavras: o oposto do que sua figura física transparece. E, na construção desse conflito entre imagem superficial e essencial, somos envolvidos em uma sucessão de cenas emocionantes. A sequência em que Merrick recita o Salmo 23 demonstrando a Treves e a seu superior no hospital que era algo além de um débil mental é uma das mais pungentes que já tive a oportunidade de ver em uma obra cinematográfica. Igualmente comovente é aquela em que Merrick afirma que é “um homem, não um animal”, após ser perseguido por curiosos em uma estação de trem. Ao mesmo tempo, Lynch, fugindo de facilidades, também não isenta totalmente o Dr. Treves de suas responsabilidades. É certo que ele tem ótimas intenções, mas sua conduta muitas vezes se assemelha ao do dono do circo onde vivia o paciente ao expô-lo à curiosidade alheia e alcançar fama e respeito de seus colegas cientistas ao exibir Merrick em congressos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-rjIACZTVVrw/Tp9CnCTB9MI/AAAAAAAAAUo/8hp7fTxMiOE/s1600/the-elephant-man-original.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 506px; height: 294px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-rjIACZTVVrw/Tp9CnCTB9MI/AAAAAAAAAUo/8hp7fTxMiOE/s400/the-elephant-man-original.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665320094654395586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aliados aos méritos roteirísticos, estão os do elenco. Anthony Hopkins como o Dr. Treves está absolutamente excelente, em uma dos melhores trabalhos de sua carreira, fazendo-nos esquecer que um dia ele interpretou Hannibal Lecter. Por sua vez, Anne Bancroft (a Mrs. Robinson de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/filmes-para-ver-antes-de-morrer_24.html"&gt;“A Primeira Noite de Um Homem”&lt;/a&gt;), apesar de ter uma participação mais limitada, também está ótima como a Sra. Kendall, uma importante atriz da época que, com seu prestígio e carinho, confere alguma autoestima ao pobre protagonista Há, ainda, a boa presença de John Gielgud como o Dr. Carr Gomm, o austero, mas também sensível diretor do hospital. Contudo, obviamente, o maior show fica por conta de John Hurt na pele de Merrick. Mesmo que irreconhecível debaixo de tanta maquiagem (o ator chegou a passar 12 horas com maquiadores para poder entrar em cena), ele confere uma extrema humanidade ao personagem, sabendo transmitir, principalmente através do olhar e do tom de voz, o interior e as emoções daquele homem fustigado por um destino cruel. Uma pena que no Oscar ele tenha sofrido a concorrência do também brilhante Robert De Niro em "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980). Os dois mereciam, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas linhas, afirmei que a interpretação do personagem de Merrick é dotada de muita humanidade. Pois bem, talvez o adjetivo “humano” seja o que melhor condiz com este trabalho de Lynch. Sem malabarismos, exageros ou pieguices, Lynch nos mostra, com grande refinamento, rigor e objetividade, que o homem elefante somos todos nós, seres humanos, sempre em busca de aceitação, compreensão, respeito e amor, mesmo que, como mencionado acima, dificilmente passemos por tantas agruras quanto ele. John Merrick é a representação extrema de nossas carências e também de nossas virtudes. Já tive a oportunidade de assistir três vezes a esta obra de arte irrepreensível e em todas elas nunca deixei de ficar tocado com a tormentosa existência de seu protagonista. E acredito que você também não ficará indiferente, afinal, todos nós já nos sentimos, pelo menos em algum momento de nossa existência, como o Homem Elefante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação e nota: Obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3303377663106018920?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3303377663106018920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3303377663106018920&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3303377663106018920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3303377663106018920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/filmes-para-ver-antes-de-morrer_18.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rjIACZTVVrw/Tp9CnCTB9MI/AAAAAAAAAUo/8hp7fTxMiOE/s72-c/the-elephant-man-original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4932330800784665395</id><published>2011-10-14T15:21:00.012-03:00</published><updated>2011-10-14T15:36:16.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://movieart.net/wp-content/uploads/2011/09/full.lola-polish-710x1024.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 312px; height: 449px;" src="http://movieart.net/wp-content/uploads/2011/09/full.lola-polish-710x1024.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lola, A Flor Proibida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Lola, 1961)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O début de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Demy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o primeiro longa-metragem do cineasta Jacques Demy, um dos grandes diretores do cinema francês surgidos na esteira da Nouvelle Vague. Convém registrar que, a despeito de estar debutando na ocasião, Demy já demonstrava o talento e sensibilidade que seria a marca registrada de sua carreira. Possuidor de uma veia extremamente autoral, ele desenvolve com “Lola, A Flor Proibida”, uma espécie de ensaio sobre a sua visão do amor, este sentimento que muitas vezes nos faz sofrer, mas que ao mesmo tempo parece ser o único a dar sentido a nossas vidas. Demy, inclusive, demonstra um grande romantismo ao nos mostrar uma estória de amores que resistem ao tempo mesmo após anos de afastamento do ser amado, criando momentos realmente poéticos, tanto no aspectos textual quanto visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma da maiores influências de Demy veio de Max Olphüs, um dos grandes mestres na composição de dramas românticos – são de sua lavra filmes como “Na Teia do Destino” (The Reckless Moment, 1949) e “Carta de Uma Desconhecida” (Letter From An Unknown Woman, 1948), para citar exemplos do melhor da filmografia deste diretor alemão. Sendo assim, não é impunemente que Demy dedica, ainda nos créditos de abertura, esta sua obra a Oplhüs, inclusive retirando do título de um longa dele (“Lola Montés”, 1955) o nome de sua personagem central e que também intitula o seu próprio trabalho. É inspirado em Olphüs também que Demy constrói uma narrativa circular que lembra, em alguns momentos, a famosa “Quadrilha” do nosso poeta Carlos Drummond de Andrade. Afinal, o roteiro se desenvolve com vários personagens amando e não sendo amados, naquele estilo “João amava Maria que amava José...”, muito embora aqui, no fim das contas, todos os tipos masculinos vistos na tela acabem amando Lola (papel de Anouk Aimée no auge da beleza), o que a leva a se colocar como uma versão moderna de Penélope, a esposa de Ulisses, herói da mitologia greco-romana. Como se sabe, Penélope aguardou Ulisses durante anos, esperando que este regressasse da Guerra de Troia, resistindo aos cortejos dos diversos pretendentes que se apresentaram acreditando que o soberano de Ítaca havia morrido. Da mesma maneira, Lola resiste à perspectiva de ter uma nova vida com seus pretendentes em virtude do eterno amor por Michel, o pai do seu filho filho que a deixou sete anos antes prometendo voltar depois que conseguisse fortuna. Nas palavras do próprio cineasta, "me agradava muito a idéia de fazer algo sobre fidelidade, a fidelidade para lembrar e misturar ali minhas recordações de Nantes" (cidade natal de Jacques Demy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jp6FFJL_-lQ/Tph_TCHqOoI/AAAAAAAAAUc/eOsO2qberwE/s1600/Lola%2B01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jp6FFJL_-lQ/Tph_TCHqOoI/AAAAAAAAAUc/eOsO2qberwE/s400/Lola%2B01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663416496381639298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lola na realidade é o nome artístico de Cécile, uma sedutora dançarina de cabaré que, como falado nas linhas anteriores, está à espera do pai do seu menino Yvon. Depois de tanto tempo sem saber de notícias de Michel, entretanto, ela começa a fraquejar e mantém um caso com Frankie (Alan Scott), um marinheiro norte-americano que está sempre de passagem por Nantes, a cidade portuária onde ela vive. Sua aparência física e trato amável a fazem lembrar muito de Michel, além do marinheiro ter um comportamento bastante amável e atencioso com Yvon. Seus sentimentos ainda se entregam a maiores conflitos quando ela reencontra Roland Cassard (Marc Michel), um antigo amor de adolescência que já não via há muito tempo. Roland, por sua vez, é um jovem que está entediado com a vida, não vendo muito sentido em tudo que faz, nem mesmo no trabalho, sendo demitido pelo chefe depois de dizer a este uma frase que leu em um livro (que não ficamos sabendo qual é): “não há dignidade possível, não existe vida real para um homem que trabalha 12 horas por dia sem saber por que ele trabalha”. E é justamente o reencontro com Cécile/Lola que lhe dará um novo sentido para a existência. Roland também trará uma nova perspectiva para a vida da Madame Desnoyers (Elina Labourdette), uma senhora abastada e solitária que, depois de encontrar com Cassard em uma biblioteca que ambos frequentam, passa a nutrir esperanças por ele. Ela é mãe da adolescente Cécile (Annie Duperoux), a qual faz Roland lembrar de Lola imediatamente, tanto pelo nome como pelos traços fisionômicos. A menina Cécile, por seu turno, acaba tendo sua primeira paixonite pelo marinheiro Frankie, o qual, como sabemos, é louco por Lola, que ama Michel, figura que é muito mencionada, mas que aparentemente ainda não entrou na estória... Ou seja, temos no roteiro (escrito pelo próprio diretor) uma estrutura circular em que todos os personagens acabam se ligando por nutrirem sentimentos uns pelos outros, sentimentos tratados com muita sensibilidade e poesia, é bom sublinhar. Vários são os momentos marcantes do longa, que nos brinda com frases memoráveis como “querer ser feliz já é também ser feliz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://deeperintomovies.net/journal/image09/lola1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 483px; height: 214px;" src="http://deeperintomovies.net/journal/image09/lola1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas não apenas os texto é notável. Demy imaginou o filme com um quase-musical em seus aspectos visual e cênico. Grande admirador dos musicais hollywoodianos, ele preenche a película com várias referências ao gênero, como o fato do marinheiro Frankie descer as escadas escorregando pelos corrimões. Uma das cenas mais marcantes do filme é justamente a que a protagonista dança e canta uma música - cuja letra é de autoria de Agnés Varda, também cineasta e esposa de Demy -  em que se apresenta como “Lola”, numa cena típica de musicais e que ainda remete à performance de Marlene Dietrich como Lola Lola (mas como os cineastas gostam desse nome, não?) em “O Anjo Azul” (Der Blaue Engel, 1930). Acrescente-se a isso trilha sonora constante do excelente Michel Legrand (com inserções de Mozart e Beethoven em algumas passagens) e temos um resultado muito próximo do que se define como um longa musical. Não é à toa que Demy alcançaria grande sucesso mais tarde em verdadeiras incursões no gênero com os musicais “O Guarda-Chuvas do Amor” (Les Parapluies de Cherbourg, 1964) e “Duas Garotas Românticas” (Les Demoiselles de Rochefort, 1967), os quais parecem surgir como consequência natural de suas influências. É importante até mesmo frisar que alguns ramos da narrativa que podem até parecer deslocados, como o da adolescente Cécile, em verdade até enriquecem a obra, já que, neste caso, a garota representa a repetição da vida de Lola, constituindo uma interessante analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “Lola” é, antes de tudo, um filme sentimental e otimista onde conhecemos pessoas que são resgatadas da solidão pelo amor. Uma característica marcante de cada um dos personagens, mesmo o alegre Frankie e a sedutora Lola, é a sensação de que os mesmos são solitários, mesmo que tentem não deixar transparecer. E Demy sugere que só mesmo o amor pode transformar verdadeiramente suas vidas, retirando-os da inércia e encorajando-os a novas experiências. “Lola, A Flor Proibida” se coloca, com toda certeza, entre as melhores estreias de um diretor. Já neste début, Jacques Demy mostrava que viria a ser um dos nomes mais queridos da Nouvelle Vague. Se muitos consideram que cinema “autoral” costuma significar cinema “chato” é porque não viram esta obra simples, direta, mas ao mesmo tempo dotada de grande sensibilidade e que jamais irá lhe desagradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-UQmV002WVyc/Tph-YosjGCI/AAAAAAAAAUQ/RyoViyLC_es/s1600/Cinco%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UQmV002WVyc/Tph-YosjGCI/AAAAAAAAAUQ/RyoViyLC_es/s400/Cinco%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663415493124626466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 10,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4932330800784665395?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4932330800784665395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4932330800784665395&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4932330800784665395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4932330800784665395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jp6FFJL_-lQ/Tph_TCHqOoI/AAAAAAAAAUc/eOsO2qberwE/s72-c/Lola%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3967838717418162649</id><published>2011-10-10T17:24:00.003-03:00</published><updated>2011-10-10T17:31:18.424-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poster'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><title type='text'>Eu Quero Esse Pôster #16</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.tccandler.com/wp-content/uploads/2010/10/straw-dogs-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 600px;" src="http://www.tccandler.com/wp-content/uploads/2010/10/straw-dogs-poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sob O Domínio do Medo" é o título em português deste filme de Sam Peckinpah realizado em 1971 e protagonizado por Dustin Hoffman. Ainda não tive a oportunidade de vê-lo, mas sem dúvida a sua arte promocional é bastante interessante. Se o longa for no mesmo nível, imagino que seja mesmo uma bela obra!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3967838717418162649?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3967838717418162649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3967838717418162649&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3967838717418162649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3967838717418162649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/eu-quero-esse-poster-16.html' title='Eu Quero Esse Pôster #16'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8435407873583984462</id><published>2011-10-06T22:58:00.005-03:00</published><updated>2011-10-07T16:19:19.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Amizade Colorida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.poptower.com/pic-58767/friends-with-benefits-movie.jpg?d=600"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 298px; height: 438px;" src="http://img.poptower.com/pic-58767/friends-with-benefits-movie.jpg?d=600" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O caminho é mais importante que o destino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comédia romântica é o subgênero cinematográfico que provavelmente mais foi castigado ao longo dos anos, principalmente devido ao seu inescusável final feliz. Afinal, se não fosse assim, a comédia não seria “romântica”. Então, costumamos assistir àquela velha historinha que pode ser resumida como “garoto encontra garota, se apaixonam, enfrentam algumas dificuldades, mas no fim são felizes para sempre”. Simples e batido desta forma mesmo, mas o público, principalmente o feminino, parece jamais se cansar de tal fórmula. Entretanto, mesmo dentro de um esquema tão limitado, é possível adicionar novos temperos para tornar a experiência interessante, por mais que possamos vislumbrar como tudo aquilo terminará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que teve em mente o pouco conhecido diretor Will Gluck ao realizar este “Amizade Colorida” (Friends With Benefits). Não existe grande novidade no fato de Dylan Harper (Justin Timberlake) e Jamie (Mila Kunis) se encontrarem, descobrirem que se sentem atraídos um pelo outro e terminarem juntinhos no desfecho da trama (opa, não dá pra se chatear e afirmar que a última frase é um spoiler, né?). O que há de novo é o trajeto até este fim. Antenado com os novos tempos, Gluck, que também é coautor do roteiro (ao lado de Keith Merryman, David A. Newman e Harley Peyton), soube atualizar o velho conto de fadas tendo em vista as mudanças comportamentais ocorridas nas últimas décadas. Afinal, a premissa do longa se baseia no conceito de que Jamie e Dylan se sentem atraídos, mas, devido a frustrados relacionamentos anteriores, acabam por ter uma relação sustentada apenas no sexo, mas sem compromissos afetivos a não ser a amizade. Ok, sei que há um outro filme recente protagonizado por Natalie Portman que trata do mesmo tema – o que desfaz um pouco a ideia novidadeira da produção. Contudo, é inegável que os responsáveis por “Amizade Colorida”* tratam o tema de forma adulta e, ao mesmo tempo, extremamente bem-humorada, resultando em uma comédia inteligente em que não fazemos qualquer esforço para rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que normalmente sucede no gênero, os personagens são tridimensionais, possuindo não apenas o presente, mas também um passado que explica suas atitudes. Acompanhando a narrativa, vemos que Dylan teve problemas sérios em sua família que o levam a se sentir inseguro emocionalmente, enquanto Jamie é o exato reflexo do paradoxo de boa parte das mulheres de hoje: independentes profissionalmente, mas ainda à espera de um príncipe encantado. Ela é uma caça-talentos que vê em Dylan, até então apenas um blogueiro criativo, um grande potencial para a área de criação gráfica. Assim, a moça acaba convencendo o jovem a morar em Nova York (com direito a momento “Manhattan” na tela) e trabalhar em uma importante publicação, resultando daí o surgimento da tal amizade “colorida”. É importante frisar que o enredo é recheado de ótimos diálogos e, claro, muitas passagens realmente engraçadas que usam e abusam de um humor mais adulto, cheio de tiradas picantes. Interessante que, mesmo se valendo do sexo como matéria-prima do riso, nãos sentimos que o longa apela para a vulgaridade e poucos são os autores que alcançam tal proeza. Além disso, Gluck imprime um ótimo ritmo ao filme, o qual jamais cai na monotonia, mesmo quando surgem os inevitáveis artifícios para o casal ficar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.moviedade.com/wp-content/uploads/2011/03/Friends-with-Ben-trailer.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 507px; height: 274px;" src="http://www.moviedade.com/wp-content/uploads/2011/03/Friends-with-Ben-trailer.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para uma comédia ter sucesso, obviamente um dos principais aspectos é o elenco escalado e a escolha deste se mostrou aqui muito feliz. Mila Kunis está demonstrando cada vez mais o seu potencial como estrela, unindo talento e carisma (curioso que ela e Portman enveredaram pelos mesmos caminhos para operar o descarrego de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/02/cisne-negro.html"&gt;“Cisne Negro”&lt;/a&gt;). Por seu turno, Justin Timberlake vem mesmo se colocando como uma ótima surpresa. Em seu primeiro papel como protagonista, ele confirma as boas impressões de atuações em papeis coadjuvantes (como em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/12/rede-social.html"&gt;“A Rede Social”&lt;/a&gt;). Sua desenvoltura é notável e ele parece se sentir muito mais à vontade do que outros atores de carreira.  O rapaz tem futuro na profissão, não se pode negar. Aliás, já fazia tempo não via um casal com uma química tão boa em cena. Para colocar a cereja no bolo, ainda temos Woody Harrelson como o impagável amigo gay de Dylan, sempre divertido em todas as suas aparições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, o filme ainda sofre com algumas falhas sensíveis. Existem problemas de continuidade  irritantes, como em uma sequência no aeroporto em que o pai de Dylan chega de cadeira de rodas e sai andando. Ademais, o Alzheimer do personagem fica mal caracterizado, muitas vezes não parecendo que ele é doente. Em outra vertente, o momento “Manhattan” citado mais acima soa deslocado, com as homenagens e citações a Nova York meio que introduzidas a fórceps na trama. Ressalte-se, inclusive, que algumas piadas acabam por ter um gosto muito forte de hambúrguer, aptas apenas a fazer rir o público norte-americano (ou pessoas bastante conhecedoras de sua cultura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito desses problemas, “Friends With Benefits” traz um resultado bastante satisfatório, bem acima da média das comédias românticas que costumam entrar em cartaz. A feliz comparação empreendida pelo filme ao usar o flashmob (aquelas aglomerações de pessoas que se reúnem para uma ação determinada e se dispersam tão rapidamente quanto se juntam) como metáfora para os relacionamentos modernos é bastante inteligente e, como já falado, não é sempre que vemos boas ideias neste subgênero. Esta experiência é o típico caso em que o trajeto da viagem e suas paisagens são mais importantes que o destino, já bastante conhecido por todos. Entretanto, sem dúvida é uma viagem que faz valer à pena o preço do ingresso, mesmo que ela não vá mudar sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SeLvfFmNUhU/To5dF_WKFKI/AAAAAAAAAUI/kcZct0wlhKw/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SeLvfFmNUhU/To5dF_WKFKI/AAAAAAAAAUI/kcZct0wlhKw/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660564139136390306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O título em português é o mesmo de uma antiga série da Rede Globo, o que demonstra o quanto os americanos são conservadores e estão bastante atrasados na abordagem de alguns temas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8435407873583984462?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8435407873583984462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8435407873583984462&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8435407873583984462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8435407873583984462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/amizade-colorida.html' title='Amizade Colorida'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SeLvfFmNUhU/To5dF_WKFKI/AAAAAAAAAUI/kcZct0wlhKw/s72-c/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-2022834503981340884</id><published>2011-10-02T12:31:00.004-03:00</published><updated>2011-10-02T16:09:23.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festivais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>O espírito do rock se fez presente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sortimentos.net/wp-content/uploads/2010/11/rio_rock_in_rio_festival_credito_divulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 505px; height: 300px;" src="http://www.sortimentos.net/wp-content/uploads/2010/11/rio_rock_in_rio_festival_credito_divulgacao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pausa no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito bom quando nós nos surpreendemos com algo inesperado. Sendo bem sincero, eu não estava dando muita bola para essa edição do Rock In Rio. Quando vi o line up do festival, notei a presença de uma quantidade muito grande de atrações que estavam bem mais pro pop do que pro rock, algumas de talento bastante duvidoso, é importante sublinhar (a escalação de Ke$ha me deu um embrulho no estômago).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que as apresentações foram se seguindo, dia após dia, e fui me surpreendendo com o que estamos acompanhando. Esta quarta edição do festival vem contando com um público vibrante, empolgado e que sabe respeitar as diferenças entre aqueles que se apresentam. Claro que a organização também soube distribuir bem os dias das atrações, acabando com incoerências como colocar Carlinhos Brown para cantar no dia do Guns'n Roses (como em 2001) e evitando assim momentos constrangedores para os artistas. Mesmo que alguns shows acabem se mostrando de fato a mediocridade esperada, como o da citada Ke$ha (com sua voz ridícula, demonstrou que não tem mesmo condições de se apresentar em um festival como esse), outros tantos já se tornaram antológicos. São os casos de Stevie Wonder, que fez uma apresentação memorável com direito à galera cantando com ele “Garota de Ipanena”; Joss Stone, aquela menina talentosíssima (e bonita) e que fez um show incrível mesmo estando escalada para o palco Sunset (secundário), com o público gritando seu nome em coro ao fim da apresentação, além de Shakira, que arrebatou o público com um show empolgado (chegou a levar fãs pro palco para ensiná-las a dançar) e uma ótima participação de Ivete Sangalo em dueto cantando “País Tropical”. Outras apresentações memoráveis foram a do Capital Inicial, com um público vibrante e levantando poeira a cada música, e a homenagem à Legião Urbana, que teve participação da Orquestra Sinfônica Brasileira e dos dois integrantes remanescentes do grupo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ocasião em que nem seriam necessários vocalistas, uma vez que o público cantava em uníssono todas as músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jornaldaparaiba.com.br/intervalo/wp-content/uploads/2011/09/publico-rock-in-rio-bagarai.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 487px; height: 324px;" src="http://www.jornaldaparaiba.com.br/intervalo/wp-content/uploads/2011/09/publico-rock-in-rio-bagarai.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O festival já seria ótimo com todos estes ótimos shows, mas este último sábado (e madrugada de domingo) resultou ainda mais especial. Todos as performances, de Frejat ao Coldplay, passando por Maná e Maroon 5, contaram com uma participação eletrizante do público. Em todas as apresentações, as pessoas entoavam as canções de início ao fim. Impressionante. O Skank fez um show definitivamente antológico. O próprio Samuel Rosa decidiu filmar o momento histórico. Como ele próprio disse “não é todo dia que se canta para 100 000 pessoas e todas elas estão interessadas na sua música”. O Maná cantou “Vivir Sin Aire” como se estivesse tocando no México, tamanha a empatia com a plateia e o coro que o acompanhava. O Maroon 5 foi na mesma balada. Acredito que os seus integrantes devem ter pensado “nossa, eles sabem todas as músicas”. E, por fim, veio o Coldplay com uma apresentação impecável, pirotécnica, fãs enlouquecidos e até com homenagem a Amy Winehouse (Chris Martin cantou “Rehab”). Eu quase chorei quando tocaram "Yellow"! Depois de ontem, creio que esta edição do Rock In Rio só rivaliza com a primeira, de 1985. Se eu já senti essa energia do sofá da sala, fico imaginando como seria estar lá. Espetacular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso só reforça uma opinião que sempre tive: não existe público como o brasileiro. Nós temos muitos defeitos, mas também é verdade que somos calorosos como nenhum outro povo é no mundo. Acredito que muitos dos artistas que se apresentaram nesta edição do festival vão querer lançar DVDs ou Blu-Rays com seus respectivos shows. Não é pra menos. O público do Brasil está demonstrando nesse festival o estado de espírito que o País está vivendo, encarando o presente de forma positiva e com mais otimismo ainda quando olha para o futuro. Alguns amuados podem dizer que essas coisas só servem para fazer o povo esquecer do que é realmente importante. Entendo a crítica, afinal o povo brasileiro não se reúne em multidões para protestar contra a corrupção, por exemplo. Mas, como diz uma antiga música de uma famosa banda nacional, nós também queremos “diversão e arte”. E hoje ainda tem o Guns'n Roses para terminar o festival. Provavelmente também vai arrepiar, neste festival que, mesmo com tantas estrelas “pop” convidadas, mostrou que o espírito do rock está presente mais do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, seguem alguns vídeos com momentos especiais desta quarta edição do Rock In Rio. Ah, e não, não estou escrevendo tudo isso para fazer marketig para Roberto Medina. Eu apenas gosto de música mesmo...  :=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/tnNIL5fTBjc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/k7QZsg882eY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/n65wK1Kimqw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/4sfyezX4byM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Ur2Ga46tZZ0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-2022834503981340884?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/2022834503981340884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=2022834503981340884&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2022834503981340884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2022834503981340884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/10/o-espirito-do-rock-se-fez-presente.html' title='O espírito do rock se fez presente'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/tnNIL5fTBjc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-5662222175387284821</id><published>2011-09-28T17:40:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T17:48:23.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atrizes'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MByIN7JNdvA/TU1ug8-8wzI/AAAAAAAADXE/dMkICBnADVc/s1600/Gilda.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 309px; height: 447px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MByIN7JNdvA/TU1ug8-8wzI/AAAAAAAADXE/dMkICBnADVc/s1600/Gilda.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Gilda, 1946)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nunca houve um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estigma como Gilda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último domingo, eu estava acompanhando um certo programa esportivo apenas por um motivo: seria exibida uma matéria acerca do filme que está sendo produzido sobre a vida de Heleno de Freitas, jogador de futebol que fez fama nos anos 40 e início dos 50 atuando pelo Botafogo, meu clube do coração. Dentre o vários detalhes que foram exibidos sobre a vida do referido futebolista, comentou-se que lhe foi atribuído o apelido de “Gilda”, numa alusão à personagem de Rita Hayworth no filme homônimo de 1946. Nesse momento, lembrei de um detalhe importantíssimo: eu possuía este clássico na minha coleção pessoal, mas não havia assistido, e olha que tinha muita curiosidade de vê-lo há um bom tempo. Bem, então resolvi sanar este problema quase de imediato: vi o longa-metragem na tarde deste último domingo (antes do jogo do meu Botafogo, claro...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu tinha poucas referências sobre esta obra de Charles Vidor, mais um diretor de origem judia e europeia (no caso, húngara) que emigrou para os EUA na primeira metade do século XX. Sabia apenas que se tratava do filme mais lembrado da estrela Hayworth; já havia visto várias vezes na TV a cena em que ela dança enquanto retira as luvas dos braços e que a frase que sempre emoldurou o poster da produção é “nunca houve uma mulher como Gilda”. Ou seja, conhecimentos bastante superficiais. A película, entretanto, foi revelando várias surpresas ao longo de seus 110 minutos. A primeira, que na realidade não é tão surpresa assim, é a de que “Gilda” é um típico filme noir. Estão lá presentes todos os seus elementos. Um protagonista de caráter dúbio (interpretado por Glenn Ford), envolvido com outras pessoas de caráter mais reprovável ainda (criminosos, para ser mais exato), além da inevitável femme fatale, no caso a personagem que dá o título ao longa-metragem e as indefectíveis fumaças de cigarro que sobem durante quase todo o filme. Além disso, Rita Hayworth se mostra mesmo uma mulher muito bonita e dotada de uma sensualidade ainda provocante até para os padrões de hoje. E isso ainda ressalvando que sua atuação não se pauta na vulgaridade. Pelo contrário. Gilda por vezes instiga muito mais por seus olhares e frases de efeito do que por apelar a dotes físicos ou sexualidade verbal explícita. Contudo, o que mais pode surpreender o espectador é a presença de um esguio subtexto homoerótico, principalmente se lembrarmos que a produção é da década de 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UmGfWp3d_Zc/S90wdl1fcOI/AAAAAAAAALI/I8ZhXW1hhHU/s1600/gilda_r1_00.21.35.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 456px; height: 342px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UmGfWp3d_Zc/S90wdl1fcOI/AAAAAAAAALI/I8ZhXW1hhHU/s1600/gilda_r1_00.21.35.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A relação entre o personagem de Glenn Ford, de nome Johnny Farrell, um aventureiro perdido na Argentina durante os anos da Segunda Guerra, e o de George Macready, o dono de cassino Ballin Mundson, é mesmo cheia de situações e nuances nubladas. A começar pela forma como rapidamente Ballin “apadrinha” Johnny. Este último estava sendo vítima de um assalto quando Ballin o salva usando de suas habilidades no uso de uma bengala que esconde uma espécie de punhal em sua extremidade. Após esse encontro, Johnny passa a trabalhar para Ballin e, em pouco tempo, já se torna seu braço direito. Usando uma frase constante do longa, o qual possui uma narrativa em off do personagem de Johnny: “tudo ia muito bem, parecia que seria sempre apenas nós dois, quando Ballin viajou e retornou com algo inesperado”. Parece mesmo que há algo a mais entre os dois e os mistérios só crescem quando Johnny descobre que a tal surpresa de Ballin é Gilda, uma paixão do passado do protagonista, mas que Ballin ignora. Aliás, ele já está casado com a femme fatale e pede a Johnny que ele a vigie de perto para evitar que o traia. Interessante frisar que Johnny acaba não se importando se Gilda dá as sua saídas com estranhos, desde que Ballin não saiba e venha a ficar magoado. Esse roteiro cheio de meios-termos foi escrito por duas mulheres (algo incomum para a época), Jo Eisinger e Marion Parsonet (baseadas em romance de E. A. Ellington), além de contar com outra representante feminina na produção, Virginia Van Upp (então esposa do todo-poderoso da Columbia, Henry Cohn). É provável que este encontro de mulheres na criação tenha rendido uma brincadeira com os tipos masculinos, uma piada com a misoginia comum a muitos filmes noir. Destarte, não deixa de ser curioso observar essa dubiedade na produção de uma Hollywood extremamente conservadora - ainda o é até hoje, quem dirá nos idos de 40...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QC_uRJzCQYU/TJvj3Ph_2wI/AAAAAAAADls/RIAB2I_S8qc/s400/RitaGilda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 326px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QC_uRJzCQYU/TJvj3Ph_2wI/AAAAAAAADls/RIAB2I_S8qc/s400/RitaGilda.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o que há de mais rico na narrativa são os diálogos afiadíssimos - responsáveis por frases memoráveis – além do desenvolvimento da personagem de Gilda. A princípio, podemos entendê-la como uma mulher dominadora, mas o transcorrer do enredo mostra exatamente o contrário. Ela se mostra muito frágil ao realizar todas as suas ações tendo como único norte a sua indisfarçável paixão por Johnny. Todas as suas atitudes buscam perturbá-lo de alguma forma, provocando ciúmes ou causando desentendimentos com o seu benfeitor. Ademais, um aspecto interessante da narrativa é que nunca ficamos sabendo o que separou Johnny e Gilda no passado, deixando a trama ainda mais intrigante. Por outro lado, a direção de Vidor deixa a desejar em alguns momentos, com uma montagem um tanto atropelada – principalmente quando próximo do desfecho - além da inexistência de cenas externas. O filme se passa em Buenos Aires, mas jamais vemos qualquer imagem da cidade. O único indício de que se trata de uma país latino são as falas em espanhol (meio tosco, diga-se de passagem) de alguns personagens. Tudo bem que a produção tivesse orçamento limitado, mas havia formas de driblar essa limitação, como usar imagens projetadas da localidade, artifício utilizado por Alfred Hitchcock em&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/para-ver-em-um-dia-de-chuva.html"&gt; “Interlúdio”&lt;/a&gt; (Notorious), lançado também no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descontados os percalços, “Gilda” se sustenta como um bom filme noir, com algumas reviravoltas e diálogos, como já dito mais acima, bastante saborosos. Mas a verdade é que ele entrou mesmo para a história como o ápice da carreira da estrela Rita e também como sua maldição. Ao cantar “Put The Blame On Mame” na famosa cena do quase strip-tease com as luvas, Hayworth se transformou para sempre em Gilda, jamais conseguindo desligar sua imagem do papel que interpretou. A famosa frase da atriz, “os homens dormem com Gilda e acordam com Rita” é o exato reflexo dos sentimentos de uma mulher condenada a ser para sempre uma fantasia, uma ficção. Afinal, ao se falar em Rita Hayworth qual a primeira imagem que lhe vem à mente? Olhando por este ângulo, talvez nunca realmente tenha havido uma personagem como Gilda, um estigma que acompanhará sua intérprete enquanto existir cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-8Dj-50zFAn4/ToNRmTPaLZI/AAAAAAAAAUA/KbEqegUMbOA/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8Dj-50zFAn4/ToNRmTPaLZI/AAAAAAAAAUA/KbEqegUMbOA/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657455275349257618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-5662222175387284821?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/5662222175387284821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=5662222175387284821&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5662222175387284821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5662222175387284821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/para-ver-em-um-dia-de-chuva_28.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MByIN7JNdvA/TU1ug8-8wzI/AAAAAAAADXE/dMkICBnADVc/s72-c/Gilda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-2113959576445302974</id><published>2011-09-23T14:36:00.005-03:00</published><updated>2011-09-23T15:20:28.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lunkiandsika.files.wordpress.com/2011/05/elem-klimov-idi-i-smotri-come-and-see-starring-alexei-kravchenko-movie-poster-19851.png"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 319px; height: 466px;" src="http://lunkiandsika.files.wordpress.com/2011/05/elem-klimov-idi-i-smotri-come-and-see-starring-alexei-kravchenko-movie-poster-19851.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vá e Veja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Idi i Smotri, 1985)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Triste e verídico pesadelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema norte-americano, ao longo das últimas décadas, costumou impregnar nossas mentes com uma visão romântico-heroica da Segunda Guerra Mundial. Mesmo obras ditas realistas, como &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/05/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“A Lista de Schindler” (Shindler's List, 1993) e “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan, 1998)&lt;/a&gt;, ambas de Steven Spielberg (cineasta que, por sua origem judia, é sempre levado a sério nas suas abordagens sobre o tema), acabam enveredando por esse caminho ao focar personagens que terminam por abraçar sentimentos idealistas ou de sacrifício em prol do coletivo. Hollywood nunca deixa de ser uma fábrica de fantasias, mesmo ao tratar de temas extremamente sérios, o que acaba levando a nós, ocidentais embebedados em sua cultura, a vermos o conflito mais marcante da história da humanidade com um certo ar infantilmente “nostálgico”, como se viver nos anos 40 fosse experimentar um romance como o de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman em “Casablanca” (sem querer desmerecer ou atacar esse lindo clássico do cinema) ou tomar atitudes hercúleas no campo de combate que garantissem ao sobrevivente as láureas quando do regresso ao lar. Dentro desta perspectiva, “Vá e Veja”, obra do cineasta bielo-russo Elem Klimov (1933 – 2003), pode ser posicionado como o filme de guerra mais anti-Hollywood já concebido. Nesta obra de extremo impacto para o espectador, realizada durante o declínio da antiga URSS, sobra verdade, realidade e brutalidade em cores e sons que jamais o cinema norte-americano poderia retratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, é importante ressaltar que este longa-metragem é uma espécie de sessão de análise do diretor Klimov, cuja infância foi marcada pelos horrores da invasão nazista no Leste Europeu durante o mencionado conflito. A guerra no lado oriental da Europa costuma ser, inclusive, bastante ignorada pela sua parcela ocidental, fato que se deve notoriamente a décadas de Guerra Fria. Lá morreram cerca de 20 milhões de russos, mais 5 milhões de ucranianos e mais alguns milhões de bielo-russos, um outro holocausto de proporções ainda mais aviltantes do que o ocorrido com os judeus. Assim, a visão apresentada do conflito é extremamente pessoal, sendo que o personagem que nos guia na narrativa, o adolescente Florya (o ator se chama Aleksei Kravchenko, responsável por uma interpretação meio que transcendental), funciona como o alter-ego do cineasta diante dos horrores que desfilam um após o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iCLiXU1b210/TnzHiZdW3VI/AAAAAAAAATw/fGkK_M1XTOo/s1600/vaeveja.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iCLiXU1b210/TnzHiZdW3VI/AAAAAAAAATw/fGkK_M1XTOo/s400/vaeveja.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655614625833999698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Praticamente não há estória em “Vá e Veja”. O protagonista Florya se junta aos partisans, grupo de resistência aos invasores nazistas e, após ser deixado em uma floresta antes de uma batalha por ser muito novo para combater, acaba encontrando uma outra jovem, Glasha (Olga Mironova, também em uma atuação no mínimo impressionante). Os dois retornam à aldeia de Florya apenas para descobrir que ela foi destruída pelos nazistas e sua população, incluindo a família do rapaz, quase totalmente dizimada. A partir deste ponto o que vemos é uma sucessão de cenas tão realistas que beiram paradoxalmente o surreal, tamanho o horror com que nos deparamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É relevante destacar que o poder imagético de “Idi i Smotri' é um dos mais impressionantes já vistos, o que potencializa ainda mais a referida barbárie na tela. Com um fantástico uso da steadycam (aquela câmera sem solavancos que acompanha um personagem em uma cena), muitas vezes usada do ponto de vista do protagonista, a sensação que temos é de estar testemunhando in loco aquela violência. Talvez só Stanley Kubrick – em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/09/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“O Iluminado” &lt;/a&gt;-  tenha usado tão bem este recurso quanto tanto Klimov o faz aqui. Desta maneira, a concepção visual do longa nos rende imagens tão fortes quanto inesquecíveis, tais como a de Florya e Glasha tentando atravessar um pântano; a dos corpos empilhados na aldeia de Florya; a impressionante sequência em que o garoto tenta se proteger de uma rajada de balas atrás do corpo de uma vaca agonizante; ou ainda a de um homem quase inteiramente queimado pelos alemães. Aliás, difícil encontrar um fotograma neste filme que não seja melancolicamente memorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2009/01/va_e_veja_olga_mironova.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 475px; height: 341px;" src="http://miltonribeiro.opsblog.org/files/2009/01/va_e_veja_olga_mironova.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas não é apenas de imagens que vive o longa de Klimov. O som, sem qualquer exagero, é um dos mais incríveis da história da Sétima Arte, complementando a experiência de imersão do espectador pretendida pelo diretor. Em certa passagem, uma bomba cai próxima de Florya e o consequente zumbido, que o deixa quase surdo, toma conta da projeção, a qual se alonga por mais de meia hora desta forma. Ficamos, assim, quase surdos como o personagem, ouvindo o perturbador barulho e quase não escutando as vozes daqueles que se dirigem a ele. Há ainda sequências em que ouvimos o barulho constante de aviões alemães, transmitindo-os a sensação de angústia em estar exposto a um possível ataque. Fosse uma produção em língua inglesa, certamente teria levado os prêmios da Academia nas categorias de som e efeitos sonoros. Mas, como sabemos, o Oscar é um prêmio voltado para promover o cinema hollywoodiano... A montagem, como frequentemente ocorre no cinema russo (vale relembrar que Sergei Eisenstein praticamente criou a edição tal como a vemos nas produções contemporâneas), é outro capítulo à parte, sendo inclusive um aspecto que gerou uma das mais lembradas sequências deste longa-metragem. Nela, Florya atira contra um cartaz com a imagem de Adolf Hitler enquanto, em rápidos cortes, vemos também passagens documentais do conflito e da ascensão do nazismo na Alemanha, uma contraposição de ficção e realidade que influenciaria o citado Steven Spielberg nas suas mencionadas obras sobre a guerra. Ou melhor, se o espectador observar com ao menos um pouco de atenção a película, perceberá o quanto Spielberg bebeu dessa fonte para a concepção de seus filmes ("Império do Sol", de 1987,  &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;parece ser uma versão “light” deste filme depois de tê-lo visto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfeccionismo de Klimov em retratar o horror foi tamanho que ele se valeu de um especialista para hipnotizar o jovem Kravchenko e assim extrair do ator o seu máximo interpretativo sem que este corresse o risco de ficar com traumas psicológicos. Até mesmo a maquiagem sobre o garoto nas últimas cenas nos dá a impressão de que ele envelheceu décadas em alguns dias. Obsessão? Exagero? É possível que muitos enxerguem desta forma, mas o resultado alcançado foi mesmo assombroso. Não foi por acaso que o título escolhido para a produção é um trecho do livro bíblico do Apocalipse. Nada mais adequado para sintetizar uma experiência ímpar que, indubitavelmente, se coloca entre os melhores filmes do gênero já realizados, mostrando em imagens que na guerra não há heróis, apenas sobreviventes. Um retrato de um pesadelo tristemente verídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação e nota: obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-2113959576445302974?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/2113959576445302974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=2113959576445302974&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2113959576445302974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/2113959576445302974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iCLiXU1b210/TnzHiZdW3VI/AAAAAAAAATw/fGkK_M1XTOo/s72-c/vaeveja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-838203179758583617</id><published>2011-09-21T18:41:00.006-03:00</published><updated>2011-09-21T19:27:59.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bilheterias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>O Brasil no Oscar e um Rei de volta ao topo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cidadedosaber.org.br/wp/wp-content/uploads/2011/09/tropa-de-elite-2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 469px; height: 352px;" src="http://www.cidadedosaber.org.br/wp/wp-content/uploads/2011/09/tropa-de-elite-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vocês já devem estar sabendo, &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/10/tropa-de-elite-2.html"&gt;"Tropa de Elite 2"&lt;/a&gt; foi escolhido para entrar na briga pelo melhor filme em língua não-inglesa no Oscar 2012. Olha, é justo. Os outros concorrentes não teriam qualquer chance, como &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/assalto-ao-banco-central.html"&gt;"Assalto ao Banco Central"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/04/as-maes-de-chico-xavier.html"&gt;"As Mães de Chico Xavier"&lt;/a&gt;. Não há dúvidas que "Tropa 2" é o melhor filme e já teria merecido a indicação no ano passado no lugar de&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/01/lula-o-filho-do-brasil.html"&gt; "Lula - O Filho do Brasil"&lt;/a&gt;. Mas a verdade é: não vai levar. Filmes violentos costumam ser rejeitados nesse prêmio (lembram de "Cidade de Deus"?) e o longa possui um tom muito voltado para o nosso público. Não é coisa para "americano ver".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cinema10.com.br/upload/image/O%20Rei%20Leao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 420px; height: 315px;" src="http://cinema10.com.br/upload/image/O%20Rei%20Leao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outra notícia importante dos últimos dias é a de que a versão em 3D de "O Rei Leão" atingiu o topo das bilheterias ianques no último fim de semana e disso tiro 3 conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A criatividade do cinema hollywoodiano está mesmo chegando ao fundo do poço;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) "O Rei Leão" é mesmo uma das obras-primas da Disney. Um filme que os pais estão fazendo questão de levar seus filhos para conferir no cinema (eu mesmo vou fazer questão de garantir o blu-ray em breve). Quem foi rei nunca perder a majestade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Em um prazo muito, muito breve vamos nos deparar com a notícia do próximo "clássico da animação" a ser convertido para o 3D e relançado nos cinemas. Pode apostar, é bem mais fácil que acertar os números da Megasena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-838203179758583617?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/838203179758583617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=838203179758583617&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/838203179758583617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/838203179758583617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/o-brasil-no-oscar-e-um-rei-de-volta-ao.html' title='O Brasil no Oscar e um Rei de volta ao topo'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4126528807928050836</id><published>2011-09-18T13:18:00.030-03:00</published><updated>2011-09-28T14:02:27.595-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Restaurando a Película</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3579/3345399858_ecf0d6aa52.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 306px; height: 464px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3579/3345399858_ecf0d6aa52.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: georgia;font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Amar Foi Minha Ruína&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Leave Her To Heaven, 1945)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size:100%;" &gt;As cores de um melodrama-noir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É comum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; associarmos o cinema noir à fotografia em preto e branco, algo perfeitamente natural, já que este gênero surgiu a partir da influência do expressionismo alemão e seus diretores que imigraram para os EUA fugindo do nazismo. Além disso, o noir era composto de produções de baixo orçamento, o que geralmente impossibilitava o uso do ainda caro technicolor, sendo este usado com mais frequência em grandes produções como “...E o Vento Levou” ou “O Mágico de Oz”. Assim, é com uma certa estranheza que ao vermos “Amar Foi Minha Ruína” nos deparamos com um resplandecente uso de cores, utilizadas não apenas como adorno fotográfico, mas também possuindo simbologias que enriquecem a adaptação para a tela grande do livro homônimo escrito por Ben Ames Williams. O impacto das cores se faz sentir ainda em uma das primeiras sequências, quando vemos a impressionante beleza de Gene Tierney, com o seu rosto que mais parece de um anjo moldado por algum escultor grego. Deve ter sido um enorme encanto, para o público de 1945, assistir a cenas com aqueles incríveis olhos azuis em uma tela de cinema, ainda mais se lembrarmos que seu maior sucesso havia sido no papel de Laura, personagem central do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/02/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;filme homônimo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; (de 1944 e um dos grandes clássicos do noir) produzido no ano anterior e rodado em p&amp;amp;b.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A escolha de Tierney para protagonista (que se deu depois da recusa de Rita Hayworth) foi mais do que feliz, uma vez que sua beleza contrasta, tais como as cores branca e preta, com o interior sinistro de Ellen Berent, sua personagem. O “preto e branco” existente na projeção ocorre nesta contraposição entre uma criatura tão bela exteriormente e tão horrível no seu íntimo. Palmas para o cineasta John M. Stahl, conhecido diretor de melodramas como “Imitação da Vida” (Imitation Of Life, 1934) e que aqui nos entrega o melhor trabalho de sua carreira, fugindo do tom sentimental da maior parte de sua obra para promover uma autêntica investigação sobre o lado mais pérfido que pode brotar de um ser humano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-98PQalJ_dwc/TadbKHz3ehI/AAAAAAAAADo/0EtqmtiR48w/s1600/Leave+her+to+heaven+%25281945%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 438px; height: 329px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-98PQalJ_dwc/TadbKHz3ehI/AAAAAAAAADo/0EtqmtiR48w/s1600/Leave+her+to+heaven+%25281945%2529.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O roteiro, construído com paciência e narrado em flashback, vai revelando lentamente o perfil da citada Ellen, uma mulher de família abastada que perdeu o pai recentemente. Somos apresentados a ela quando Richard Harland (Cornel Wilde), um escritor em férias, acaba se encontrando com a mesma em uma viagem de trem para o Novo México. A atração entre os dois surge quase imediatamente, principalmente da parte de Ellen, a qual vê muitas semelhanças entre Richard e seu falecido pai. Ela está noiva de um promotor de justiça, Russel Quinton (Vincent Price), mas não hesita em terminar rapidamente a relação com o mesmo e contrair um casamento relâmpago com Richard. Este, porém, vai percebendo gradualmente que Ellen tem um relacionamento difícil com as pessoas que a cercam, seja com a irmã Ruth (Jeanne Crain) ou a mãe (Mary Philips). E não tarda que a verdadeira personalidade de Ellen, possessiva e paranoica, comece a interferir no relacionamento do casal, já que a esposa repele a aproximação de qualquer outra pessoa que possa “se colocar” entre os dois, até mesmo de Danny, o irmão mais novo e paraplégico do marido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Elaborado com inúmeras sutilezas, o enredo, por meio de diálogos muito bem escritos, evolui deixando pistas do que pode acontecer, como ao sugerir em alguns momentos a relação edipiana de Ellen com o seu genitor ou quando ela rejeita a sugestão de Richard de contratar uma empregada, já que seria a única pessoa que poderia lhe servir ou agradá-lo. Desta forma, ocorre um crescente dramático e mesmo de suspense que surpreende o espectador até chegarmos a cenas que se tornariam muitos imitadas posteriormente, [SPOILER] como aquela em que Ellen se atira escada abaixo para provocar um aborto ou ainda quando assiste impassível ao afogamento do jovem cunhado [FIM DE SPOILER]. Entretanto, nada disso funcionaria sem que a personagem central tivesse uma intérprete à altura. E Tierney, hoje uma atriz estranhamente pouco lembrada pelo grande público, se mostrou a escolha ideal não apenas pela sua supramencionada beleza, mas também por nos presentear aqui com aquela que pode ser considerada a melhor atuação de sua carreira, a qual acabou lhe rendendo uma indicação ao Oscar de melhor atriz (perdeu para Joan Crawford com “Alma Em Suplício”). Outro destaque entre as atuações fica com Jeanne Crain, na pele da irmã de Ellen, mostrando talento dramático, além de ser também muito bonita. Já Cornel Wilde deixa a desejar com uma interpretação apenas competente de seu Richard, sem maior brilho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://flickfeast.co.uk/wp-content/uploads/2010/07/leave-her-to-heaven.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 436px; height: 325px;" src="http://flickfeast.co.uk/wp-content/uploads/2010/07/leave-her-to-heaven.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como já destacado acima, em “Amar Foi Minha Ruína” a fotografia é um caso à parte, mas não apenas por destacar a beleza da atriz principal. Leon Shamroy, vencedor do Oscar por este trabalho, captou com extraordinária beleza as paisagens desérticas do Novo México, assim como os lagos e florestas do Maine. Algumas tomadas mais parecem verdadeiras pinturas de tão bonitas. Ademais, Shamroy soube destacar os figurinos usados por Ellen no decorrer da trama, pensados para surgirem de forma antagônica aos demais, pois que somente ela usa cores vivas como o vermelho, o azul e o verde, enquanto aos demais são reservadas cores neutras. Tão belas imagens são ainda sublinhadas pela ótima trilha de Alfred Newman, muito bem utilizada para marcar os momentos de tensão da narrativa. Alguns erros de continuidade, entretanto, se fazem notar, como em algumas sequências que se iniciam à noite e, em seguida, vemos o sol brilhando na imagem. Lapsos de Stahl que talvez tenham lhe custado o esquecimento por parte da Academia de Hollywood.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Forte e muito bem realizada, o excelente título original da produção, “Leave Her To Heaven”, possivelmente traduz o pensamento que perpassa a mente do espectador ao fim da experiência. A frase foi retirada do “Hamlet” de William Shakespeare e se refere à Rainha Gertrude, a qual se casou com o assassino do seu marido, podendo ser traduzida como “deixe-a para o céu julgar”. Nada mais adequado para uma mulher que transformou o amor que sentia em algo destrutivo não somente para ela, como também para o objeto do seu sentimento. Tendo envelhecido muito bem, é intrigante que este melodrama-noir, apesar de muito copiado, não seja muito lembrado pelos admiradores da Sétima Arte. Uma obra que merece ser mais conhecida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cotação:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wBk3EYmoiPw/TnYaXbOi3CI/AAAAAAAAATo/Rpb4ldebWIY/s1600/Quatro%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wBk3EYmoiPw/TnYaXbOi3CI/AAAAAAAAATo/Rpb4ldebWIY/s400/Quatro%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653735371958311970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nota: 9,5&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4126528807928050836?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4126528807928050836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4126528807928050836&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4126528807928050836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4126528807928050836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/restaurando-pelicula.html' title='Restaurando a Película'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3579/3345399858_ecf0d6aa52_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8663701981054659944</id><published>2011-09-16T14:07:00.018-03:00</published><updated>2011-09-19T23:34:46.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trilhas Sonoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><title type='text'>Trilha Sonora #19</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.clubecinema.com/images/1961/13748-Blue-Hawaii--1961-.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 334px; height: 475px;" src="http://www.clubecinema.com/images/1961/13748-Blue-Hawaii--1961-.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: webdings;font-family:webdings;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Feitiço Havaiano" (Blue Hawaii, 1961) foi um dos filmes realizados logo após a volta do Rei do Rock, Elvis Presley, depois de prestar dois anos de serviço militar. Não é por acaso que seu personagem no filme também chega ao Havaí depois de dois anos no Exército. Obviamente, a trama do filme é daquelas típicas do cinema moldado para o astro: enredos bobinhos, com garotas bonitas, namoricos, alguma aventura e, claro, a música do Rei. E esta é de primeira qualidade, como demonstra  "Can't Help Falling in Love", canção da trilha de "Feitiço Havaiano" que se transformou em enorme sucesso. Não seria para menos, já que a música é mesmo ótima. Som na caixa! Elvis não morreu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=f7818cc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" height="132" width="353"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8663701981054659944?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8663701981054659944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8663701981054659944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8663701981054659944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8663701981054659944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/trilha-sonora-19.html' title='Trilha Sonora #19'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4984072790344411790</id><published>2011-09-13T15:24:00.009-03:00</published><updated>2011-09-13T15:45:45.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>O Homem do Futuro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://s.revista.cifras.com.br/arquivos/noticias/3/2830.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 311px; height: 436px;" src="http://s.revista.cifras.com.br/arquivos/noticias/3/2830.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para além&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; da nostalgia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é uma forma de arte capaz de despertar reminiscências de momentos bastante específicos de nossas vidas. Uma determinada canção pode nos remeter ao primeiro encontro com uma namorada, a uma viagem, a uma festa, a fases mais tristes ou alegres da existência. Eu acreditava, entretanto, que só a música tinha esse poder de fazer com que nos lembremos até mesmo dos cheiros e iluminação de um ambiente onde ocorreu algo de significativo na história de cada um. Estava equivocado. Ao assistir a “O Homem do Futuro”, neste último fim de semana, percebi que o cinema, quando bem realizado, também pode ter esse dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi impressionante como este longa-metragem de Cláudio Torres (parece que o talento é mesmo genético em sua família) conseguiu me transportar para os tempos da faculdade, trazendo-me ótimas recordações das festas em que empunhava o microfone para cantar as músicas da Legião Urbana, tal como os dois personagens centrais da narrativa, João “Zero” (Wagner Moura) e Helena (Alinne Moraes), o fazem no evento crucial que trará todos os desdobramentos do interessante roteiro escrito pelo próprio diretor. É devido aos fatos que ali ocorreram que o físico João levou a tal alcunha de “Zero”. Agora, vinte anos depois do acontecido, ele está desenvolvendo uma pesquisa sobre uma nova forma revolucionária de energia, mas é também um homem muito amargurado, ressentido com o passado e que continua obsessivo por Helena. Em uma das experiências para provar que a forma de energia que pesquisa não causa riscos, João acaba sendo transportado para o passado, mais exatamente para o exato dia da festa que lhe trouxe tantos dissabores. Então, ele resolve tentar modificar o curso dos acontecimentos, o que levará a realidades alternativas também não muito felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o quarto trabalho de Torres como diretor e o terceiro bom filme que ele faz, demonstrando que além de ter talento para o ofício, também possui uma queda pelo fantástico/inusitado. Essa tendência se mostra tanto em “Redentor” (2004) quanto em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/06/mulher-invisivel.html"&gt;“A Mulher Invisível”&lt;/a&gt; (2009) e aqui se solidifica ainda mais, especialmente por investir em um gênero pouco explorado no cinema nacional, como é o caso da ficção científica. Mesmo tendo de lidar com um roteiro naturalmente intrincado – como normalmente sucede com filmes que tratam de viagens temporais (e que comumente têm seus furos) – Torres jamais deixa a peteca cair, estabelecendo um ótimo ritmo para a narrativa e sem que ocorra confusão na mente do espectador em meio a tantas passagens de tempo. Além disso, mesmo diante de limitações orçamentárias, como fica claro na utilização de uma construção de Oscar Niemeyer para servir de residência para João em um dos futuros alternativos, os efeitos especiais empregados são muito convincentes e não apenas nos momentos em que o personagem central viaja no tempo, havendo outros mais sutis espalhados ao longo da projeção que sequer nos damos conta. No entanto, existem alguns descuidos de produção que se fazem notar, como denominar a máquina de João em um certo momento de “acelerador de partículas” e em outro como “conversor de partículas” o que, em termos físicos, faz uma baita diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://fabianacamilo.files.wordpress.com/2011/09/rtemagicc_o_homem_do_futuro_txdam8021_f9e52d.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 444px; height: 296px;" src="http://fabianacamilo.files.wordpress.com/2011/09/rtemagicc_o_homem_do_futuro_txdam8021_f9e52d.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não obstante estes pequenos problemas, a escolha do elenco foi de uma felicidade ímpar e isto se faz ainda mais importante se tivermos em vista o limitado número de personagens que compõem a trama. Alinne Moraes, além de sua beleza e sensualidade, e a despeito de algumas incongruências com sua Helena no inicio da narrativa, nos dá uma boa atuação, encaixando-se perfeitamente na figura da mulher que vira o objetivo de vida do protagonista. Já Fernando Ceylão, que faz Otávio, o melhor amigo de João, está ótimo com seu tipo engraçado e camarada, levando-nos a torcer para que seu personagem também tenha um bom desfecho. Maria Luísa Mendonça também sempre aparece bem como Sandra, amiga do protagonista e responsável pelo financiamento de suas pesquisas, assim como Gabriel Braga Nunes se encaixa bem no papel do playboy antipático. Mas é mesmo Wagner Moura que, em mais uma oportunidade, nos entrega um show particular ao interpretar o mesmo personagem em três fases distintas de sua vida. Ingênuo e tímido quando jovem, nervoso e amargurado já mais velho, além de finalmente equilibrado e seguro após aceitar e entender os eventos de sua história de vida, o ator consegue atribuir características distintas a cada um deles, mas sem que pareçam ser pessoas diferentes. Já vi comentários pela internet realizando comparações com &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/07/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“De Volta Para O Futuro”&lt;/a&gt; (Back To The Future, 1985), afirmando que ele consegue fazer Marty McFly, George McFly, Doc Brown e Biff todos ao mesmo tempo. E eu ainda acrescento: faz todos estes dentro do mesmo papel e jamais caindo no ridículo. Como já considerei em outras oportunidades (vide a resenha de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/10/tropa-de-elite-2.html"&gt;“Tropa de Elite 2”&lt;/a&gt;), acredito que Wagner Moura é não apenas o melhor ator do Brasil no momento, mas está, e por que não, entre o melhores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o sucesso do elenco, a trilha sonora pop incidental foi escolhida com rara felicidade. Torres já havia demonstrado ter perspicácia para tanto em “A Mulher Invisível” e aqui não foi diferente. A escolha de “Tempo Perdido”, da Legião Urbana (no filme interpretada por Wagner e Alinne), para sublinhar com força os principais momentos da projeção, é perfeita, assim como “Creep”, do Radiohead (com vocais também de Wagner juntamente com a banda Sua Mãe, da qual fez parte) e “It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)”, do R.E.M, são inseridas de maneira sensacional, totalmente adequadas às cenas das quais fazem parte. O espectador acaba saindo da sala com as canções tocando na mente, com vontade de continuar ouvindo repetidas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos méritos, “O Homem do Futuro” não apenas é feliz em levar o público a uma viagem nostálgica (o que aconteceu comigo, como relatei acima). Ele é ótimo tanto como um entretenimento que nos fará dar várias risadas, como também em nos fazer compreender que os erros e fatos tristes do passado de cada um são importantes como aprendizado e amadurecimento. Não adianta querermos mudar o passado ou simplesmente esquecê-lo. O importante está em aceitá-lo e crescer com ele. Acima mencionei que a obra de Cláudio Torres tem um pendor para o fantástico. É verdade, mas também é verdade que em todos os seus filmes os personagens são obrigados a superar suas dores e aprender com elas. Na vida, evoluir é essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-A0pBLLtdipo/Tm-gB0lBwaI/AAAAAAAAATg/8DsQYwFYY8k/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-A0pBLLtdipo/Tm-gB0lBwaI/AAAAAAAAATg/8DsQYwFYY8k/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651912010527523234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4984072790344411790?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4984072790344411790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4984072790344411790&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4984072790344411790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4984072790344411790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/o-homem-do-futuro.html' title='O Homem do Futuro'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-A0pBLLtdipo/Tm-gB0lBwaI/AAAAAAAAATg/8DsQYwFYY8k/s72-c/Quatro%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3455191138698624182</id><published>2011-09-11T14:50:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T14:42:28.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Planeta dos Macacos: A Origem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.moviefanatic.com/images/gallery/rise-of-the-planet-of-the-apes-international-poster_482x713.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 305px; height: 451px;" src="http://static.moviefanatic.com/images/gallery/rise-of-the-planet-of-the-apes-international-poster_482x713.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Macacos de todo o mundo: uni-vos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de meu período universitário, um dos trabalhos acadêmicos que mais me deixou recordações foi realizado dentro de disciplina de Ética, ainda no 3º período. Foi um seminário em que discutíamos se nós, seres humanos, temos o direito de impingir sofrimento ou mesmo matar outros seres vivos tidos como “irracionais”. Lembro-me que, um dos livros base para o trabalho, denominado “Ética Prática” (do polêmico filósofo Peter Singer), relatava uma experiência com macacos da espécie conhecida como bonobo, onde cientistas chegaram à conclusão que estes símios possuíam, na idade adulta, uma inteligência similar a uma criança de 6 anos, chegando a possuir consciência de si mesmos. Diante desta constatação, meu grupo defendeu a tese de que animais com tamanho desenvolvimento deveriam ter garantido seu direito à vida tal como nós, seres humanos, bem como não deveriam ser submetidos a tratamentos degradantes (como reclusão em jaulas ou experiências de caráter científico temerário). Mas por que estou relembrando esses fatos pessoais de minha vida estudantil nesta resenha? Bem, não é por mero saudosismo. A questão é que “Planeta dos Macacos: A Origem”, atualmente em exibição nos cinemas, tem como ponto central justamente o questionamento sobre os limites da postura da humanidade diante das outras espécies tidas como “irracionais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir desta ideia, de que os animais devem se tratados com mais respeito pela humanidade, que os roteiristas Rick Jaffa e Amanda Silver desenvolvem um roteiro inteligente e que se conecta muito bem com o filme original de 1968, estrelado por Charlton Heston e dirigido por Franklin J,. Shaffner (grande diretor que deveria ser mais lembrado), longa-metragem que gerou várias sequências nos anos 70 e até série televisiva. A trama, que se passa em um futuro próximo, é amarrada a partir de uma pesquisa sobre o Mal de Alzheimer desenvolvida pelo cientista Will Rodman (James Franco, apenas competente). Símios de diversas espécies, de chimpanzés a orogotangos, são as cobaias usadas e alguns deles acabam desenvolvendo uma inteligência acima do comum. É o filhote de uma  das fêmeas, Cesar (o fantástico Andy Serkis), que acaba sendo levado por Will para ser criado em casa, demonstrando, aos poucos, que tem uma compreensão sobre o mundo que o cerca semelhante a de um homem. Entretanto, Cesar vai aos poucos se sentindo inferiorizado por ser tratado como um bicho de estimação quando fora de casa, além de se sentir isolado em um mundo dominado por humanos, até que, como já subentendido pelo título do filme, alguns fatos que ocorrem que levarão não apenas Cesar, como também o grupo de símios por ele liderado, a uma revolta contra as condições degradantes em que vivem e pela liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.csmonitor.com/var/ezflow_site/storage/images/media/images/0805-film-review-rise-of-the-planet-of-the-apes/10574309-1-eng-US/0805-Film-Review-Rise-of-the-Planet-of-the-apes_full_600.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 452px; height: 301px;" src="http://www.csmonitor.com/var/ezflow_site/storage/images/media/images/0805-film-review-rise-of-the-planet-of-the-apes/10574309-1-eng-US/0805-Film-Review-Rise-of-the-Planet-of-the-apes_full_600.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessante perceber, ao longo da narrativa de um blockbuster concebido por Hollywood, a presença constante de concepções de cunho socialista, apresentando-se como um verdadeiro manifesto contra qualquer tipo de opressão, indo além da mera panfletagem ecológica. A cena em que Cesar dialoga com outro macaco mostrando que estes isolados são frágeis e que juntos podem ser fortes é puro marxismo. Só faltou surgir a frase “macacos de todo o mundo: uni-vos” para que pudéssemos sentir na tela a perfeita transposição do Manifesto Comunista escrito por Marx e Engels. Não é exagero dizer que Sergei Eisenstein poderia, caso fosse vivo, ter assumido a direção do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante este caráter social-libertário, o filme apresenta méritos excepcionais enquanto obra cinematográfica. Os efeitos usados para conceber Cesar, com aquela captação de movimentos e expressões que se tornou famosa desde a trilogia “O Senhor dos Anéis” (motion capture), são simplesmente incríveis. Em vários momentos, parece que estamos diante de um macaco real, esquecendo que se trata apenas de um artifício da tecnologia. À parte os méritos da técnica, Andy Serkis, que já se especializou neste tipo de trabalho, nos entrega mais uma atuação excepcional. Talvez um dia a Academia reconheça o mérito de suas performances e o premie com um Oscar. Vale dizer que não apenas Cesar é convincente, mas todos os outros símios também o são, consagrando o longa como mais um marco na evolução dos efeitos visuais. Na outra vertente, a dos humanos, se o citado James Franco não enche os olhos com sua atuação, John Lithgow, que faz o pai de Will, portador do Mal de Alzheimer, é o único dos “humanos” a nos estregar uma ótima atuação, já que Freida Pinto, como a namorada de Will e veterinária que ajuda nos cuidados com Cesar, não tem muito o que fazer (mas está bonita como sempre). Destarte, é surpreendente ver com um diretor praticamente desconhecido como Rupert Wyatt pode nos entregar um longa tão bem conduzido, sabendo dosar a tensão e contar sem pressa a narrativa. Além disso, mostra-se um grande diretor de sequências de ação, onde entendemos perfeitamente tudo que está acontecendo na tela (viu Michael Bay?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da estória acabar por recorrer a situações inverossímeis (como um grupo de macacos poderia resistir tão bem a um enorme contingente de polícia e exército armados?), “Planeta dos Macacos: A Origem” se mostra como um libelo contra toda forma de opressão, seja no que diz respeito a classes sociais, sexo, raça ou mesmo contra outras espécies de seres vivos, como fica mais explicitado no longa. Ademais, ainda toca no tema da responsabilidade com pesquisas científicas que possam eventualmente gerar situações que fujam do controle, colocando em risco a própria existência humana. Um blockbuster que, além de levar ótimo entretenimento ao espectador, consegue também fazê-lo refletir é sempre muito bem-vindo. O sucesso que este longa-metragem vem obtendo nas bilheterias é bastante merecido e talvez ele possa ser inserido dentro daquela nova revolução que parece estar acontecendo no cinema comercial: a dos grandes lançamentos que também fazem o público pensar (como no exemplo de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/08/origem.html"&gt;“A Origem”&lt;/a&gt;). Um filme que faz justiça ao mencionado original de 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-JfPVY6aF8ck/Tmz8ZgXfBUI/AAAAAAAAATY/I22UQV-AiXU/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JfPVY6aF8ck/Tmz8ZgXfBUI/AAAAAAAAATY/I22UQV-AiXU/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651169147558495554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3455191138698624182?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3455191138698624182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3455191138698624182&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3455191138698624182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3455191138698624182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/planeta-dos-macacos-origem.html' title='Planeta dos Macacos: A Origem'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JfPVY6aF8ck/Tmz8ZgXfBUI/AAAAAAAAATY/I22UQV-AiXU/s72-c/Quatro%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-184195290627831897</id><published>2011-09-09T14:01:00.004-03:00</published><updated>2011-09-09T14:15:28.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Quero Ver Novamente #14</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_h5DGnN_2N8w/TI7egvAyzhI/AAAAAAAAA3g/f8ae31xBjM0/s1600/O+Signo-+magnolia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 454px; height: 340px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_h5DGnN_2N8w/TI7egvAyzhI/AAAAAAAAA3g/f8ae31xBjM0/s1600/O+Signo-+magnolia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há poucos dias, revi "Magnólia" (1999) e pude constatar o quanto esse filme pode ser surpreendente, com seu roteiro inusitado e atuações excelentes. Todavia, à parte sua indubitável inteligência, o que mais encanta nesta obra de Paul Thomas Anderson é sua capacidade de emocionar, como nesta conhecida sequência em que todos os personagens cantam "Wise Up", uma das composições de Aimee Mann que serviram de inspiração para o filme (Anderson é amigo da cantora). Ah, e se você ainda não viu, resolva imediatamente este problema! Assista abaixo à referida cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/KITm6ljlZT0" allowfullscreen="" width="480" frameborder="0" height="345"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-184195290627831897?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/184195290627831897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=184195290627831897&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/184195290627831897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/184195290627831897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/quero-ver-novamente-14.html' title='Quero Ver Novamente #14'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h5DGnN_2N8w/TI7egvAyzhI/AAAAAAAAA3g/f8ae31xBjM0/s72-c/O+Signo-+magnolia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-510627233711466855</id><published>2011-09-06T16:47:00.005-03:00</published><updated>2011-09-06T17:18:30.932-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Épicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://movie-trailers.us/wp-content/uploads/2009/12/Glory-1989-trailer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 451px;" src="http://movie-trailers.us/wp-content/uploads/2009/12/Glory-1989-trailer.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Tempo de Glória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Glory, 1989)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom para o cinema, importantíssimo para a memória&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso que o cinema norte-americano aborde tão esporadicamente um evento de importância crucial na História dos Estados Unidos como o foi a famosa Guerra de Secessão. Mesmo o clássico absoluto “...E o Vento Levou”, primeiro filme que costuma vir à mente dos cinéfilos quando se menciona dita temática, coloca o conflito apenas como um pano de fundo e ambientação histórica para as desventuras de Scarlett O'Hara, sem levar a fundo uma investigação sobre as causas e consequências da guerra. Talvez esse descaso das produções estadunidenses ocorra porque o referido evento histórico mexe com feridas ainda não cicatrizadas da formação do país, tocando em aspectos como o ódio racial, direitos civis e também o desnível econômico hoje existente entre os estados do Norte e do Sul. Dentro desse contexto, um filme como “Tempo de Glória” (Glory) se faz muito bem vindo ao não apenas abordar diretamente o conflito, mas também ao remexer em algumas dessas sujeiras que os norte-americanos fazem questão de tentar esconder embaixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é, possivelmente, ao lado de “Diamante de Sangue” (Blood Diamond, 2006), o melhor filme da irregular carreira do diretor Edward Zwick, o qual também foi responsável por bombas como “Lendas da Paixão” (Legends Of The Fall, 1994), uma espécie de novelão disfarçado de cinema. É possível que este seu sucesso em “Tempo de Glória” se deva à própria natureza grandiosa dos fatos que inspiraram sua realização, aptos a deixar correr solto o tom épico grandioso que parece ser uma autêntica mania de Zwick, mas sem que isso se torne cafona. Afinal, a narrativa trata do destino do 54º Regimento do Exército de Massachusetts, o primeiro a ser formado apenas por negros durante a secessão. Menosprezado por muitos, já que composto por voluntários que, em sua maioria, não tinham qualquer noção de combate (além do preconceito com a cor da pele, claro), o 54º acabou servindo como espelho de bravura e obstinação para os demais ao tentar tomar um forte sulista praticamente intransponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, escrito por Kevin Jarre, foi baseado em livros de Lincoln Kirstein e Peter Buchard, os quais, por sua vez, inspiraram-se nas cartas de Robert Gould Shaw, jovem coronel pertencente a uma abastada família de Boston, mas de caráter bastante liberal (no filme interpretado por Matthew Broderick). Alguns apontam como crítica este desenvolvimento da trama a partir do ponto de vista de um branco, mas a realidade é que tal ótica não deixa de ser a mais fiel aos fatos históricos (hoje, as cartas encontram-se arquivadas na Universidade de Harvard). Destarte, de todos os personagens da trama apenas o Coronel é comprovadamente real. Todos os soldados negros são elaborações ficcionais. Entretanto, os tipos são bem construídos, desde o revoltado Trip (Denzel Washington, no papel que o levaria ao estrelato), passando pelo sensato sargento (e ex-coveiro) John Rawlins (Morgan Freeman), até o letrado Thomas Searles (Andre Braugher), todos apresentam facetas tridimensionais, sendo mostrados não apenas seu idealismo e bravura, mas também suas dúvidas, fraquezas e inseguranças. Neste aspecto, é importante salientar a qualidade das interpretações em tela. Morgan Freeman faz aquele seu tipo característico, mas com a competência de sempre; Braugher consegue demonstrar todo o conflito de um homem idealista, mas inteiramente desconfortável e fragilizado com o duro treinamento militar. Entretanto, o show fica mesmo por conta de Denzel Washington. A cena em que o ex-escravo Trip é chicoteado devido a uma suposta tentativa de deserção é realmente memorável e só ela já faria por merecer o Oscar de ator coadjuvante que o intérprete levou. Ademais, Matthew Broderick encontra aqui o seu melhor momento no cinema ao lado do seu antológico Ferris Bueller de “Curtindo A Vida Adoidado” (Ferris Bueller's Day Off, 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.gogaminggiant.com/wp-content/uploads/2010/02/glory_1989_685x385.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 480px; height: 269px;" src="http://www.gogaminggiant.com/wp-content/uploads/2010/02/glory_1989_685x385.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o roteiro também é feliz ao cutucar, por meio de interessantes diálogos, as feridas raciais norte-americanas. Em dado momento, Trip questiona o Coronel Shaw: “Se vencermos, Coronel, você voltará a Boston, para sua casa e sua família. E nós, o que ganharemos?”. Ou ainda, quando Trip zomba de uma tropa de soldados brancos que voltam derrotados de uma batalha e é criticado pelo Sargento Rawlins: “não seja idiota, eles estão lutando por nós. Já enterrei muitos soldados brancos, agora é hora de nós também fazermos a nossa parte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o texto, em alguns momentos, possua algumas doses acentuadas de fatalismo, os problemas da película se encontram mesmo na direção de Zwick, sempre no limite entre o bom gosto e o sentimentalismo barato, principalmente ao fazer a trilha sonora despertar acordes épicos e emocionais a cada três minutos, mesmo que, em termos puramente musicais, as composições de James Horner sejam belíssimas. A presença de alguns momentos piegas, todavia, não impede que existam cenas de real emoção, como naquela em que os soldados - em um momento que revela as origens da música norte-americana - cantam antes da batalha que pode significar as suas mortes. De qualquer forma, a beleza da fotografia de Freddie Francis (vencedora do Oscar) , bem como a impactante e violenta sequência da batalha final no forte (uma espécie de precursora do que seria feito mais tarde em “O Resgate do Soldado Ryan”) compensam os eventuais deslizes de Zwick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de um apuro técnico que nos faz duvidar que seja uma produção de 1989, “Tempo de Glória” se coloca, hoje, como uma espécie de remédio contra o cinismo e a indiferença do século XXI, narrando com eficácia uma história real deveras inspiradora. Por outro lado, não deixa de apontar o dedo para determinados problemas da sociedade americana que ainda perduram mesmo depois de tantos anos. Um filme que se faz importante não somente por suas qualidades cinematográficas, mas, principalmente, por ser um dos poucos longas a retratar com eficiência uma momento histórico pouco abordado na produção ianque. Bom para o cinema, mais importante ainda para a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mQQyIpKFL1c/TmZ5iVpgAeI/AAAAAAAAATQ/5J5IJPkvHO0/s1600/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mQQyIpKFL1c/TmZ5iVpgAeI/AAAAAAAAATQ/5J5IJPkvHO0/s400/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649336413416587746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-510627233711466855?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/510627233711466855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=510627233711466855&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/510627233711466855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/510627233711466855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/para-ver-em-um-dia-de-chuva_06.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mQQyIpKFL1c/TmZ5iVpgAeI/AAAAAAAAATQ/5J5IJPkvHO0/s72-c/Tres%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-5446978532131091449</id><published>2011-09-05T14:04:00.003-03:00</published><updated>2011-09-05T14:32:24.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmios'/><title type='text'>Eddie Murphy no Oscar 2012?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/coluna/files/2011/09/Eddie-Murphy-%C3%A9-cotado-para-apresentar-o-Oscar.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 473px; height: 345px;" src="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/coluna/files/2011/09/Eddie-Murphy-%C3%A9-cotado-para-apresentar-o-Oscar.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como muitos de vocês já devem estar sabendo, Brett Ratner (diretor de "X-Men: O Confronto Final") será o responsável pela direção da festa do Oscar em 2012. Pois bem, agora ele convidou Eddie Murphy, que no passado já teve larga experiência como humorista stand-up, para apresentar a 84ª edição do evento. A escolha se torna curiosa pelo fato de Murphy já ter feito papel de ridículo quando de sua indicação ao prêmio de ator coadjuvante por "Dreamgirls" (quando perdeu, levantou-se e foi embora) e também não ser das figuras mais bem quistas em Hollywood. Sendo bem sincero, a verdade é que as cerimônias se tornariam bem melhores sem esses "apresentadores". Bastaria aquele(a) que vai anunciar cada prêmio entrar, relacionar os indicados e o vencedor e ponto final. Se a audiência do programa vai caindo com o passar das horas é justamente porque as pessoas perdem a paciência com tanta bobagem... A cerimônia do Oscar 2012 está prevista para o dia 26 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-5446978532131091449?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/5446978532131091449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=5446978532131091449&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5446978532131091449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5446978532131091449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/eddie-murphy-no-oscar-2012.html' title='Eddie Murphy no Oscar 2012?'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1728572329960291301</id><published>2011-09-02T10:14:00.006-03:00</published><updated>2011-09-02T10:35:08.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diretores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-QeSxiDuknQk/TZcbyuEUPUI/AAAAAAAACbo/-F18f0BDQLw/s400/O_Enigma_de_Kaspar_Hauser1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 304px; height: 431px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QeSxiDuknQk/TZcbyuEUPUI/AAAAAAAACbo/-F18f0BDQLw/s400/O_Enigma_de_Kaspar_Hauser1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Enigma de Kaspar Hauser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Jeder für Sich und Gott Gegen Alle&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; 1974&lt;/span&gt;&lt;span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intolerância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, convém explicar quem foi Kaspar Hauser, personagem central desta obra do cineasta alemão Werner Herzog. Trata-se de um rapaz que foi encontrado, em 1828, em uma praça, apenas com uma carta na mão, na cidade alemã de Nuremberg. Ele não sabia ler, escrever, falar ou mesmo andar. Havia passado toda a sua vida trancado em uma espécie de masmorra, desprovido de qualquer contato com outras pessoas. Até mesmo sua comida era colocada no ambiente enquanto ele dormia. Algum tempo depois de sua libertação e convívio com a sociedade, o mesmo é misteriosamente assassinado com uma facada no peito. Jamais o mistério de sua origem foi desvendado, tendo surgido diversas teorias a respeito, entre estas a de que ele seria apenas um mendigo espertalhão (que “se fez de doido para melhor passar”, para usarmos uma expressão popular) e outra de que seria neto de Napoleão Bonaparte, escondido da sociedade por questões que envolveriam sucessão e bastardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem histórico se constitui em uma ótima matéria-prima para o citado Herzog, um diretor bastante afeito a enfocar tipos deslocados da sociedade, vivendo em uma espécie de mundo próprio à parte dos demais, tendência que ainda manteve com o passar dos anos, basta lembrarmos de “Fitzcarraldo” (1982) e o documentário “O Homem Urso” (Grizzly Man, 2005). Ele é, ao lado de Wim Wenders e Rainer Werner Fassbinder,  um dos grandes expoentes do chamado “Novo Cinema Alemão”, expressão cunhada para designar as produções capitaneadas por jovens diretores germânicos no final dos anos 60 e início dos 70, bastante influenciados pela Nouvelle Vague e também pelo Cinema Novo brasileiro. Destarte, ao contrário de Wim Wenders, por exemplo, o qual toca em questões existenciais com marcante sensibilidade, Herzog costuma caminhar em uma vertente mais cerebral, realizando análises das interações do indivíduo com a sociedade de uma maneira menos emocional, digamos assim. “O Enigma de Kaspar Hauser”* parece ser a epítome desta característica do cineasta alemão. Com um tema que poderia facilmente descambar para o sentimentalismo barato nas mãos de outros nomes, o diretor alemão traça um verdadeiro estudo não só das interações do indivíduo com um meio que lhe é hostil, mas também da própria ideia do que constitui a natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na narrativa de Herzog, Kaspar Hauser, depois de libertado, tem de se adaptar a um mundo que lhe é totalmente desconhecido, entrando em contato com regras e conceitos estranhos e que, para ele, são de difícil apreensão, já que havia passado toda sua vida tendo como único “companheiro” de confinamento um cavalinho de madeira e rodinhas. Entretanto, a despeito de seu anterior confinamento, Kaspar parece ser um homem inteiramente livre, despido dos grilhões colocados pelos condicionamentos culturais, entendendo o mundo de uma forma particular perfeitamente traduzida na frase que serve como prólogo ao longa-metragem: “vocês não ouvem os assustadores gritos ao nosso redor que habitualmente chamamos de silêncio?”. Ele parece enxergar o mundo como uma criança o faz, questionando toda e qualquer possível “verdade” que lhe é posta, sejam estes conceitos religiosos, culturais ou científicos (as cenas em que Kaspar dialoga com pastores e um professor de Lógica são particularmente interessantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Tg7p_ReoYvM/TE_h6c3EmnI/AAAAAAAAJSE/1BWpN2-Pqzs/s1600/8.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 469px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Tg7p_ReoYvM/TE_h6c3EmnI/AAAAAAAAJSE/1BWpN2-Pqzs/s1600/8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para interpretar um personagem tão peculiar, Herzog usou de uma escolha singular. O papel coube a Bruno S., na realidade um não-ator que passou a maior parte da vida internado em centros para alienados mentais. Ou seja, ele próprio tinha muito de Kaspar Hauser, o que redunda em uma atuação marcante, mesmo que você considere que ele estava interpretando a si mesmo (ele faria apenas mais um filme, "Stroszek", também de Herzog, que tinha um imenso trabalho para fazê-lo atuar). A verdade presente na interpretação do personagem central aliada a um clima onírico concebido pelo diretor , além de certa objetividade na narração dos acontecimentos - em boa parte da projeção há um escrivão reduzindo a termo todos os fatos que observa – dão ao filme um sabor único, causando estranheza mesmo se visto por um espectador mais habituado ao cinema dito “de arte”. Tal sensação de estranheza, bem como a veia cerebral do diretor, todavia, terminam por causar um certo distanciamento que se torna o calcanhar de Aquiles do filme, resultando, até certo ponto, em uma falta de identificação do público com o personagem. Não que tenhamos antipatia por Kaspar, mas quando comparado a “O Homem Elefante” (The Elephant Man, 1980), de David Lynch - para tomarmos um outro exemplo de protagonista que vivia isolado da sociedade e depois passa a ser integrado a ela - o personagem trabalhado por Herzog empalidece. O diretor parece esquecer de recompensar o espectador com um pouco de emoção – prova disso é a quase ausência de trilha sonora ao longo dos seus 110 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte este pequeno equívoco, “O Enigma de Kaspar Hauser” (vencedor do prêmio especial do Júri no Festival de Cannes) é um libelo em defesa do livre pensamento, do espírito humano e um profundo questionamento sobre o que realmente somos. Quanto do que há em nós é propriamente nosso ou foi imposto e condicionado pelo meio em que vivemos? Será que somos realmente livres? Ou, ainda, quanto de humano pode existir em alguém que viveu completamente isolado de outros seres humanos? Herzog parece nos responder tornando Kaspar Hauser o mais humano de todos os personagens vistos na tela e sugerindo que [SPOILER] o seu assassinato foi resultado de seu espírito livre, gerando intolerância e desconforto na comunidade em que vivia. A sequência final, onde um grupo de médicos disseca o seu cérebro em busca de respostas para o seu comportamento “diferente” resume perfeitamente as limitações humanas diante daquilo que não consegue explicar, ou, simplesmente, aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-q4VjG21rOeI/TmDa7dlxiSI/AAAAAAAAATI/MDEp9OKit3o/s1600/Quatro%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-q4VjG21rOeI/TmDa7dlxiSI/AAAAAAAAATI/MDEp9OKit3o/s400/Quatro%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647754647812802850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O título original do longa, "&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jeder für Sich und Gott Gegen Alle",&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; foi retirado por Herzog de “Macunaíma”, obra do nosso Mário de Andrade, e significa “Cada Um Por Si e Deus Contra Todos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1728572329960291301?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1728572329960291301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1728572329960291301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1728572329960291301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1728572329960291301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/09/para-ver-em-um-dia-de-chuva.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QeSxiDuknQk/TZcbyuEUPUI/AAAAAAAACbo/-F18f0BDQLw/s72-c/O_Enigma_de_Kaspar_Hauser1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8535973847207749258</id><published>2011-08-28T12:39:00.007-03:00</published><updated>2011-09-28T17:56:23.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diretores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.moviepostershop.com/some-like-it-hot-movie-poster-1959-1020461120.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 449px;" src="http://images.moviepostershop.com/some-like-it-hot-movie-poster-1959-1020461120.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto Mais Quente Melhor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Some Like It H&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ot, 1959)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Humor universal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começo uma resenha sobre alguma comédia, costumo fazer a advertência de que humor é uma questão muito pessoal. Em inúmeras ocasiões podemos rir de uma determinada cena ou piada enquanto outras não verão nelas a menor graça. Tal característica possivelmente torna o gênero o mais difícil para qualquer artista, seja ele cineasta, escritor, ator ou qualquer outro. Entre os atores, já se tornou lugar-comum afirmar que é muito mais complicado fazer rir do que chorar. De qualquer forma, a frase resume a mais pura verdade. Sendo assim, só mesmo sendo genial para conseguir fazer qualquer um rir e um dos raros artistas a alcançar tal feito foi o diretor Billy Wilder e sua obra máxima da comédia “Quanto Mais Quente Melhor” (Some Like It Hot).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este longa-metragem de 1959 é fruto de uma fase mais leve e divertida da carreira do famoso cineasta de origem austro-húngara (ele nasceu em 1906, quando o Império Austro-Húngaro ainda existia e a cidade onde nasceu hoje é território polonês). Sua fase anterior, onde predominaram dramas cáusticos, nos rendeu verdadeiras obras-primas do cinema, como “A Montanha dos Sete Abutres” (Ace In The Hole, 1951) e “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Boulevard, 1950), sendo que este último costuma até mesmo frequentar listas de melhores de todos os tempos (com inteira justiça, diga-se de passagem). A partir de 1954, com “Sabrina”, Wilder engendraria uma série de históricas comédias que legariam grandes momentos para a Sétima Arte, tais como “O Pecado Mora Ao Lado” (The Seven Year Itch, 1955) e &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/10/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Se Meu Apartamento Falasse”&lt;/a&gt; (The Apartment, 1960). No entanto, Wilder jamais abandonou o seu lado crítico, continuando a espezinhar o cinismo e hipocrisias sociais e “Quanto Mais Quente Melhor” melhor se coloca como o perfeito ápice dessa fórmula que mistura consciência crítica e humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Tzec5oUUGhc/THFtURmw_MI/AAAAAAAAB14/26yGqeXFOM8/s1600/rvacteurs-_some-like-it-hot-_monroe-curtis-et-lemmon19589b83.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 472px; height: 342px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Tzec5oUUGhc/THFtURmw_MI/AAAAAAAAB14/26yGqeXFOM8/s1600/rvacteurs-_some-like-it-hot-_monroe-curtis-et-lemmon19589b83.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo neste filme funciona. Desde o roteiro inspiradíssimo (curiosamente, até o início das filmagens, ele estava ainda pela metade), passando pelas atuações fabulosas e a direção magistral, não há nada que esteja fora de lugar, trazendo ao espectador duas horas memoráveis. Inspirado em um filme alemão de 1951, Fanfahren Der Liebe, em que dois músicos se fingem de mulher para integrar uma banda feminina, Wilder, auxiliado por I.A.L Diamond (seu frequente colaborador), elaborou um roteiro perfeito que consegue combinar diálogos afiados a gags sensacionais, além de puro pastelão, sem perder, como dito mais acima, a perene veia crítica que se tornou a marca registrada do diretor-roteirista. Aqui, Wilder ambienta a estória de travestismo nos EUA de 1929, tempo da depressão econômica e da Lei Seca, época em que o comércio de bebidas alcoólicas acabou se tornando tráfico devido à proibição oficial. É quando os dois amigos músicos Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) testemunham um massacre cometido por Spats Columbo (George Raft), chefão dos gangsteres de Chicago. Para salvar a pele, a única saída se torna acompanhar uma banda feminina de jazz que está de partida para apresentações em um hotel de Miami. É na viagem de trem que a dupla, que agora usa os nomes “Josephine” e “Daphne”, além de se exasperar para não ter o disfarce descoberto, ainda conhece Sugar Kane (a mítica Marilyn Monroe), cantora sensual, frágil e beberrona que desperta o imediato interesse dos dois. Para completar o salseiro, ao chegar a Miami “Daphne” passa a ser alvo dos cortejos incessantes do milionário Osgood Fielding (Joe E. Brown).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para levar a cabo seus propósitos, Wilder teve que quebrar alguns tabus da indústria. Houve resistência do estúdio com a premissa do roteiro, que inseria comédia dentro de um contexto a princípio violento, um massacre. Ademais, o diretor lutou muito para que o longa permanecesse com suas duas horas, algo incomum para as comédias da época - na verdade, é uma duração pouco convencional até para as comédias de hoje. Mas o resultado final mostrou que ele estava certo. Até mesmo a utilização da fotografia em preto e branco se mostrou feliz, tanto para realçar o clima do período em que se passa a trama, como para atenuar o peso da maquiagem no rosto dos atores, a qual certamente pareceria muito exagerada caso fosse o utilizado o technicolor na produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Tg2NDh71eis/SpNUQVpwIDI/AAAAAAAAAHA/GO2emwECdpw/s400/SomeLikeItHot-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 355px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Tg2NDh71eis/SpNUQVpwIDI/AAAAAAAAAHA/GO2emwECdpw/s400/SomeLikeItHot-01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que um roteiro brilhante exigiria intérpretes à altura da tarefa. Tony Curtis, que se sentia constrangido, de fato, em atuar travestido confere um ar de seriedade a sua “Josephine” que contrasta de maneira de maneira impagável com a atuação desinibida do sensacional Jack Lemmon, que transformou sua “Daphne” em uma das figuras mais hilárias da história do cinema. Esta foi a primeira colaboração de Lemmon com Wilder, parceria que renderia várias outros bons filmes na década seguinte. Além disso, temos a presença da lendária Marilyn, ícone atemporal de beleza e sensualidade, em um dos papéis pelos quais é mais lembrada, juntamente com o citado “O Pecado Mora Ao Lado” (que tem a cena famosa na qual sua saia sobe) e “Os Homens Preferem As Loiras” (Gentlemen Prefer Blondes, 1953, de Howard Hawks). Sua presença nos sets, porém, trouxe alguns problemas, já que ela estava em uma fase difícil emocionalmente, o que acentuava. ainda mais a sua já natural dificuldade em decorar diálogos. Foram necessários colocar papeis dentro de gavetas e em outras partes dos ambientes para que as filmagens tivessem sequência, o que acaba impacientando o restante do elenco (alguns afirmam que Curtis tinha especial impaciência com a situação). O se vê na tela, no entanto, é um elenco em grande sintonia, com um timing cômico perfeito não só entre as estrelas, mas também entre os coadjuvantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho antológico e inesperado parte inclusive de um desses coadjuvantes, Osgood, em uma cena concebida pelo co-roteirista Diamond na véspera de sua encenação, último tijolo na construção de uma comédia que se tornou realmente histórica. Não é por acaso que Wilder considerava este o seu melhor filme e o American Film Institute tenha elegido esta como a melhor comédia de todos os tempos. Uma obra que desafia a ideia que expressei mais acima de que o humor é algo muito pessoal, pois é quase impossível não rir com esta comédia fervilhante. Uma amostra de que, quando o talento fala mais alto, o humor pode ser universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação e nota: Obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8535973847207749258?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8535973847207749258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8535973847207749258&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8535973847207749258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8535973847207749258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/filmes-para-ver-antes-de-morrer_28.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Tzec5oUUGhc/THFtURmw_MI/AAAAAAAAB14/26yGqeXFOM8/s72-c/rvacteurs-_some-like-it-hot-_monroe-curtis-et-lemmon19589b83.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-577289898180007639</id><published>2011-08-26T17:24:00.003-03:00</published><updated>2011-08-26T17:55:31.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trailers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novas Produções'/><title type='text'>George e Scorsese</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rocknbeats.com.br/wp-content/uploads/2011/07/GH_LITMW_quarter_1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 384px; height: 569px;" src="http://www.rocknbeats.com.br/wp-content/uploads/2011/07/GH_LITMW_quarter_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa foi uma das ótimas notícias que tivemos essa semana. "Gorge Harrison: Living In The Material World",  o documentário de Martin Scorsese sobre o Beatle George Harrison ganhou um trailer bastante estimulante. Nossa, a vida de um beatle contada pelo cineasta mais musical do cinema vai ser de arrepiar! O documentário foi comprado pela HBO norte-maericana, que vai exibi-lo como um especial em duas partes, dias 5 e 6 de outubro. Além disso, o filme deve rodar festivais mundo afora, começando pelo de Nova York, que acontece de 30 de setembro a 16 de outubro. Aguardando! Veja o trailer abaixo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/_QWHWEiCLUU" allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-577289898180007639?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/577289898180007639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=577289898180007639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/577289898180007639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/577289898180007639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/george-e-scorsese.html' title='George e Scorsese'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/_QWHWEiCLUU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-8122095453084294590</id><published>2011-08-21T18:01:00.008-03:00</published><updated>2011-08-21T18:14:01.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Super 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cinepop.com.br/cartazes/super8_4.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 310px; height: 458px;" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/super8_4.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja resultado da temática abordada, mas a sensação que tive ao término da sessão de “Super 8” foi a de que o filme é muito mais do produtor Steven Spielberg do que do diretor J.J. Abrams. Afinal, o gênero da aventura infanto-juvenil foi praticamente inventado por Spielberg a partir de “E.T. - O Extraterrestre” (1982), o qual acabou gerando, ao longo dos anos 80, uma profusão de filmes voltados para este público, como “Os Goonies” (1985) e “Conta Comigo” (Stand By Me, 1986). Quem foi garoto(a) nos anos 80 deve guardar com carinho na memória a lembrança destas produções que dialogavam com imensa eficácia com o seu imaginário, fazendo despertar emoções e até mesmo ajudando na construção de uma personalidade e, claro, também constituindo uma grande diversão. “Super 8” é exatamente uma homenagem a este tipo de cinema tão caro a muitos adultos de hoje. Mas não só isso. É também uma declaração de amor à própria arte cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio título do longa-metragem já se constitui uma referência a uma das formas de se fazer cinema. Super 8 era uma tipo de câmera muito comum até o início nos anos 80 e frequentemente usada por cineastas amadores para realizar suas produções caseiras. Ela utilizava o barato filme de 8mm (daí o nome do dispositivo) e não possuía negativo, não permitindo, desta forma, mais de uma revelação. Sendo assim, a única maneira de se fazer a edição, era, literalmente, cortando e emendando pedaços de filme. Tais dificuldades, entretanto, jamais inibiram os diretores e atores aspirantes, havendo até mesmo concursos de curtas no formato, o que era um grande estímulo para a garotada. Basta lembrar que o próprio Steven Spielberg começou assim, filmando em super 8 com os amigos da vizinhança. E é exatamente na realização de um curta neste formato que os protagonistas da produção estão envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa nos apresenta Joe Lamb (Joel Courtney), um garoto que acabou de perder a mãe em circunstâncias trágicas. Além da escola, seus dias se passam em auxiliar o amigo e “diretor” Charles (Riley Griffiths) na realização de curtas sobre zumbis (o que dá ensejo a várias homenagens, ao longo da projeção, a George Romero, o mestre do gênero terror-zumbi), ao lado de outros companheiros. É quando eles resolvem filmar uma cena de amor em uma estação de trem da pequena cidade de Lillian, Ohio, que acontece um evento estranho e que acaba acidentalmente sendo capturado pela câmera, tornando-os alvos da perseguição do Exército, o qual ocupa a localidade logo após a ocorrência do citado evento. Com um roteiro tão simples e direto, sobra espaço para que sejam explorados os sentimentos e conflitos típicos desta fase da vida. Com personagens muito bem construídos e carismáticos, vamos acompanhando o nascimento e construção das amizades, o surgimento do primeiro amor, além da necessidade de começar a enfrentar aspectos mais duros da vida, como a perda de pessoas próximas. Esta última, vale dizer, se configura em algo caro à filmografia spielberguiana, comumente pontuada por lares esfacelados, seja pela perda, seja pela separação de pais. Não é mera coincidência o fato de Joe lembrar muito o Michael, personagem central de “E.T.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/04/12/elle-fanning-e-joel-courtney-estrelam-super-8-de-jj-abrams-1302646261631_615x300.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 467px; height: 227px;" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/04/12/elle-fanning-e-joel-courtney-estrelam-super-8-de-jj-abrams-1302646261631_615x300.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contando com um elenco quase inteiro de atores novatos, é impressionante o resultado interpretativo que o diretor Abrams conseguiu arrancar da garotada. Todos entregam boas atuações e encontram-se em perfeita sintonia, valendo um destaque especial para Elle Fanning (irmã de Dakota Fanning), como Alice, a menina e interesse romântico do grupo, e Joel Courtney, como o protagonista Joe (como eles choram bem!). Com tanto carisma, torna-se impossível não se identificar e se empolgar com suas aventura e desventuras. Falando em aventuras, Abrams dá um show de direção ao criar cenas espetaculares. A cena do descarrilamento do trem, por exemplo, já se coloca como uma das mais memoráveis dos últimos anos. Simplesmente sensacional! Como é bom ver quando efeitos especiais são usados a favor da narrativa e não esta em prol da tecnologia (viu, Michael Bay?). Da mesma forma, a recriação do clima dos anos 80, fazendo os personagens usarem aparelhos hoje estranhos aos mais novos, como walk-talkies e walkmans, é precisa e aponta para uma nostalgia que se espraia em todos os aspectos da produção. Além disso, cada cinéfilo sai presenteado com uma série de referências ao próprio cinema. Desde os citados filmes de zumbi de George Romero a Alfred Hitchock, passando pela própria cinematografia de Spielberg, há muita coisa a ser observada por olhares mais atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se o cinema oitentista é perfeitamente revitalizado em seu clima leve e aventureiro, por outro lado o pecado de “Super 8” termina por ser exceder-se nessa fonte, assumindo também os seus clichês. Assim, a partir de certo ponto, o roteiro (escrito pelo próprio J.J. Abrams) acusa uma demasiada previsibilidade, deixando entrever uma conclusão que soará familiar a muitos dos que estiverem na sala de projeção. Ademais, algumas circunstâncias restam mal resolvidas, deixando a sensação de pressa em chegar à conclusão ou mesmo de falta de ideias que explicassem melhor alguns pontos nebulosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte tais problemas, “Super 8” é, desde já, o melhor filme de J.J. Abrams no cinema (bem superior a &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/05/star-trek.html"&gt;“Star Trek”&lt;/a&gt; e “Missão Impossível 3”), mesmo com a evidente mão de Spielberg pesando sobre o resultado final do longa-metragem. Muito se esperava dele devido ao seu grande sucesso nas séries de TV (como na famosa “Lost”), mas TV e cinema são duas mídias com características bem distintas, e a exigência do meio cinematográfico é bem maior do que o televisivo. É importante sublinhar, ainda, que o cinema costuma gerar verdadeiras pérolas quando faz uso inteligente da metalinguagem (“Cinema Paradiso” está aí provando tal afirmação) e aqui parece ser o caso. Este é um longa que já nasceu predestinado a se transformar em um autêntico cult. Impossível não se emocionar com um filme que remonta a tantas boas lembranças e fazendo também um novo público entrar em contato com uma forma de se fazer cinema já quase em desuso. Impossível, ademais, não se emocionar com uma declaração tão grande de amor à arte como vemos na tela, declaração esta sintetizada na linda, criativa e divertida sequência final de créditos, a qual fez todo o público da sala em que assisti ao longa esperar até o fim (mesmo aqueles que já estavam em pé acabaram por acompanhar os letreiros). Diante de uma homenagem tão especial à sétima arte, só resta a nós, cinéfilos, dizermos um muito obrigado aos realizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yvNWGmf9W5o/TlFy0pSXVdI/AAAAAAAAATA/JM526_jqCzs/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yvNWGmf9W5o/TlFy0pSXVdI/AAAAAAAAATA/JM526_jqCzs/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643418056833586642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-8122095453084294590?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/8122095453084294590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=8122095453084294590&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8122095453084294590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/8122095453084294590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/super-8.html' title='Super 8'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yvNWGmf9W5o/TlFy0pSXVdI/AAAAAAAAATA/JM526_jqCzs/s72-c/Quatro%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4722534247439626253</id><published>2011-08-20T14:01:00.003-03:00</published><updated>2011-08-20T14:15:50.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poster'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Eu Quero Esse Pôster #15</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.sjimwagemakers.nl/post_img/movie/small/the_fountain2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 588px;" src="http://blog.sjimwagemakers.nl/post_img/movie/small/the_fountain2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muitos não gostam de "A Fonte da Vida" (The Fountain),  de Darren Aronofsky (parece que qualquer coisa que obriga as pessoas a pensarem acaba desagradando), mas não se pode negar que a arte do pôster acima é simplesmente linda. Os traços me lembram as gravuras do artista francês &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Dor%C3%A9"&gt;Gustave Doré&lt;/a&gt;, famoso por suas ilustrações para grandes clássicos da literatura. Show!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4722534247439626253?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4722534247439626253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4722534247439626253&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4722534247439626253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4722534247439626253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/eu-quero-esse-poster-15.html' title='Eu Quero Esse Pôster #15'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1269061923089186772</id><published>2011-08-14T17:08:00.010-03:00</published><updated>2011-08-14T23:36:05.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><title type='text'>Filmes Para Ver Antes de Morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.posters555.com/pictures/Bonnie-and-Clyde-%281967%29-picture-MOV_b6065159_b.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 316px; height: 361px;" src="http://www.posters555.com/pictures/Bonnie-and-Clyde-%281967%29-picture-MOV_b6065159_b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bonnie &amp;amp; Clyde - Uma Rajada de Balas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(Bonnie &amp;amp; Clyde, 1967)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Violento, ro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mântico e precursor de uma era&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que Warren Beatty chegou a se ajoelhar aos pés de Jack Warner, o então todo-poderoso da Warner Bros., implorando para que ele aprovasse a produção de “Bonnie &amp;amp; Clyde”. Não se sabe se o relato é verdadeiro (o ator até hoje nega que o seja), mas ele se traduz em uma ótima maneira de ilustrar a odisseia enfrentada por Beatty para realizar esta obra seminal, em verdade muito mais sua do que de Arthur Penn, responsável pela direção. Beatty era ainda um jovem intérprete que vivia muito mais da imagem de astro conquistador-mulherengo do que efetivamente do seu talento. Despontando como sensação em “Clamor do Sexo” (Splendor In The Grass, 1961), de Elia Kazan, Beatty nunca mais havia feito nada de realmente relevante em sua carreira e a ideia corrente de que seria apenas mais um galã sem real talento vinha lhe incomodando bastante (já o citado Jack Warner achava que ele estava desperdiçando a carreira com “filmes de arte”). Ele estava ansioso por mostrar que era subestimado e que possuía uma visão inovadora para o cinema norte-americano, muitos mais alinhada com o frescor do então pujante cinema europeu, vivendo o auge com a Nouvelle Vague francesa e a melhor fase da produção italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, François Truffaut foi o primeiro diretor a assumir o projeto, mesmo que por pouco tempo, chegando a desenvolver o roteiro originalmente concebido por David Newman e Robert Benton. Foi a partir de Truffaut, por sinal, que Beatty tomou contato com o projeto. O famoso diretor francês acreditava que o jovem ator seria perfeito para o papel de Clyde Barrow, famoso assaltante de bancos durante a depressão econômica dos anos 30, e ele não havia se enganado. Entretanto, Truffaut abandonou o projeto para se dedicar a “Farenheit 451”, deixando o longa dos famosos gangsteres do meio-oeste americano sem diretor. Foi aí que Beatty recorreu a Arthur Penn, um cineasta que, como o ator, ambicionava por maior reconhecimento. Ele vinha dos fracassos “Um de Nós Morrerá” (1956) e “Mickey One” (1965) e estava relutante em aceitar o encargo. Mas Beatty sempre foi um sujeito persistente e não admitiu a negativa de Penn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ATENÇÃO: o parágrafo abaixo contém spoilers!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a saída de Truffaut o filme não perdeu a influência da Nouvelle Vague, alternando momentos de grande apelo dramático, com outros de tom claramente cômico. Estabelece, inclusive, uma forte ironia ao pontuar sequências de violência com uma trilha caraterizada pela presença do banjo, instrumento típico da cultura norte-americana e normalmente usado em músicas festivas. No mesmo sentido, torna-se interessante observar que “Bonnie &amp;amp; Clyde” possui um início e um final abruptos, sem prólogo ou epílogo. A narrativa se inicia a partir do momento em que os dois se conhecem, sem sabermos absolutamente nada dos seus respectivos passados, e tem seu término com o fim da dupla, secamente, sem que seja mostrada qualquer repercussão de suas mortes. Ou seja, trata-se de um recorte específico do relacionamento do casal, constituindo-se, antes de ser um filme sobre gangsteres, em um longa-metragem acerca de um romance entre dois fora-da-lei. Um romance pontuado por muita violência, claro. E a violência jamais havia sido exibida em cores tão vibrantes quanto aqui. Muitos críticos torceram o nariz para o filme, quando de seu lançamento, justamente devido a este aspecto, acusando-o de banalizar a violência e glamorizar o crime. A verdade é que, com a exposição dos “tiros e suas consequências” de forma bastante gráfica, algo que em geral ficava escondido nas produções até ali realizadas, a violência adquiriu novos contornos no cinema, causando um impacto bem mais significativo no espectador. E isso não é exatamente ruim, já que, gerando choque, é mais fácil que o assistente se oponha a métodos violentos para alcançar objetivos, levando-o a entender que o fins não justificam os meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.atonalfilm.com/wp-content/uploads/2010/07/bonnie-and-clyde1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 296px;" src="http://www.atonalfilm.com/wp-content/uploads/2010/07/bonnie-and-clyde1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, é indubitável que “Bonnie &amp;amp; Clyde” promove uma certa glamorização do crime. Em determinada cena, Clyde Barrow (papel de Beaty) apresenta a ele e Bonnie Parker (Faye Dunaway, belíssima e esbanjando talento) falando “nós assaltamos bancos”. Momentos como este aliados ao fato de que o filme se coloca como anti-establishment, principalmente diante de uma geração de jovens ansiosos por quebrar regras, com uma nova visão de mundo e que se colocava de maneira cada vez mais veemente em oposição à Guerra do Vietnã, levaram o longa-metragem a se tornar, mesmo que lentamente (já que seu início foi desastroso, principalmente em razão da má vontade de Jack Warner com a distribuição), um grande sucesso comercial e mesmo comportamental (a boina da personagem de Faye se tornou moda entre as garotas). A película se coloca, portanto, como um dos precursores de uma novidadeira forma de se fazer cinema, agora antenada com um mundo que já estava longe de ser aquele que existia no auge da chamada Velha Hollywood. Estava surgindo um cinema disposto a quebrar paradigmas, abandonando o antigo código que estabelecia as regras da produção cinematográfica (o denominado Código Hays) e estabelecendo como limite apenas a criatividade de cada cineasta, de cada artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “Bonnie &amp;amp; Clyde” não é apenas um filme que quebrou barreiras. Ele é, em si mesmo, uma ótima película em seus aspectos técnicos e artísticos. O roteiro, além de narrar com constante interesse a história dos dois criminosos e seu bando, possui diálogos memoráveis, além de inserir, com perfeita naturalidade, elementos inovadores sem parecer forçado. Benton e Newman (com a contribuição não creditada de Robert Towne), à parte inserirem vários elementos que destoaram da história verídica, fizeram de Clyde um impotente sexual, surgindo esta característica como possível fator a explicar sua vida bandida. Ademais, chega a ser brilhante a maneira como os escritores fizeram Bonnie se apaixonar por Clyde. Ao colocarem o criminoso falando para a então garçonete que ela merecia ser muito mais do que aquilo e que, aos seus olhos, ela era uma estrela de cinema, resta claro porque ela embarca numa estrada de delitos e jamais abandona o seu amado. Por outro lado, só roteiristas, com grande perspicácia fazem os protagonistas se relacionarem com as respectivas famílias, demonstrando como as relações familiares acabam irremediavelmente por afetar os relacionamentos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.criticplanet.org/wp-content/uploads/2011/06/bonnie-and-clyde-1967.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 461px; height: 258px;" src="http://www.criticplanet.org/wp-content/uploads/2011/06/bonnie-and-clyde-1967.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em outra vertente, percebemos da mesma forma uma sensacional riqueza nas interpretações, não só de Beatty e Dunaway (nascidos para seus respectivos papéis), como também de Michael J. Pollard na pele de C.W. Moss e o então quase desconhecido Gene Hackman como Buck, o irmão de Clyde. Mas quem acaba roubando a cena entre os coadjuvantes é Estelle Parsons, intérprete de Blanche Barrow, a cunhada de Clyde, alvo do desafeto de Bonnie devido à sua constante histeria - e também o jeitão caipira, que aparentemente fazia Bonnie se lembrar de suas origens. Não à toa, Parsons acabou levando o Oscar de atriz coadjuvante, juntamente com Burnett Guffey, responsável pela fotografia (e estes seriam os dois únicos prêmios das 10 indicações que a produção recebeu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não tenha sido um sucesso imediato principalmente entre a crítica, “Bonnie &amp;amp; Clyde – Uma Rajada de Balas”*, acabou por ser reconhecido como um marco da sétima arte, um dos filmes responsáveis pelo invenção do cinema contemporâneo. Não por acaso, a famosa Pauline Kael considerou o longa um marco cultural através de sua  famosa crítica de mais de 9.000 palavras na revista “The New Yorker” (muitos atribuem a essa sua crítica a “virada” que o longa daria nas bilheterias dali em diante). Sua influência pode ser notada em toda a geração de cineastas que surgiu no fim dos 60 e início dos 70 (os integrantes da “Nova Hollywood”), e mesmo nomes como Quentin Tarantino ainda reverberam hoje os seus ecos. Um filme que talvez não seja precisamente uma obra-prima, mas sem dúvida foi precursor de uma nova era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-JEVCKL70Z0w/TkgrwzCNQJI/AAAAAAAAAS4/w1O5B8F5rS8/s1600/Cinco%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JEVCKL70Z0w/TkgrwzCNQJI/AAAAAAAAAS4/w1O5B8F5rS8/s400/Cinco%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640806650614726802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 10,0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os brasileiros adoram colocar subtítulos, muitas vezes desnecessários, mas nesse caso ficou ótimo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1269061923089186772?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1269061923089186772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1269061923089186772&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1269061923089186772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1269061923089186772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html' title='Filmes Para Ver Antes de Morrer'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JEVCKL70Z0w/TkgrwzCNQJI/AAAAAAAAAS4/w1O5B8F5rS8/s72-c/Cinco%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-3427930081705366255</id><published>2011-08-12T15:17:00.005-03:00</published><updated>2011-08-12T15:41:03.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trailers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerra'/><title type='text'>Quero Ver Novamente #13</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.buscafilme.com.br/wp-content/uploads/2010/11/alem-da-linha-vermelha2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 504px;" src="http://www.buscafilme.com.br/wp-content/uploads/2010/11/alem-da-linha-vermelha2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou com a maior vontade de ver "A Árvore da Vida" (The Tree Of Life), o novo filme do gênio Terrence Malick. O problema é que, pra variar, filmes deste quilate não têm estreia no circuito natalense juntamente com o circuito nacional - e olha que nesse caso Brad Pitt e Sean Penn estão no elenco (a estreia de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html"&gt;"Meia-Noite Em Paris"&lt;/a&gt; por aqui foi uma rara exceção). Para saciar ao menos um pouco o desejo, resta rever um outro longa de Malick, "Além da Linha Vermelha" (The Thin Red Line), filme de 1998 que mostra em todas as imagens e diálogos o que é cinema de verdade (como ele pode ter perdido o Oscar para "Shakespeare Apaixonado"?). Nada menos do que excelente! Veja o trailer abaixo! Ah, e se ainda não viu, trate de compensar essa falha gravíssima o mais rápido possível!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/LCmlOhsIwBk" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-3427930081705366255?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/3427930081705366255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=3427930081705366255&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3427930081705366255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/3427930081705366255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/quero-ver-novamente-13.html' title='Quero Ver Novamente #13'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LCmlOhsIwBk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4957033294435359316</id><published>2011-08-09T22:35:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T12:10:22.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><title type='text'>Capitão América - O Primeiro Vingador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://recantoadormecido.com.br/blog/wp-content/gallery/capitao-america-poster-retro-11junho2011/capitao-america-poster-retro-11junho2011.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 315px; height: 469px;" src="http://recantoadormecido.com.br/blog/wp-content/gallery/capitao-america-poster-retro-11junho2011/capitao-america-poster-retro-11junho2011.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um certo atraso, segue a resenha do mais novo filme da Marvel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Patriotismo sem patriotadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era bem garoto quando li a primeira HQ do Capitão América. Tinha uns 8 ou 9 anos e aquelas aventuras de um herói sem superpoderes me entusiasmaram bastante, algo irônico para quem me conhece hoje, já que costumo ser um severo crítico do imperialismo ianque (apesar de amar o seu cinema, mas cada um tem suas contradições...). Talvez também tenha influenciado o fato do personagem ser de um tipo franzino (como eu, à época) e, por meio de uma experiência com um soro denominado de “supersoldado”, transforma-se em um homem forte que leva ao limite todas as potencialidades físicas de um ser humano. Ademais, seu caráter sempre correto (neste ponto com um jeitão de Super-Homem) era um exemplo para um garoto em formação (mais tarde, na adolescência, eu iria preferir Wolverine, mas isso já é uma outra história...).  Sendo assim, foi com grande carinho que acompanhei este “Capitão América – O Primeiro Vingador” na sala escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, vou procurar não me deixar levar por aspectos passionais. Em uma análise fria, acredito que o filme pode ser divido em duas partes, sendo a primeira bastante superior à segunda. São nos primeiros 60 minutos de projeção que acompanhamos a transformação de Steve Rogers, de um mero rapaz magrelo que deseja ardorosamente servir ao exército norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial, a um herói usado como peça de propaganda do governo americano para conseguir contribuições para o esforço de guerra. Fiquei admirado com a perfeita percepção do diretor Joe Johnston acerca do personagem. Steve pode ser patriota, mas nunca parece ser um idiota. Ele é um homem que deseja ardorosamente lutar por aquilo em que acredita e, no caso, não há nada de errado nisso. Afinal, o inimigo em questão era o nazismo, uma das mais abjetas ideologias já surgidas na história da humanidade. Tal circunstância acaba servindo como uma maneira de amenizar o tom possivelmente americanizado que poderia assumir o longa. Esta, inclusive, era uma das grandes preocupações da Marvel diante do forte sentimento anti-americano que se espalhou pelo mundo nos últimos anos e qualquer estúdio sabe o quanto é importante, hoje em dia, a bilheteria obtida fora dos Estados Unidos para fechar suas contas. Mas tudo fica muito equilibrado, chegando a surgir até mesmo algumas críticas abertas ao modo de ser dos estadunidenses. Um patriotismo sem patriotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar sobre a boa caracterização do personagem de Steve Rogers, não podemos esquecer da competência da atuação de Chris Evans (quem diria...), que soube muito bem achar o tom correto. Ademais, os efeitos especiais que transmudaram o corpulento ator em um rapaz franzino são simplesmente excelentes (técnica similar foi usada em &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/01/david-fincher-ficou-conhecido-por.html"&gt;“O Curioso Caso de Benjamim Button”&lt;/a&gt;). Diante de olhos desavisados, pode-se pensar que se tratam de dois atores diferentes. Mas não é apenas Evans que está bem. Todo o restante do elenco alcança bons resultados, principalmente Tommy Lee Jones como o general Chester Phillips, responsável pelas frases mais espirituosas do longa, e Hayley Atwell como Peggy Carter, a militar que é o interesse romântico do herói. A relação entre os dois, por sinal, é bem desenvolvida, sem pressa e soando perfeitamente natural (neste ponto, o oposto a &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/05/thor.html"&gt;“Thor”&lt;/a&gt;, com seu namoro quase instantâneo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cinemaeafins.com/files/2011/07/Capit%C3%A3o-Am%C3%A9rica-O-Primeiro-Vingador_04.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 434px; height: 288px;" src="http://cinemaeafins.com/files/2011/07/Capit%C3%A3o-Am%C3%A9rica-O-Primeiro-Vingador_04.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é na segunda metade que o filme acaba caindo em qualidade. Muito focada na ação, ironicamente (pois que se trata de um filme de super-herói) se torna arrastada, já que Johnston não demonstra criatividade em cenas de aventura. Há alguns bons momentos, mas a sensação reinante acaba sendo de enfado, até mesmo porque o vilão Caveira Vermelha, chefe de uma organização à parte do nazismo, a Hidra, não se mostra especialmente interessante, mesmo com o esforço do seu intérprete Hugo Weaving. Esta “segunda parte” da película só não se torna totalmente dispensável devido à sua sensível conclusão - muito embora já haja nela o gancho para o futuro filme dos Vingadores, o qual parece estar sendo tratado pela Marvel Studio como a cereja do bolo que é toda essa enxurrada de filmes com seus heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, em que pesem os defeitos apontados, a produção inegavelmente caprichou nos detalhes. A direção de arte recuperou muito bem a estética das HQs dos anos 40, sendo que os créditos finais resultaram em verdadeira peça retrô, com os traços característicos da época (sequência bastante charmosa). Outro ponto alto é a trilha sonora do veterano Alan Silvestri, inspirada e perfeitamente adequada ao personagem. E isso sem falar nos já mencionados efeitos especiais, ótimos não apenas para deixar Chris Evans magrinho, como também em praticamente todas as cenas onde eles são exigidos. Nos aspectos técnicos, só o que deixa a desejar é o 3D (convertido, diga-se de passagem), completamente desnecessário *.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso negar, contudo, que considerei interessante a experiência de ver o “bandeiroso” na telona (foi gratificante, como antigo leitor, me deparar com personagens como Dum Dum Dugan) e acredito que possa se tornar também um entretenimento cativante para os não iniciados, mesmo que tenha deixado aquele gosto de preparação para o filme-evento “Os Vingadores”. Falando nisso, não aguento mais esse sensacionalismo todo com o filme do supergrupo. Já ficou chato ver em todo fim de longa-metragem da Marvel essas referências e ganchos para o que está por vir. Tomara que consiga fazer jus a tanta expectativa criada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-xB-cCjXG-vo/TkHooVe_axI/AAAAAAAAASw/-Aw8H3EmNqI/s1600/Tr%25C3%25AAs%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xB-cCjXG-vo/TkHooVe_axI/AAAAAAAAASw/-Aw8H3EmNqI/s400/Tr%25C3%25AAs%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639043988104112914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 7,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Acabei vendo em 3D por ser a sessão com o horário mais conveniente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4957033294435359316?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4957033294435359316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4957033294435359316&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4957033294435359316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4957033294435359316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/capitao-america-o-primeiro-vingador.html' title='Capitão América - O Primeiro Vingador'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xB-cCjXG-vo/TkHooVe_axI/AAAAAAAAASw/-Aw8H3EmNqI/s72-c/Tr%25C3%25AAs%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6030457158583968129</id><published>2011-08-06T11:54:00.006-03:00</published><updated>2011-08-07T17:50:46.342-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Cinemúsica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://movieart.net/wp-content/uploads/2011/05/full-aharddaysnight-3sh.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 306px; height: 522px;" src="http://movieart.net/wp-content/uploads/2011/05/full-aharddaysnight-3sh.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os Reis do Iê Iê Iê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;( A Hard Day's Night, 1964)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;O registro documenta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;font-size:100%;" &gt;l e surreal de uma revolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tarefa fácil dimensionar a importância de “A Hard Day's Night” para a cultura pop contemporânea. Sua influência vai muito além da sétima arte. Aliás, no âmbito meramente cinematográfico sua relevância nem é tão acentuada, muito embora também seja responsável por inovações estilísticas também nessa área. A verdade é que o filme, para além de uma mera película, transformou-se na catarse de uma geração, poucas vezes sintetizada de forma tão brilhante. Sua irreverência, tradução visual de uma característica da própria banda que é o foco da produção, se coloca como oposta a todo o status quo vigente. Nada mais jovem. E, de forma impressionante, o filme se mostra muito mais jovial do que muitos longas voltados para esse público nos dias atuais. A banda em questão, The Beatles, foi o maior fenômeno pop de todos os tempos. Sucesso de público e crítica mesmo décadas depois de sua separação, naquele momento (1964) se desenhava a explosão da beatlemania. Uma febre de juventude varria o mundo por meio daqueles quatro rapazes cabeludos de uma cidade portuária da Inglaterra. Um estouro que iria resultar não apenas em cerca de 2 bilhões de discos vendidos. Afinal, os Beatles foram bem além de um mero fenômeno mercadológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, aqueles eram também tempos mais puros, uma época em que os Fab Four ainda não haviam sido apresentados às drogas por &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/04/cinemusica.html"&gt;Bob Dylan, &lt;/a&gt;fato que os levariam a experiências lisérgicas que proporcionariam ainda uma outra revolução que a ser cristalizada nos álbuns “Revolver” e “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, verdadeiras obras primas musicais e símbolos de uma nova forma de percepção da realidade. “Os Reis do Iê Iê Iê” (título brasileiro para o original de difícil tradução) é o recorte do tempo em que John, Paul, George e Ringo viviam correndo da enxurrada de fãs que os acompanhavam em qualquer nova parada de suas turnês, ainda com seus terninhos bem comportados, um grupo de garotos ainda surpresos com a fama gigantesca que estavam alcançando com sua música atordoante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que a felicidade na apreensão dessa atmosfera se deva ao fato de que Richard Lester, diretor do longa-metragem, também era ainda um jovem à época da produção. Ele contava apenas 32 anos quando assumiu a batuta, tendo sido escolhido por John Lennon, o qual havia gostado muito de um &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/2/27/Harddayuk.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 180px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/2/27/Harddayuk.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dos seus curtas anteriores, “The Running Jumping &amp;amp; Standing Still Film”, estrelado por ninguém menos que Peter Sellers. Natural, então, que houvesse por parte dele uma maior facilidade para entender aquele espírito libertário. Lester concebeu algo que foi além de uma mera peça publicitária de uma banda da moda. Realizou uma espécie de documentário-non-sense sobre o dia a dia de estrelas do rock no auge do sucesso, alcançando uma espécie de realismo-surreal (se é que podemos definir algo de forma tão paradoxal). Para tanto, utilizou-se de uma humor refinado e ao mesmo intuitivo, inspirado nos Irmãos Marx, bem de acordo com aquele destilado pelo quarteto de Liverpool em suas entrevistas para a imprensa, sempre respondendo às bobagens perguntadas por esta com a mais fina ironia (não à toa há uma sequência no filme apenas com o grupo respondendo a perguntas tolas dos jornalistas). O filme pode até parecer a muitos uma comédia de absurdos, dado o alto número de situações non-sense apresentadas, boa parte capitaneadas pelo ator Wilfrid Brambel, experiente profissional com boa carreira na TV inglesa e interpretando aqui o avô “muito limpo” de Paul McCartney. É de seu personagem que saem conselhos no melhor estilo “carpe diem”, insuflando-os a jogar os livros fora e aproveitar a juventude que lhes resta. E é seguindo esses conselhos que Ringo se mostra o melhor ator da trupe, meio que encarnando o espírito irônico e anárquico da banda em sequências sensacionais, como aquela em que ele sai vagando pelas ruas sem saber ao certo o que fazer *.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aneeshchaganty.files.wordpress.com/2011/03/ahdn113.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 443px; height: 295px;" src="http://aneeshchaganty.files.wordpress.com/2011/03/ahdn113.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O próprio título do longa está longe do convencional. Em verdade, ele foi criado por Ringo (mais uma vez ele), de forma involuntária, ao se queixar de que eles estavam trabalhando duro dia e noite. Ao ouvir a frase “it's been a hard day's night”, Lester afirmou que ela tinha de ser o título do filme e que os artistas deveriam compor uma canção em cima da mesma. A sessão de gravação da faixa durou apenas três horas, tempo necessário para que o grupo inventasse o poderosíssimo acorde que abre a música - e que acabaria também por abrir o filme. Impressionante como esse acorde parece ser a síntese de toda a explosão da beatlemania e a primeira sequência do longa também se apresenta em igual medida, traduzindo em imagens o fervor de uma época (os figurantes da cena foram fãs de verdade, recrutados pela produção). E vamos, então, ouvindo e vendo uma sucessão de petardos dos Beatles, como “I Should Have Known Better” (composição de John inspirada no estilo de Dylan), “And I Love Her”, “Can't Buy Me Love”, entre outras, e culminando em um show no teatro Scala de Londres ao fim da projeção **. É importante sublinhar, ademais, o “ouvindo e vendo” do período anterior, já que “Os Reis do Iê Iê Iê” se transformou em uma espécie de marco zero do que seria conhecido mais tarde como videoclipe. A sua associação de música e imagem tornou-se a base desse produto do pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase cinco décadas depois, “A Hard Day's Night” surge ainda como uma película sui generis, difícil de classificar como um musical, um documentário ou uma comédia (talvez seja tudo isso junto) e com o bônus extraordinário de vermos e ouvirmos a maior banda de todos os tempos em ação. Interessante que Lester não obteria um resultado tão feliz no filme seguinte com o quarteto, “Help”, de 1965. Talvez porque neste último os próprios Beatles já não tenham contribuído muito, uma vez que nesta segunda ocasião já estavam mais preocupados em fumar ervas e se encontravam-se chapados demais para levar as filmagens a sério. Sim, aqui eles já haviam sido apresentados às drogas por Dylan, o que os levaria a outros caminhos, uma nova fase se anunciava. Mas o registro de sua primeira fase com “A Hard Day's Night” é mesmo definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação e nota: Já me esforcei muito para tentar escrever um texto com certo distanciamento. Não peça que um fã dos Beatles estabeleça uma “nota” ou “estrelas” para esse filme. Abstenção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Segundo declarações dos próprios integrantes da banda, Ringo estava com uma baita ressaca durante as filmagens desta sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Um dos figurantes da plateia no teatro era Phill Collins, com apenas 13 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Resenha escrita ao som do álbum "A Hard Day's Night"!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6030457158583968129?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6030457158583968129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6030457158583968129&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6030457158583968129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6030457158583968129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/cinemusica.html' title='Cinemúsica'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1510424863628731393</id><published>2011-08-04T20:09:00.005-03:00</published><updated>2011-08-04T23:18:43.575-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trailers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novas Produções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O novo terror de Coppola</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bardonerd.net/wp-content/uploads/2011/08/Twixt.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 479px; height: 193px;" src="http://www.bardonerd.net/wp-content/uploads/2011/08/Twixt.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imagem acima é de "Twixt", o novo terror de Francis Ford Coppola. A narrativa tratará de um autor de uma série de livros envolvendo bruxaria que, em meio a uma turnê no interior dos Estados Unidos para divulgar sua última obra, se depara com a história de um assassino serial que pode lhe render um novo trabalho.O elenco contará com Val Killmer ressurgindo-das-cinzas  (e com bem mais peso também, como dá pra perceber). Interessante que Coppola declarou que teve a ideia do roteiro a partir de um pesadelo. Ele também afirmou que o filme presta homenagem a Edgar Allan Poe, um dos seus autores favoritos. Aguardando desde já! Veja o trailer abaixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/xP7cQnOcU7I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1510424863628731393?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1510424863628731393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1510424863628731393&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1510424863628731393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1510424863628731393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/08/o-novo-terror-de-coppola.html' title='O novo terror de Coppola'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xP7cQnOcU7I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-6787819667100638552</id><published>2011-07-28T22:38:00.002-03:00</published><updated>2011-07-30T12:27:19.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Europeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Restaurando a Película</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.moviegoods.com/Assets/product_images/1020/491579.1020.A.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 303px; height: 430px;" src="http://www.moviegoods.com/Assets/product_images/1020/491579.1020.A.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Suspiria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Suspiria, 1977)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofisticado filme B&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos afirmam que o cineasta italiano Dario Argento está para os filmes de terror na mesma dimensão que Segio Leone está para o gênero western. Se este ressuscitou o mais conhecido gênero tipicamente hollywoodiano do ostracismo, chegando a alcançar patamares verdadeiramente artísticos, Dario Argento quase promoveu o mesmo com o terror. Digo “quase” porque acredito que a obra de Argento sempre esteve a um passo de descambar para o trash, mantendo-se em uma corda bamba entre o gosto apurado e o duvidoso. “Suspiria”, seu filme lançado em 1977 (e certamente o longa mais lembrado de sua carreira), talvez seja o exemplo mais claro desta afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação com Leone não é gratuita ou meramente ilustrativa. Argento trabalhou como co-roteirista na obra-prima “Era Uma Vez No Oeste”, seguramente um dos melhores filmes da história do cinema e parece que aproveitou muito as verdadeiras aulas que o mestre Leone deve ter ministrado nos sets de filmagem. Como se sabe, este último foi o responsável por levar os paradigmas do western ao seu limite, procurando sintetizar em suas projeções tudo aquilo que o gênero poderia oferecer. Seus filmes são obras barrocas, onde se verifica um cuidado extremo com cada tomada e a trilha sonora tem um papel fundamental. O requinte traz um resultado até mesmo operístico. E parece que foi inspirado no método primoroso de Leone que Argento passou a conceber os seus filme de horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, Argento não é um mero imitador do estilo de Leone. Vale frisar, inclusive, que outro mentor fundamental em sua carreira foi Mario Bava, o grande mestre do horror italiano, responsável por inovações estilísticas que iriam influenciar gerações, como o seu&lt;span style="font-style: italic;"&gt; travelling&lt;/span&gt; constante, recurso utilizado até hoje por nomes como Martin Scorsese. Ademais, é importante recordar que Argento foi (e ainda é) um dos expoentes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;giallo&lt;/span&gt;, termo este usado para designar o gênero dos thrillers policiais italianos, com origens em meados dos anos 60 e obtendo grande sucesso popular nos 70. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;giallo&lt;/span&gt;, com suas tramas geralmente centradas em assassinos seriais e estética crua, acabou influenciando o nascimento de um novo tipo de terror que predominaria no cinema americano durante os anos 80, os chamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slasher movies&lt;/span&gt; (a série “Sexta-feira 13” é referência bastante conhecida deste gênero). Assim, o terror na obra de Argento surge como o fruto de uma mistura de estilos, reunindo o apuro técnico e imagético a uma estética de gosto, por vezes, duvidoso, advinda do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;giallo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acompanharmos o desenrolar da narrativa de “Suspiria” podemos perceber em diversos momentos a presença de ditos elementos. O filme leva a extremos a iconografia do horror. Desde os seus créditos, já sublinhados pela sinistra trilha sonora composta pelo grupo de rock progressivo Goblin, o longa se mostra macabro. Parece não haver qualquer cena durante a exibição que não tenha sido pensada para trazer um calafrio ao espectador. A primeira sequência, mostrando a protagonista Susie Bannyon (Jessica Harper) chegando ao aeroporto de uma cidade alemã, se passa debaixo de uma tempestade com raios e trovões, denotando uma atmosfera tenebrosa que só irá crescer ao longo da narrativa. Susie está na Alemanha para estudar balé em uma conceituada escola de dança quando um série de assassinatos surreais começa a acontecer envolvendo integrantes da academia. Aparentemente cometidos por um serial killer, logo se percebe que as coisas não são bem assim. A tal escola na realidade é um antro de bruxas e fatos sobrenaturais começam a pipocar no enredo. Com essa trama simples e direta, sobra espaço para que Argento empregue seu virtuosismo técnico em cenas de grande impacto para a plateia. O primeiro dos assassinatos é um horror em todos os aspectos. E é exatamente do seu exagero gráfico que surge a impressão de que estamos diante de uma obra na corda bamba entre o requinte e o mau gosto. Haja estômago para acompanhar tanta sangria e temperos de crueldade. Mas não se pode negar que o conjunto soa original e, em várias passagens, perturbador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.horrortalk.com/reviews/Suspiria/SUSPIRIA%2010.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 429px; height: 286px;" src="http://www.horrortalk.com/reviews/Suspiria/SUSPIRIA%2010.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E perturbador não apenas pela violência atordoante que pontua o longa-metragem em diversas sequências. Argento sabe explorar o poder imagético do horror até mesmo na utilização das cores, sempre fortes e vívidas durante toda a projeção. Poucas vezes o vermelho foi tão bem explorado para causar medo, assim como o verde, entre outras cores bastante vivas. E aqui se sente especialmente a citada influência de Mario Bava, um pioneiro na utilização do technicolor como forma de potencializar climas macabros. Ademais, Argento sabe se valer de referências a obras predecessoras, em um método que provavelmente influenciou Quentin Tarantino. É possível distinguir homenagens a filmes como &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/filmes-para-ver-antes-de-morrer_18.html"&gt;“O Bebê de Rosemary”&lt;/a&gt; (de Roman Polansky) ou “Carrie, A Estranha” (de Brian De Palma). Além disso, a referida trilha composta pela banda Goblin cria uma textura sonora ímpar, minimalista e impressionante em igual medida (assim como as trilhas de Ennio Morricone tornavam as obras de Sergio Leone ainda mais belas e vívidas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tropece no roteiro em alguns pontos, como personagens que entram e somem sem maiores razões narrativas - talvez devido à grande preocupação do diretor com o lado virtuoso e imagético da produção - “Suspiria” não deixa de ser uma experiência realmente diferenciada, mesmo para a parcela do público acostumada com filmes de terror. Inegavelmente, tornou-se uma referência neste gênero, influenciando fortemente diretores como John Carpenter, o qual chegou a declarar que “assistir Suspiria é como estar preso em um pesadelo”. Enfim, um sofisticado filme B. Uma película para nervos fortes, mas necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-G5A5KELpUgM/TjIWr0hp7DI/AAAAAAAAASQ/wzeRfzsgAfk/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-G5A5KELpUgM/TjIWr0hp7DI/AAAAAAAAASQ/wzeRfzsgAfk/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634591025883900978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-6787819667100638552?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/6787819667100638552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=6787819667100638552&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6787819667100638552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/6787819667100638552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/restaurando-pelicula.html' title='Restaurando a Película'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-G5A5KELpUgM/TjIWr0hp7DI/AAAAAAAAASQ/wzeRfzsgAfk/s72-c/Quatro%2Bestrelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4179904119271963879</id><published>2011-07-24T17:35:00.006-03:00</published><updated>2011-07-24T18:05:26.451-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estreias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Cartaz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Assalto ao Banco Central</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.projetocinema.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Assalto-ao-Banco-Central-cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 300px; height: 444px;" src="http://www.projetocinema.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Assalto-ao-Banco-Central-cartaz.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Transtorno de personalidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema brasileiro tem uma antiga tradição de filmar a criminalidade. “O Bandido da Luz Vermelha”, passando por “Lúcio Flávio – O Passageiro da Agonia”, até os mais recentes “Cidade de Deus” e &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2010/10/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Tropa de Elite”&lt;/a&gt; são exemplos do apreço tanto do público quanto dos realizadores pela temática do marginal, daqueles que estão fora da ordem estabelecida. Talvez só o cinema norte-americano possua também uma afinidade tão grande com os fora-da-lei (não à toa, lá surgiu o gênero do “filme de gângster”). Contudo, é óbvio que, diante da quantidade, a qualidade de tais produtos acaba oscilando na mesma proporção. Se o mencionado “Cidade de Deus” se mostra como exemplo primoroso da tendência, causando impacto não apenas no âmbito nacional, mas também internacional, “Salve Geral”, filme que chegou a ser escolhido para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro representando o Brasil, se mostra como um claro fracasso recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que surge agora este “Assalto ao Banco Central”, longa baseado no fato verídico do assalto ao banco do título em Fortaleza - CE, um dos mais espetaculares crimes não só da história do Brasil, mas também do mundo. Os R$ 164,7 milhões levados pelos bandidos foram alcançados de forma incrível, através de um túnel que desembocava no único ponto cego existente dentro do cofre repleto de câmeras de segurança. Além disso, a maior parte dos seus autores não foi presa até hoje, assim como a maior parcela do montante furtado não foi recuperada – busca até mesmo dificultada por se tratar de notas antigas que haviam sido recolhidas pelo BC junto à rede bancária. Ou seja, o fato por si só já é praticamente um filme pronto. E com um forte aliado por se tratar de uma história verídica, pois que, sendo assim, já supera a necessidade da “suspensão de descrença” tão arduamente buscada por produções semelhantes, mas apoiadas exclusivamente em elementos ficcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação de tais fatos para telona, porém, caiu em mãos inexperientes, as do global Marcos Paulo, conhecido ator e diretor de telenovelas, mas assumindo aqui sua primeira empreitada cinematográfica. Talvez devido a essa inexperiência com o cinema, o diretor acabou por utilizar tiques característicos dos trabalhos globais, já que novelas costumam apresentar acentuadas oscilações de tons, ora pendendo para o drama, ora para a comédia, como maneira de agradar a uma massa que anseia por mera distração durante a noite. Só que o cinema é um veículo bem mais exigente e certos tropeços de roteiro e direção até mesmo ignorados pelo público da televisão não são relevados pelos espectadores da sala escura – e muito menos pela crítica especializada. A impressão que fica aqui é de que o filme sofre de algum transtorno de personalidade, já que em nenhum momento se sabe ao certo o que ele pretender ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente o maior sintoma de tal afirmação foi a declaração do próprio Marcos Paulo durante a  coletiva no último festival de Paulínia (que foi encerrado com a exibição do longa em comento). Ele mencionou que apenas na fase de edição percebeu o acentuado lado cômico que certas sequências possuíam, o que o levou a selecioná-las para a versão final da produção. Ou seja, aparentemente nem o próprio Marcos Paulo sabia o que queria do seu filme, sendo provavelmente levado a deixar algumas passagens cômicas na montagem na ânsia de agradar ao público médio brasileiro. Além disso, também é clara no filme a sua vontade de se tornar o próximo “Tropa de Elite”, obra que gerou bordões populares como o famoso “pede pra sair”. Contudo, se o filme de José Padilha sabe equilibrar perfeitamente sua pesada trama com alívios cômicos, “Assalto ao Banco Central” transforma esse pretenso equilíbrio em verdadeira bipolaridade. Ficamos sem saber se estamos assistindo a um filme policial ou a uma comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://smartgirls.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Assalto-ao-Banco-Central.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 466px; height: 274px;" src="http://smartgirls.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Assalto-ao-Banco-Central.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas seria injusto deixar o fardo do insucesso exclusivamente nas costas do diretor. O roteiro, escrito por Renê Belmonte, também não é dos mais felizes. Mostra-se como um mistura de “O Plano Perfeito”, de Spike Lee, e “Onze Homens e Um Segredo”, de Steven Sodebergh. Do primeiro, retira sua estrutura não linear, exibindo momentos da elaboração e execução do crime intercalados por outros onde o mesmo já é investigado pela Polícia Federal. Do segundo, procura trazer a estrutura de apresentação dos personagens, com a busca dos parceiros de empreitada por um líder que é o cérebro das ações. Entretanto, nenhuma das duas ideias funciona a contento nesta produção nacional. O vai-e-vem temporal deixa a narrativa por vezes confusa e a apresentação de tipos não funciona exatamente porque os personagens, em sua maioria, são mal caracterizados. Além disso, as falas em diversas passagens são repletas de clichês, com um nível quase amador, o que acaba se tornando uma forma de humor bastante involuntária. Certos recursos, ademais, como colocar o líder do bando jogando xadrez para, assim, denotar sua inteligência, se mostram primários, como que duvidando da inteligência do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza dos diálogos só não se faz tão assustadora devido à competência do elenco escalado. Milhem Cortaz está ótimo como Barão, o líder do grupo, assim como Giulia Gam como a policial federal (lésbica) que investiga o assalto. Outro destaque é Tonico Pereira como o comunista que participa da ação como engenheiro, alegando que posteriormente irá dividir o produto com os trabalhadores. Mas quem rouba mesmo a cena é Lima Duarte. Seu delegado Amorim é o personagem mais tridimensional da narrativa e ele parece estar inteiramente à vontade no papel. A verdade é que o elenco acaba se mostrando o principal motivo do fato de que o longa, apesar dos seus flagrantes defeitos, não se torna chato de assistir. Vale ressaltar que há realmente boas sequências, principalmente aquelas com o referido tom cômico (e as risadas frequentes durantes a sessão me fizeram perceber que elas realmente agradaram). Ademais, o diretor soube fugir das composições imagéticas da televisão e utilizar uma linguagem realmente cinematográfica no que diz respeito a enquadramentos (não há aquele excesso de closes característicos da TV) e ritmo da narração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assalto ao Banco Central” não é um desastre, mas o que fica deveras perceptível é que o seu resultado poderia ser muito superior caso tivesse sido levado adiante por mãos mais experientes, principalmente se considerarmos o material quase pronto e acabado que lhe deu origem. Talvez na sua próxima experiência, Marcos Paulo se lembre que filmes necessitam de uma unidade, nunca deixando o público na dúvida de estar assistindo a uma comédia ou a um filme policial. Afinal, filme não é novela, é bom sempre lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-VnhA0BL9Vpw/TiyCho7I7PI/AAAAAAAAASI/5nitltjC4R0/s1600/Duas%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VnhA0BL9Vpw/TiyCho7I7PI/AAAAAAAAASI/5nitltjC4R0/s400/Duas%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633020748366408946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 6,5&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4179904119271963879?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4179904119271963879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4179904119271963879&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4179904119271963879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4179904119271963879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/assalto-ao-banco-central.html' title='Assalto ao Banco Central'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VnhA0BL9Vpw/TiyCho7I7PI/AAAAAAAAASI/5nitltjC4R0/s72-c/Duas%2Bestrelas%2Be%2Bmeia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-9017008689668221939</id><published>2011-07-23T16:28:00.005-03:00</published><updated>2011-07-23T17:18:12.339-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><title type='text'>27 anos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://musicamagia.files.wordpress.com/2009/11/amy-winehouse.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 336px; height: 357px;" src="http://musicamagia.files.wordpress.com/2009/11/amy-winehouse.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pausa no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos já devem estar sabendo, faleceu hoje a talentosíssima cantora Amy Winehouse, mais uma vítima das drogas. Uma tragédia anunciada, diga-se de passagem. Já havia um bom tempo que ela era uma forte candidata a Janis e a candidatura acabou se confirmando. Ambas perderam a vida aos 27 anos, assim como dois outros ídolos da música: Jim Morrison e Jimi Hendrix. Todos vítimas do mesmo mal, é bom lembrar. Acredito que está na hora de acabar, de uma vez por todas, com a idiota glamurização das drogas. E ainda tem gente por aí que, por pura conveniência (usando um eufemismo) ou para posar de "moderno" , "mente aberta" ou qualquer outra babaquice pseudo-inteligente , defende a legalização destas. Tomara que a morte da cantora sirva ao menos para refletirem sobre esse tipo de sandice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descanse em paz, Amy!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/TJAfLE39ZZ8" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-9017008689668221939?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/9017008689668221939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=9017008689668221939&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/9017008689668221939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/9017008689668221939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/27-anos.html' title='27 anos...'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/TJAfLE39ZZ8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-1507505334808788958</id><published>2011-07-21T21:53:00.009-03:00</published><updated>2011-07-21T22:34:37.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trilhas Sonoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Trilha Sonora #18</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.movieberry.com/static/photos/32065/poster.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 431px; height: 619px;" src="http://img.movieberry.com/static/photos/32065/poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu assisti a "O Sol da Meia-Noite" (White Nights, 1985) há muitos anos e não lembro muito dele. Recordo da presença do famoso bailarino Mikhail Baryshnikov, o qual interpreta um personagem com tons semelhantes aos da sua própria biografia, já que ambos fogem da antiga União Soviética e se naturalizam norte-americanos. Mas, principalmente, nem eu e nem niguém esquece da canção vencedora do Oscar "Say You, Say Me", de Lionel Ritchie (por onde ele anda?). Quem viveu os anos 80 deve sentir saudade dessa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=75bfa34" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" height="132" width="353"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-1507505334808788958?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/1507505334808788958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=1507505334808788958&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1507505334808788958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/1507505334808788958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/trilha-sonora.html' title='Trilha Sonora #18'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-7121945269137926967</id><published>2011-07-17T13:33:00.009-03:00</published><updated>2011-07-17T14:08:55.805-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diretores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Para Ver Em Um Dia de Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-HbdcQlDCDfg/TiMQg50nPwI/AAAAAAAAASA/6yjPFjNQtJ8/s1600/4337308107_2b416a265c_z.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 317px; height: 396px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-HbdcQlDCDfg/TiMQg50nPwI/AAAAAAAAASA/6yjPFjNQtJ8/s400/4337308107_2b416a265c_z.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630362116606607106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Interlúdio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Notorious - 1946)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Suspense e romance em harmonia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as mais conhecidas obras de Alfred Hitchcock, esta é uma das últimas a que me faltavam assistir. Não gosto de me valer dos subterfúgio de baixar filmes pela internet, mas a verdade é que cansei de esperar uma edição oficial e decente em DVD no Brasil, estando disponível no mercado nacional apenas as cópias da perigosa (co)Continental, caras e pouco confiáveis (já pensou pagar cerca de 40 reais por um disco e ele travar na metade?). Bem, a verdade é que realizei o download e a acabei assistindo a esta peculiar película do mestre do suspense na chuvosa tarde do último sábado. O termo peculiar cabe de forma ainda mais especial para nós, brasileiros. Isso porque a maior parte de sua trama se passa no Rio de Janeiro e vemos lá algumas cenas interessantes do Rio antigo. Vale frisar que, contudo, o par central da narrativa, formado pelos antológicos astros Cary Grant e Ingrid Bergman, jamais esteve em solo carioca, uma vez que foram usados dublês e imagens projetadas durante as filmagens. De qualquer forma, o detalhe passa quase despercebido diante da bela fotografia em preto e branco e, também, do ótimo resultado alcançado pelo diretor com esse longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse resultado feliz provavelmente foi obtido devido à quase ausência de interferência do produtor David O. Selznick, um dos poderosos chefões da velha Hollywood – ou talvez o maior deles (ele produziu “...E o Vento Levou”, lembra-se?). Este era o terceiro trabalho que Hitchcock fazia pra ele, depois de “Rebecca, A Mulher Inesquecível” (que lhe rendeu o único Oscar de melhor filme em toda sua carreira) e “Spellbound – Quando Fala o Coração”, este uma experiência com contribuições surrealistas do gênio artístico Salvador Dalí (e também a primeira oportunidade em que trabalhou com Ingrid Bergman). A ingerência de Selznick em “Spellbound” foi tão grande que várias das criações do pintor espanhol foram rejeitadas para conter custos, o que levou Dalí a acreditar que a razão do convite era apenas a sua assinatura nos créditos. A verdade é que em “Interlúdio” Selznick praticamente permitiu que Hitchock produzisse a si mesmo – e muitos afirmam que, se fosse diferente, o projeto teria terminado em um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso da empreitada se deu, inclusive, a despeito da premissa inverossímil do roteiro (escrito por Ben Hecht) . Afinal, mesmo levando em consideração a costumeira desinformação do público norte-americano, é difícil imaginar que este não conhecesse seus aliados e inimigos durante a Segunda Guerra Mundial (valendo à pena dizer que a produção é de 1946, logo após o término do conflito, portanto). E a  trama parte justamente da ideia de que cientistas alemães viveriam em tranquilidade (?!) no Brasil durante o fim deste evento histórico. Cary Grant interpreta o agente Devlin, um encarregado de monitorar as atividades destes cientistas por estas bandas. No entanto, como forma de facilitar e aprofundar o trabalho, ele procura a bela Alicia Huberman (Ingrid), filha de um norte-americano condenado por traição exatamente devido à sua ligação com o grupo de nazistas que está sendo espionado. No entanto, Devlin, ao mesmo tempo em que usa Alicia para atingir os objetivos do Estado, acaba realmente se apaixonando por ela. As coisas complicam ainda mais quando seus superiores sugerem que Alicia case com o alemão Alexander Sebastian (Claude Rains, o policial Renault de “Casablanca”) e ela passa a viver sobre o fio da navalha na bela mansão deste, principalmente devido à desconfiança e comportamento maquiavélico da sogra. (Leopoldine Konstantin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/081121/sexiest-movies/notorious_l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/081121/sexiest-movies/notorious_l.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como nenhum outro cineasta, Hitchcock realiza uma perfeita mistura de gêneros, equilibrando romance e suspense em uma trama de espionagem. O filme pode ser visto tanto como um suspense com pitadas românticas ou como um romance com um pano de fundo de espionagem. O olhar de cada espectador é que determinará o teor do longa. Este equilíbrio, ademais, até mesmo por ser observado através das suas duas mais lembradas sequências. Da mesma forma em que há a presença de uma longa cena de beijo entre Devlin e Alicia (que foi considerada a mais longa do cinema até então, tendo inclusive problemas com a censura), também encontramos uma sequência sensacional de suspense que só poderia mesmo ter sido concebida por Hitchcock. Afinal, só ele mesmo para conseguir tensão através de coisas banais como a busca de garrafas de vinho e champanhe em uma adega. Acredito que esta simbiose de gêneros só voltaria a ser tão bem executada pelo mestre nas obras-primas &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/06/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Janela Indiscreta”&lt;/a&gt; (Rear Window, 1954) e&lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/06/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt; “Um Corpo Que Cai”&lt;/a&gt; (Vertigo, 1958). Por outro lado, o diretor nos faz nutrir sentimentos oscilantes pelos personagens, já que Sebastian nos é mostrado não como um típico “vilão”, mas como, antes de tudo, um homem apaixonado por Alicia. A sequência final na escadaria, frise-se, se coloca como a perfeita síntese dessa ambiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com atuações inspiradas – principalmente de Bergman (linda como de costume) e do sempre excelente Rains (que acabou sendo indicado ao prêmio de coadjuvante da Academia de Hollywood) – alguns podem se queixar que “Notorious” possui uma conclusão exageradamente aberta, o que acaba por frustrar uma parcela do público mais acostumada com desfechos mastigados. Entretanto, creio que este final que estimula a mente do espectador talvez seja até um mérito da película, deixando entrever o que acontecerá com cada um dos personagens. Ressalte-se, ainda, que este é um recurso característico das obras do velho Hitch - o final de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/06/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Os Pássaros” &lt;/a&gt;(The Birds, 1963) é exemplo clássico desse aspecto. Mesmo que não seja um filme perfeito como o citado “Janela Indiscreta”, não se pode negar que “Interlúdio”, a despeito dos mencionados aspectos pouco verossímeis, se constitui em um ótimo exemplar da filmografia do mestre e, repito, é bom ver cenas de um Rio de Janeiro ainda distante do clima um tanto caótico de hoje. Valeu à pena fazer o download!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: Hitchock não sabia que o urânio, elemento químico presente no desenrolar da narrativa, era utilizado para a confecção da bomba atômica. A presença de tal elemento na trama fez com que o diretor fosse investigado durante anos pelo FBI...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotação:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yvBfaBW2rQw/TiMPSoZxShI/AAAAAAAAAR4/FSwg0xsECfk/s1600/Quatro%2Bestrelas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 57px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yvBfaBW2rQw/TiMPSoZxShI/AAAAAAAAAR4/FSwg0xsECfk/s400/Quatro%2Bestrelas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630360771900819986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-7121945269137926967?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/7121945269137926967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=7121945269137926967&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7121945269137926967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/7121945269137926967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/para-ver-em-um-dia-de-chuva.html' title='Para Ver Em Um Dia de Chuva'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HbdcQlDCDfg/TiMQg50nPwI/AAAAAAAAASA/6yjPFjNQtJ8/s72-c/4337308107_2b416a265c_z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-5346569703259662432</id><published>2011-07-15T17:02:00.006-03:00</published><updated>2011-07-15T17:35:59.171-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diretores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Dica de Livro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.livrariascuritiba.com.br/Imagens%5CLivros%5CNormal%5CLV159357_N.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 294px; height: 385px;" src="http://www.livrariascuritiba.com.br/Imagens%5CLivros%5CNormal%5CLV159357_N.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1995, o British Film Institute convidou ninguém menos que Martin Scorsese para realizar um documentário para a TV em comemoração aos 100 anos da Sétima Arte. Pois bem, o livro que aqui indico é justamente o roteiro dessa produção. Como sugere o título, "Uma Viagem Pessoal Pelo Cinema Americano" faz um passeio ao longo de várias décadas do cinema estadunidense, onde Scorsese, com maestria, nos mostra a influência e importância fundamental dos diretores que lhe precederam. Gostoso de ler, vamos descobrindo sem qualquer enfado como funcionava o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;studio system - &lt;/span&gt;a velha forma de produção que reinou durante muitos anos em Hollywood -   além de conhecer os pioneiros na contestação desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo &lt;/span&gt;&lt;span&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt; claro (e esta é a parte mais saborosa), descobrir vários e vários filmes dos quais muitas vezes sequer ouvimos falar, mas que Scorsese resgata do esquecimento para lustrar e fazer reluzir o seu devido brilho. Há ainda vários comentários de outros diretores e atores famosos, trechos de diálogos interessantes de diversas produções e também belas fotos que ilustram as páginas. Não é à toa que Scorsese é conhecido, mesmo no seu meio, como um verdadeiro professor da arte em que também brilha. Obrigatório para qualquer cinéfilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma Viagem Pessoal Pelo Cinema Americano - Martin Scorsese e Michael Henry Wilson - Cosac &amp;amp; Naify - 223 páginas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-5346569703259662432?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/5346569703259662432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=5346569703259662432&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5346569703259662432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/5346569703259662432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/dica-de-livro.html' title='Dica de Livro'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-4839135666689086854</id><published>2011-07-11T21:28:00.005-03:00</published><updated>2011-07-11T21:44:28.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção-Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagem'/><title type='text'>Cinema Com Pimenta - 3 anos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.2001aspaceodyssey.org/BigImages/Sun_Earth_Moon.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 474px; height: 353px;" src="http://www.2001aspaceodyssey.org/BigImages/Sun_Earth_Moon.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso aí. Há exatos três anos, no dia 11 de julho de 2008, com a postagem da resenha sobre &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/wall-e.html"&gt;“Wall-E”&lt;/a&gt;, surgia o “Cinema Com Pimenta” como uma forma de publicar os textos que eu escrevia sobre os filmes, que via em enviava por e-mail para alguns amigos. Alguns destes davam a sugestão de criar um blog enquanto outros perguntavam porque eu não publicava em jornais. A ideia de publicar em periódicos nunca me agradou, já que iriam podar meus textos para caber no formato e limitações editoriais. Ademais, escrevo minhas linhas por paixão e não por vontades ou necessidades financeiras. A alternativa do blog se tornou, desta forma, a melhor, já que eu poderia escrever livremente e de acordo com o meu tempo disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que os desafios se apresentaram de maneiras diversas. Como esta não é a minha atividade profissional, é frequente ter que driblar a falta de tempo para manter este espaço atualizado. E também, por vezes, é preciso superar a ausência de inspiração. Há filmes que terminamos de ver e já sabemos tudo que iremos escrever, enquanto em outros casos as palavras parecem sair a fórceps. Todavia, apesar dos obstáculos, a cada comentário postado pelos leitores me sinto recompensado por todo o esforço. Muito melhor do que qualquer possível retribuição financeira, que eu poderia receber em outros meios, é a força dada por aqueles que também vivem o cinema. Dia desses, li que Rubens Ewald Filho valoriza muito o trabalho dos blogueiros. “Eles escrevem com paixão”, disse o crítico. Acredito que cada cinéfilo blogueiro sabe o quanto de verdade existe nessa frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como forma de lembrar o aniversário, coloco abaixo uma sequência famosa e marcante de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”. Durante muito tempo considerei este o melhor filme de todos os tempos. Talvez hoje ele não ocupe o posto no meu ranking (nem sei exatamente que filme eu definiria, neste momento, como o melhor já realizado), mas, com certeza, ele tem e sempre terá lugar cativo no meu top 10. Cheio de pretensões, mas brilhante em igual medida, “2001” é uma experiência que sempre perderá se transformada em palavras. E isso me faz dispensá-las agora. Se você ainda não teve a felicidade de apreciar esta verdadeira pérola de genialidade gerada por Stanley Kubrick, um dos raros filmes que nos atingem da mesma forma que uma música ou uma pintura, aí segue um aperitivo. Mas o melhor mesmo é assistir à obra por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, fica aqui o meu muito obrigado para todos aqueles que acompanham o Cinema Com Pimenta. Um grande abraço e que Deus abençoe a todos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/bUwCkKIYY80" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6891124122342126986-4839135666689086854?l=cinemacompimenta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/feeds/4839135666689086854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6891124122342126986&amp;postID=4839135666689086854&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4839135666689086854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6891124122342126986/posts/default/4839135666689086854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/07/cinema-com-pimenta-3-anos.html' title='Cinema Com Pimenta - 3 anos!'/><author><name>Fábio Henrique Carmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09553598383036851082</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6_m20fBUWCo/S75KbyHaq5I/AAAAAAAAAIM/ZMk3pFuW8U0/S220/Cotuvelo+03+Avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/bUwCkKIYY80/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6891124122342126986.post-224468120385849097</id><published>2011-07-09T10:34:00.005-03:00</published><updated>2011-07-09T11:57:54.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>O cinema e a reciclagem de ideias - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuando as linhas sobres o reaproveitamento de ideias na atual crise de criatividade presente nas realizaçãoes cinematográficas (principalmente as made in Hollywood), vamos agora falar sobre outras espécies destas reciclagens. Se na primeira parte tecemos comentários sobre as duas fórmulas mais comumente usadas, quais sejam, o remake e a sequência, agora partiremos para uma apreciação de outras nem tão “badaladas”. São elas o prequel, o midquel, o interquel e o reboot. Nada muito catedrático, como podem perceber, mas acreditamos contribuir para o esclarecimento dos conceitos. Vamos a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OrLH0prk0Sw/TIaGvqG9hhI/AAAAAAAAC1A/fgAVX93nbEg/s1600/prequel.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 392px; height: 137px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OrLH0prk0Sw/TIaGvqG9hhI/AAAAAAAAC1A/fgAVX93nbEg/s1600/prequel.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prequel –&lt;/span&gt; Em terras brasileiras, não foi ainda utilizado um termo em português para traduzir esse neologismo surgido nos anos 1970. Em Portugal, utiliza-se a palavra “prequela”, o que constitui uma boa tradução, já que o termo em inglês se origina da junção de pre (antes, anterior) e sequel (sequência, sequela). Prequel é uma obra cuja trama ocorre em momento anterior à outra já lançada previamente, comumente esclarecendo a origem de personagens ou fatos que não foram totalmente desvendados durante a narrativa original. Embora o termo só tenha surgido nos anos 70, como mencionado, a origem deste tipo de obra é bem mais remota. O livro bíblico de “Rute”, que narra histórias de antepassados do rei Davi, por exemplo, é uma prequela de outros livros que tratam deste soberano hebreu. Em outra exemplificação, o genial músico Richard Wagner utilizou-se deste recurso na sua tetralogia “O Anel dos Nibelungos”, já que a ópera “Das Rheingold” é uma prequel da anterior “Siegfried”. Em termos cinematográficos, é essencial frisar que os fatos constantes da nova narrativa devem ser cronologicamente anteriores aos presentes no primeiro longa-metragem, pois que, se posteriores, não será uma prequela, mas uma sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não tão comuns quanto as sequências, podemos citar exemplos bem famosos e interessantes de prequels. Mais uma vez vamos recordar aqui o caso da saga “Star Wars”. Uma das precursoras nas sequências, ela também é referência entre as prequelas. Como é bastante conhecido, toda a série “Guerra nas Estrelas” foi concebida originariamente por George Lucas em seis episódios, mas ele resolveu filmar primeiramente o episódio IV, denominado “Uma Nova Esperança”. Décadas depois do término da trilogia que compreende este episódio e mais o V e o VI (o acima mencionado “O Império Contra-Ataca” e “O Retorno de Jedi”, respectivamente), Lucas retomou seu universo para levar às telas os três primeiros episódios que contam como Anakin Skywalker se tornou o temido Darth Vader. Ou seja, toda a segunda trilogia de “Star Wars” é uma extensa prequel do episódio IV, uma vez que suas narrativas tratam de fatos cronologicamente anteriores ao longa de 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4l1bnm2jjps/TX0IFxQeYeI/AAAAAAAAEOA/bM4PLz5Odfg/s1600/star%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 479px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4l1bnm2jjps/TX0IFxQeYeI/AAAAAAAAEOA/bM4PLz5Odfg/s1600/star%2B1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A segunda trilogia de Star Wars: um extenso prequel do pioneiro episódio IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ainda podemos elencar outras prequelas bastante conhecidas do grande público. “O Exorcista – O Início” (Exorcist: The Beginning, 2004) é prequel do clássico “O Exorcista” (The Exorcist) dirigido por William Friedkin em 1973 (e, por extensão, de toda a franquia, que inclui ainda os episódios II e III), mostrando a viagem que o Padre Merrin realiza para a África Oriental, deparando-se pela primeira vez com o demônio Pazuzu. Já &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/05/x-men-origens-wolverine.html"&gt;“X-Men Origens: Wolverine”&lt;/a&gt; (X-Men Origins: Wolverine, 2009) antecede cronologicamente a trilogia dos X-Men iniciada em 2001 e revela o surgimento do popular herói Wolverine com a implantação do metal adamantium em seu esqueleto. Por sinal, ainda está em exibição nas salas de cinema, o segundo prequel da série do mutantes, o ótimo &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2011/06/x-men-primeira-classe.html"&gt;“X-Men Primeira Classe” &lt;/a&gt;(X-Men: First Class - 2011). Por outro lado, uma prequela já se tornou lendária entre os cinéfilos. Trata-se de “O Hobbit”, adaptação do livro de J.R.R. Tolkien que antecipa os acontecimentos de “O Senhor dos Anéis”. Há anos os fãs aguardam ansiosamente pelo filme, o qual, depois de anos de entraves jurídicos relativos aos direitos de adaptação da obra, finalmente entrou em fase de produção, tendo inclusive algumas imagens já liberadas na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Interquel e Midquel –&lt;/span&gt; São duas formas de abordagem pouco utilizadas e, por isso mesmo, menos importantes, sendo mais comum na televisão e principalmente na expansão de uma obra para outras mídias. No interquel, temos uma narrativa que se passa entre duas outras já realizadas anteriormente, desenrolando fatos que o público não tinha tomado conhecimento. Um bom exemplo deste recurso é a animação “Star Wars: The Clone Wars” (2008), longa que serviu de introdução para a série de animação televisiva com o mesmo nome. Já no midquel o roteiro é desenvolvido a partir de uma elipse ocorrida no contexto de uma obra prévia. O conceito ficará mais claro recordando “Bambi II”, animação dos estúdios Disney elaborada para o mercado de home vídeo. Nele, a narrativa se desenvolve durante o período de tempo que se passa entre a morte da mãe de Bambi e sua idade adulta, o qual não é mostrado no famoso longa de animação que leva o nome do seu personagem central. Resta claro, portanto, que interquel e midquel são formas bastante mercadológicas de se explorar personagens com grande potencial e retorno financeiro. Não é à toa que fizemos mais uma menção à série “Guerra nas Estrelas”, já que Gorge Lucas se tornou o rei deste tipo de exploração mercantilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reboot (ou reinício) –&lt;/span&gt; Talvez seja sinal dos tempos, mas é curioso que um termo da informática seja adotado para designar um conceito de obra midiática. Para conceituar reboot vamos nos valer da definição de Thomas R. Willits: “reboot significa reiniciar um universo de entretenimento que já foi estabelecido previamente, começando uma nova história e/ou cronologia que desconsidera a história ou acontecimentos do original, tornando-o obsoleto”. Neste ponto, é fundamental frisar que o reboot não é o mesmo que um remake. Como demonstrado em linhas anteriores, a refilmagem funciona como uma adequação ou nova visão de uma obra para uma determinada plateia, seja por necessidades comerciais ou artísticas, sendo que a obra, em linhas gerais, continua a mesma, com igual trama e personagens. No reinício novos paradigmas são estabelecidos para um universo ficcional que normalmente já teve sequências, sendo que tudo que foi feito ulteriormente é ignorado na noviça produção. Assim, um outro cânone é instituído, inovando e consagrando novos parâmetros a serem seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.top39.com/wp-content/uploads/2010/08/batman_begins1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 416px; height: 443px;" src="http://www.top39.com/wp-content/uploads/2010/08/batman_begins1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O exemplo mais imediato que podemos utilizar para exemplificar a ideia de reboot é o longa-metragem “Batman Begins” (2005), responsável por devolver ao famoso personagem dos quadrinhos o respeito perdido com os desastrosos filmes dirigidos por Joel Schumacher (principalmente “Batman &amp;amp; Robin”, de 1997, assombrosamente ruim). A solução encontrada pela Warner Bros., estúdio detentor dos direitos de adaptação, foi a de “zerar” a série cinematográfica, ignorando inclusive os filmes dirigidos por Tim Burton, que também nunca foram unanimidade de crítica e público. A intenção era a de contar uma nova origem para o herói e o diretor escalado, Christopher Nolan, obteve grande sucesso na empreitada, a qual inclusive gerou uma sequência, &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/07/batman-o-cavaleiro-das-trevas.html"&gt;“Batman – O Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight, 2008)&lt;/a&gt;, que acabou se tornando um marco nas adaptações de HQ para a tela grande, rendendo, inclusive, um Oscar de ator coadjuvante ao saudoso Heath Ledger. Outro reinício que se mostrou bastante feliz foi o da longa série “007”, que, a partir de &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2008/11/filmes-para-ver-antes-de-morrer.html"&gt;“Cassino Royale” (2006)&lt;/a&gt;, de Martin Campbell, assumiu novos e surpreendentes ares, com o ator Daniel Craig encarnando o agente James Bond com uma força e competência que não se via desde os anos 60 com Sean Connery. Recentemente, tivemos ainda o reboot da saga &lt;a href="http://cinemacompimenta.blogspot.com/2009/05/star-trek.html"&gt;“Star Trek” (2009)&lt;/a&gt;, apresentando-a para uma nova geração de possíveis fãs. Vale assinalar, porém, que nem sempre os reboots são necessários. A nova adaptação do Homem-Aranha, dirigida por Marc Webb e contando com Andrew Garfield no papel de Peter Parker (tem estreia prevista para 2012), é um típico caso de desnecessidade, tendo em vista a qualidade da trilogia dirigida por Sam Raimi e protagonizada por Tobey Maguire, ainda viva na memória do público e dona de uma legião de fãs. E que fique claro mais uma vez: reinício não é refilmagem, mas uma nova maneira de abordar um universo ficcional, não estando em absoluto atrelado a uma obra lançada anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não se possa negar que essas diversas formas de abordar um universo ficcional tenham sido engendradas, em sua maioria, por motivações eminentemente comerciais, como já frisado em diversas passagens nas linhas precedentes, também não se pode olvidar, por outro lado, que em várias outras ocasiões são obtidos resultados artisticamente relevantes. Mesmo os remakes, que talvez representem melhor esta vertente de mercado, uma vez que é a menos criativa das opções de retomada de um universo ficcional, podem adquirir um valor cinematográfico relevante quando bem realizados. Concluindo, o Cinema Com Pimenta espera ter jogado um pouco de luz, mesmo que de forma tênue, sobre a zona nublada que encobre as variadas espécies de reciclagem criativa que permeiam o cinema contemporâneo. Na verdade, espera mais ainda que as mentes que fazem o cinema, sejam cineastas ou executivos, consigam deixar para 
